Nos relacionamos melhor com o mundo do que com nossas emoções

Cruzar continentes pode ser mais fácil que cruzar as fronteiras dos nossos sentimentos

No post O seu bem-estar merece alguns minutos  falei com vocês sobre a importância de dedicar algum tempo em atividades voltadas ao que costumamos chamar de autoconhecimento, e deixei algumas dicas bem simples para usar alguns minutos do dia em seu benefício.

Gostaria agora de voltar ao assunto, mas com uma outra abordagem.

Sabemos que a vida moderna se caracteriza cada vez mais pela instantaneidade: a internet nos conecta aos quatro cantos do mundo em segundos, temos informações atualizadas sobre qualquer assunto num clique, a autonomia nas viagens aéreas nos permite atravessar continentes em poucas horas, isso entre tantas outras coisas que poderíamos citar.

Em contrapartida, essas facilidades do mundo atual também nos exigem cada vez mais a obtenção de respostas rápidas e soluções imediatas.

No entanto, quando se trata de um trabalho comprometido com o aprimoramento pessoal, essa rapidez nos resultados não pode ser aplicada da mesma forma, respeitando-se o delicado e complexo universo emocional de uma pessoa. O tempo não pode se sobrepor à necessidade individual para a assimilação de novos conceitos e a realização dos ajustes necessários para que a transição seja segura e bem sustentada.

Tudo tem seu tempo

Cada um de nós tem a sua própria velocidade de resposta às situações da vida. Claro que não podemos incorrer na indolência ou na procrastinação, mas determinar prazos e metas num processo de autoconhecimento e, até mesmo, a obstinação com o resultado final desejado, podem acabar nos distanciando do nosso objetivo.

Para que os avanços sejam firmes e estáveis, as novas aquisições mentais e emocionais devem se desenvolver num ritmo natural, suave, constante. É importante reconhecer e valorizar todo progresso alcançado, ainda que pareça pequeno: ao perceber sua diferença de atitude, mesmo que em pequenas situações do dia a dia, você valoriza sua capacidade de superação.

Você aprendeu a falar e a andar quando era um bebê – e certamente não se preocupou em “quando” isso ia acontecer. Em etapas sucessivas, você aprendeu a estudar, a trabalhar e a se relacionar. Ao longo dos anos, você foi construindo a sua personalidade, o seu modo de vida.

Paciência: como você define?

Você pode agora iniciar uma nova etapa: habituar-se a utilizar o potencial e riqueza de sua consciência. Você pode reconhecer sua essência e manter-se integrado à sua serenidade e sabedoria, cultivando a “pax-ciência”, a ciência da paz.

Geralmente atribuímos à paciência um conceito de tempo: paciência para esperar que uma fila ande, para esperar que algo se resolva, para aguardar quando determinada coisa vai acontecer.

A paciência, ao ser entendida como um conceito do sentimento de paz, é o “quando” que você procura. É estar em paz com suas lembranças e com suas memórias. É estar em paz com as expectativas sobre o futuro.

Nesse instante, o tempo deixa de ser importante, deixa até de ser um inimigo, e torna-se apenas um momento. O instante divino no qual a vida acontece e se realiza.

 

Noemi C. de Carvalho

 


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Categorias:Emoções

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1 resposta

  1. Gratidão eterna. Estava precisando muito de ler esse texto. Namastê

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