Existe um sentido da vida?

Os hábitos tecnológicos e sua influência nas relações sociais e pessoais

Verificamos, no dia a dia, a proliferação de um comportamento que está se consolidando à medida que os mecanismos de integração social pela via eletrônica se desenvolvem.

Curiosamente, esse comportamento apresenta uma característica peculiar: enquanto aproxima as pessoas e as mantém em contato contínuo e instantâneo, superficializa as relações mantendo-as num patamar próximo às fofoqueiras de antigamente, substituindo as janelas das antigas vilas pelas telas luminosas de hoje.

Outro componente interessante é a transferência desse hábito de relacionar-se superficialmente e sem compromisso para o mundo real, atingindo também as relações pessoais, tanto no nível de interação quanto no distanciamento voluntário ao ficar a maior parte do tempo com os olhos presos à tela.

Com o passar do tempo e a consolidação desse comportamento, podemos observar que algumas pessoas estão buscando um certo tipo de alienação de si mesmo, como se houvesse uma migração desse comportamento externo, procurando uma forma de conseguir isolar a própria pessoa de si mesma.

Estranho paradoxo esse de viver em uma época onde podemos de forma instantânea nos conectarmos a qualquer parte do mundo e ao mesmo tempo estarmos nos isolando de tudo e de todos, inclusive de nós mesmos.

É importante perceber se estamos nos escondendo de nós mesmos

Esse esboço da conjuntura em que vivemos coloca-nos alguns questionamentos.

Certamente, os avanços tecnológicos vieram para ficar, isso é indiscutível, como é óbvio também que não são o avanço e nem tampouco os produtos desse avanço os responsáveis por essa mudança na relações.

O uso das tecnologias, como tantas outras coisas ao longo da história do ser humano, é que foi sendo desvirtuado, gerando dependências nocivas que alteraram os comportamentos.


Recomendamos as seguintes leituras complementares:


As causas dessas alterações comportamentais devem ser procuradas no interior das pessoas, no mais íntimo do ser, onde se escondem os elementos que geram os hábitos e os comportamentos. Os aparelhos e instrumentos apenas canalizam a energia para as manifestações no plano físico.

Acredito que a pluralidade de opções e a extensa gama de aplicações que hoje existem para atrair e fixar a atenção de todos, principalmente dos jovens, mascara o fator interior que é responsável pelo avanço e desenvolvimento pessoal. Ainda hoje, a maioria das pessoas, não tem o conhecimento do que é, o que aqui está fazendo e qual a sua mais importante missão nessa vida.

O sentido da vida vem à tona quando nos interiorizamos

Muito se fala no sentido da vida, mas se bem observarmos veremos que o sentido está em nós, e somos nós os responsáveis por trazê-lo à vida.

Temos hoje inúmeros manuais e formulários com questões e testes para avaliar e direcionar um caminho, principalmente na área profissional, mas um verdadeiro sentido de vida não pode ser assim determinado, pois não há um sentido único, cada um de nós tem virtudes, qualidades e dons únicos, e é essa peculiaridade que faz quem somos verdadeiramente e o que define nosso propósito.

A vida é uma oportunidade onde cada um dará o sentido que estiver em si através da experiência de estar vivo, de como essa experiência de vida repercute na sua essência e de como essa sensação se manifesta na realidade que vive.

Existe um trecho do livro “Lei da Compensação Divina”, escrito por Marianne Williamson, que diz:

“Amor é com o que nascemos. Medo é o que aprendemos.

A jornada espiritual é desaprender o medo e os preconceitos e aceitar o amor novamente em nossos corações.

Amor é a realidade essencial e nosso propósito na Terra. Ser consciente disso, experimentar o amor em nós mesmos e nos outros, é o sentido da vida.

O sentido não repousa em coisas. O sentido repousa em nós.”

Esse é o grande mistério e ao mesmo tempo o encanto maior dessa nossa jornada. Se o que se expressa da sua essência traz alegria, siga essa alegria.

 

José Batista de Carvalho

 


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