Arrumando os armários da sua mente

como estão os armários da sua mente

Que semelhanças existem entre a arrumação da casa e a arrumação interior?

De vez em quando, vem a necessidade de fazer “aquela” faxina em casa. Aquela, não só de limpar e arrumar, mas desentulhar várias coisas que estão praticamente perdidas em fundos de armários, em caixas em cima do roupeiro. Organizar – e descartar – aquelas pilhas de potes, pratos e copos bancando equilibristas nos armários da cozinha. As bugigangas e quinquilharias, então, parece uma caça ao tesouro, vão aparecendo de todos os cantos. E a papelada, que vai ficando guardada na gaveta do “depois eu vejo”?

E como será que estão os armários da sua mente? Será que estão entulhados com todas aquelas emoções desencontradas – admiração e decepção, medo e vergonha, mágoa e ressentimento – que ficaram guardadas de situações passadas? E as gavetas, estarão abarrotadas de sentimentos de negação – desgosto, incapacidade, frustração – acumulados durante anos de experiências que não foram bem resolvidas? Quanto às prateleiras, estão empilhadas de velhas mágoas e antigos ressentimentos?

“Penso que um dos maiores problemas é não termos a menor ideia do que precisamos soltar de nossa vida. Sabemos que ela não está funcionando e sabemos o que desejamos, mas não conseguimos detectar o que nos está contendo.”

Se você é do tipo de pessoa que faz uma arrumação em casa periodicamente, essa tarefa não é tão difícil. As coisas não se acumulam, a empreitada não toma muito tempo. Mas quem deixa o tempo passar e vai adiando o serviço para outra hora, para quando tiver mais tempo, para as férias, o que acaba arrumando são desculpas e justificativas para adiar… adiar… adiar. Afinal, só de pensar em tudo com que vai ter que lidar: olhar cada item, decidir se quer ficar, se vai usar, se vai precisar. E tem também as lembranças ligadas a alguns objetos, o apelo sentimental que eles carregam e aos quais nos apegamos.

Isso também se aplica aos pensamentos limitativos que ficaram por lá, perdidos nos escaninhos da memória. Você acha que pode ter se apegado a pensamentos que estão atravancando sua vida, te deixando sem espaço para ampliar seus horizontes? Será que ficaram crenças negativas escondidas pelos cantos, do tipo “tudo que é bom dura pouco”, “sorte no jogo, azar no amor”, “a vida é dura pra quem é mole”, “melhor tentar outra coisa, isso não é pra você”, “só se conseguem as coisas com muito sacrifício”?

Caso você perceba que andou guardando esses amontoados emocionais e energéticos, vem a pergunta: “como resolver isso? De que forma fazer essa arrumação interior?”

Bem, para ajudar na arrumação da sua casa, você pode ler o post “Como melhorar sua vida com as dicas de Marie Kondo”.

Para a arrumação interior, vamos ver o que Louise Hay  nos aconselha num de seus livros, “Você pode curar sua vida”.

Seguindo as dicas de Louise Hay

“Vamos experimentar examinar um pouco o nosso passado, e dar uma olhada em algumas crenças que têm nos dirigido. Algumas pessoas acham essa parte do processo de limpeza muito dolorosa, mas não precisa ser assim. Precisamos olhar para o que existe antes de podermos começar a faxina.

Quando se quer limpar um cômodo completamente, primeiro é necessário pegar e examinar tudo o que existe nele. Algumas coisas serão olhadas com carinho e receberão limpeza e polimento para ganharem uma nova beleza. Outras talvez precisem de conserto ou restauração, o que poderá ser feito depois, com calma.

Outras coisas, ainda, jamais servirão para nada e deverão ser jogadas fora. Jornais e revistas velhos, pratos de papel sujos podem ser postos na lata do lixo sem rodeios. Não é necessário ficar com raiva para se fazer uma boa faxina.

O mesmo acontece quando estamos limpando nossa casa mental. Não é preciso sentir raiva só porque algumas das crenças guardadas nela estão prontas para serem atiradas fora. Livre-se delas com a mesma facilidade com que jogaria restos de comida na lata do lixo depois de uma refeição. Você por acaso cataria no lixo de ontem para fazer o jantar de hoje? Você cata no velho lixo mental para criar as experiências de amanhã.

Se um pensamento ou crença não lhe é mais útil, livre-se dele! Não existe nenhuma lei que diga que só porque você um dia acreditou em alguma coisa é obrigado a acreditar nela para sempre.”

Como identificar o que não nos faz bem?

Em outro de seus livros, “O poder dentro de você”, ela fala também da diversidade de problemas – ou da combinação deles – que podemos ter que enfrentar, como um aprendizado em nossa vida. Esses problemas devem ser vistos como situações que, ao serem enfrentadas e superadas, nos fortalecem e sugerem caminhos para quando outras situações semelhantes se apresentarem.

“Todos nós enfrentamos desafios na vida. Ninguém passa pela vida sem eles. Se não fosse assim, com que propósito viríamos a esta escola chamada Terra? Para alguns, os desafios acontecem no campo da saúde; para outros, no financeiro; e para outros, ainda, na área dos relacionamentos. Alguns têm muito de alguma coisa ou um pouco de tudo.”

Mas, apesar de toda a boa vontade que podemos ter para nos livrarmos de sentimentos e pensamentos que atrapalham nossa vida, muitas vezes, ficamos repetindo e revivendo experiências semelhantes sem conseguirmos sair delas. Não atinamos com o porquê dessas repetições, dos insucessos, seja em que área ocorram.

“Penso que um dos maiores problemas”  – continua L. Hay, “é não termos a menor ideia do que precisamos soltar de nossa vida. Sabemos que ela não está funcionando e sabemos o que desejamos, mas não conseguimos detectar o que nos está contendo. Portanto, reservemos agora algum tempo para examinar os bloqueios que nos impedem de avançar.

Quando você reflete sobre seus padrões, seus problemas e aquilo que considera suas limitações, em qual das seguintes grandes categorias você encaixa seus sentimentos: crítica, medo, culpa ou ressentimento? Costumo chamar essas categorias de Os Quatro Grandes, porque há sempre uma delas envolvida quando há algo de errado na vida de alguém. Não podemos negar nossos sentimentos, mas muitos de nós tentam escondê-los. Tenha em mente que suas experiências refletem suas crenças interiores. Olhe de frente para elas e determine quais são suas crenças.”

O nosso passado agindo sobre o presente

Segundo a consagrada autora da área de metafísica, é mais fácil culpar nossa infância, a família, o ambiente em que vivemos. Entretanto, essa atitude, que nos deixa numa confortável condição de vítimas, não resolve nossos problemas interiores, e continuamos revivendo as mesmas experiências repetidamente.

“Portanto, não importa o que alguém lhe fez ou o que lhe ensinaram no passado. Hoje é um novo dia. Agora é você quem dá as cartas. Este é o momento em que você está criando seu futuro. Além disso, por mais que seja orientado, só você pode fazer o trabalho; você é a única pessoa capaz de mudar o modo como pensa, sente e age. Minha parte é apenas lhe garantir que você pode fazê-lo. Tenho toda a certeza de que você é capaz de mudar, pois existe em seu interior um Poder Maior que está pronto a ajudá-lo a se libertar dos velhos padrões, desde que você assim o permita.”

“Crítica, medo, culpa ou ressentimento?  Costumo chamar essas categorias de Os Quatro Grandes, porque há sempre uma delas envolvida quando há algo de errado na vida de alguém.”

Um dos fatores envolvidos nesse processo é o fato de nos deixarmos invadir por ideias alheias que não estão em ressonância com nossa sabedoria interior. É importante percebermos quais são essas ideias para que possamos nos libertar delas, não permitir que continuem influenciando nossas atitudes e decisões.

Algumas afirmações para auxiliar no processo

Continuando, Louise Hay diz: “Quando você sufoca suas emoções, cria um caos interior. Deixe que seus sentimentos venham à tona. É possível que você venha a se surpreender chorando muito ou se enraivecendo, de uma maneira que lhe pareça exagerada. Além disso, é bem provável que você tenha de processar muita coisa velha acumulada em seu interior. Aconselho-o a fazer afirmações que o ajudarão a tornar esse processo mais fácil, mais suave e mais confortável, como:

  •  Eu agora libero com facilidade todas as crenças negativas
  •  É agradável para mim mudar
  •  Meu caminho agora está se tornando suave
  •  Estou livre do passado

Ao fazer essas afirmações, não julgue os sentimentos que forem emergindo, o que só servirá para empurrá-los ainda mais para o fundo. Se você está enfrentando um terrível dilema ou atravessando uma crise, repita constantemente as frases acima e afirme também que está em perfeita segurança e disposto a sentir suas emoções. O extravasamento de seus sentimentos por intermédio das afirmações positivas trará mudanças benéficas à sua vida.”

Agora, é arregaçar as mangas, pegar um balde de motivação, e começar a se conscientizar da importância desse processo. Afinal, é a sua felicidade, o seu sucesso, a sua vida!

É bom ressaltar que padrões de pensamentos há muito tempo arraigados podem demandar mais tempo para serem transformados de forma efetiva. Por isso, lembre-se de manter sempre cheio o balde com motivação, e pode pôr também empenho, regularidade, persistência e determinação!

 

Noemi C. de Carvalho

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