Ubuntu: um conceito a ser praticado

Da África para o mundo, uma palavra de solidariedade

Apesar de não ser versada em computadores e muito menos em todos os nomes que envolvem seus componentes e programas, conhecia a palavra Ubuntu associada a esse equipamento tão presente, versátil e útil em nossos dias.

Casualmente, defrontei-me com a origem e significado dessa palavra. Admirei-me com a profundidade e beleza que ela encerra, e busquei algumas informações para compartilhar com aqueles que, como eu, não a conhecem. Não se trata de um estudo aprofundado, mas creio que pode dar uma ideia a quem se interessar.

Ubuntu é uma antiga palavra africana, cuja origem se perde no tempo e vive nas tradições passadas de geração em geração. Ela não possui uma tradução literal pois, mais que uma palavra, exprime um conceito. Os termos mais utilizados dão-lhe a significado de algo como “Humanidade para os outros” ou ainda “Sou o que sou pelo que nós somos”.

O sistema operacional que citei logo no começo recebeu esse nome da empresa desenvolvedora justamente por refletir o espírito dessa palavra, uma vez que se trata de um software livre, disponibilizado a qualquer pessoa que queira utilizá-lo, estabelecendo uma filosofia de cooperação e compartilhamento.

Voltando à palavra em si, algumas citações podem ajudar a dar uma ideia de sua dimensão. Segundo o Arcesbispo Desmond Tutu, Ubuntu pode ser entendido como “a minha humanidade está inextricavelmente ligada à sua humanidade. Essa noção de fraternidade implica compaixão e abertura de espírito e se opõe ao narcisismo e ao individualismo.”

Ou seja, é uma forma de viver onde princípios como respeito, compaixão, solidariedade e a importância do comprometimento em manter relacionamentos de maneira cordial, digna, leal, norteiam a conduta da vida em sociedade.

Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, também explica esse ideal: “Respeito. Cortesia. Compartilhamento. Comunidade. Generosidade. Confiança. Desprendimento. Uma palavra pode ter muitos significados. Tudo isso é o espírito de Ubuntu. Ubuntu não significa que as pessoas não devam cuidar de si próprias. A questão é: você vai fazer isso de maneira a desenvolver a sua comunidade, permitindo que ela melhore?” 

Em tempos modernos, o tempo é para reflexão

Vivemos agora um tempo de transição, onde a ganância e a avidez pelo lucro desenfreado a qualquer custo estão sendo questionados pela sociedade, em decorrência dos efeitos prejudiciais que essas posturas vêm trazendo – não somente em relação à desigualdade econômica e social que fica cada vez mais em evidência – mas também pelos danos causados ao meio ambiente que, diga-se de passagem, afeta a todos, independentemente de posição social.

É tempo, portanto, de refletir-se mais profundamente sobre a relevância dessa palavra que atravessou séculos e não se tornou arcaica, obsoleta, mas chega aos dias de hoje tão atual e moderna.


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Em outra declaração, o Arcebispo Desmond Tutu afirma que “Uma pessoa com Ubuntu está aberta e disponível para as outras, apoia as outras, não se sente ameaçada quando outras pessoas são capazes e boas, com base em uma autoconfiança que vem do conhecimento de que ele ou ela pertence a algo maior que é diminuído quando outras pessoas são humilhadas ou diminuídas, quando são torturadas ou oprimidas.”

Os vários significados atribuídos a essa palavra convergem para um denominador comum, onde se reconhece o valor da prática de atos humanitários, seja em assistência material, social, moral, espiritual de forma a promover o bem-estar de todos.

Em Mundo Ubuntu“, um site de tecnologia onde obtive algumas das informações aqui constantes, há uma bonita frase que transcrevo: “Ubuntu é uma palavra que apresenta significados humanísticos como a solidariedade, a cooperação, o respeito, o acolhimento, a generosidade, entre muitas outras ações que realizamos em sintonia com a nossa alma (com o nosso ser interno), buscando o nosso bem-estar e o de todos à nossa volta.”

Vemos, portanto, que Ubuntu simboliza a jornada do autoconhecimento: a autoconfiança, a autovalorização, que permite que nos reconheçamos e assim possamos também reconhecer o outro. Que nos permite compreender que somos todos seres percorrendo um caminho evolutivo e quantos mais estiverem ao nosso lado mais nos fortaleceremos, pela melhoria qualitativa da vibração que nos une, transformando beneficamente a energia que nos rodeia e nos entrelaça.

 

Noemi C. Carvalho

 

fontes: Wikipedia Ubuntu, Wikipedia Ubuntu Filosofia, Mundo Ubuntu

 


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