Como se relacionar com alguém de um jeito diferente?

A várias faces do relacionamento

É muito cativante poder relacionar-se com as pessoas em um nível diferente do que ocorre no agitado dia-a-dia que insistimos manter em nossas vidas.

Como podemos ser diferentes do que nos acostumamos a ser pelo vício da auto-proteção e frieza do não envolvimento?

É só abaixar um pouco a intensidade da luz, colocar uma boa música de fundo, e posso até dizer que é possível observar a verdadeira natureza das pessoas expandir-se além dos limites, não só físicos, mas principalmente das amarras emocionais que nos envolvem.

Não estou agora interessado em me apoiar em algumas das muitas teorias ou técnicas para discorrer ou explicar como surgem essas defesas emocionais, quais as causas, não, apenas quero olhar com olhos simples, e se possível ingênuos, como uma criança frente ao novo e me surpreender e aprender.

Como se fugíssemos de uma verdade – o que somos –  mudamos postura física, forçamos expressões faciais, impostamos a voz, nos modificamos como se o nosso ser não fosse forte ou esperto o suficiente para se relacionar com o dito mundo, ou a realidade.

Quanto esforço e energia desperdiçadas em mau uso, pois observamos que essa brincadeira de esconde-esconde perverte o livre fluxo das energias, fazendo-as agitadas ou completamente estagnadas, ferindo e marcando o físico, construindo rugas, localizadas porções de massa adiposa aqui e acolá, rigidez nas articulações de pés, joelhos, dedos e uma incrível quantidade de desequilíbrios posturais. Isso se focarmos a atenção apenas na matéria física que nos embala.

Espontaneidade é a liberdade do ser

É muito esforço à toa, pois o que aprisionamos em nossos sentidos na maioria das vezes foi provocado por alguma incompreensão ou má avaliação de acontecimentos, e por alguns instantes de desconforto e sofrimento, nos condenamos a um longo tempo de penitências.

E nos instantes em que descuidadamente nos permitimos relaxar, é como se experimentássemos um admirável novo mundo, onde o Ser, como um pássaro que percebe a porta da gaiola aberta, aventura-se no jardim da vida.

 

José Batista de Carvalho

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Categorias:Emoções

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