A singela oração que é um manual para a vida

Em cada frase, um profundo ensinamento

A Oração de São Francisco é uma bela prece que nos exorta a usar nossos melhores atributos para neutralizar os seus opostos, levando amor, perdão, união, fé, verdade, esperança, alegria e luz para todas as pessoas, em todos os lugares, para que possamos ser instrumentos da paz divina.

Se você quiser, pode reler esta tocante oração em nossa publicação, a “Oração de São Francisco”.

Particularmente, gosto muito dela. Recentemente, ocorreu-me a possibilidade de uma outra interpretação, voltada não para as pessoas que nos cercam, mas para a própria pessoa que nos constitui: nós mesmos.

Desta forma, ela também se reveste de uma especialíssima significação para aqueles que se se embrenham nas trilhas do autoconhecimento, buscando a compreensão de si mesmo para a superação das dificuldades com que se depara na vida.


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As emoções que sentimos dão a tônica de nossas atitudes ao nos relacionarmos com outras pessoas. Vemos daí a importância de aplicarmos as orientações de São Francisco para alcançarmos o equilíbrio emocional e, assim, podermos levar a paz ao mundo a partir de nossa paz interior.

Quando sentirmos irritação e raiva, vamos nos esforçar em apaziguar esses sentimentos antes que eles aflorem à superfície através de palavras ríspidas e provocativas, que podem abalar antigos relacionamentos, por em risco posições de trabalho e, inclusive, nos trazer posterior sentimento de arrependimento pela atitude precipitada ou impensada. (Onde houver ódio, que eu leve o amor)

Se nos sentimos culpados por atitudes que tomamos que não tiveram um bom desfecho ou por ocasiões em que deixamos de agir assertivamente, vamos compreender que estamos agregando conhecimento e sabedoria à nossa vida através de nossas escolhas, perdoando, então, nossas falhas e tomando-as como aprendizado. (Onde houver ofensa, que eu leve o perdão)

Muitas vezes ficamos divididos entre uma decisão ou outra que podemos tomar, temerosos de fazer um escolha que não seja a melhor, preocupados com o medo de errar. Mantendo a mente serena, poderemos avaliar cada escolha e as consequências que elas podem desencadear, e poderemos definir com maior segurança qual a mais apropriada para a ocasião. (Onde houver discórdia, que eu leve a união)

Nos momentos em que nosso entusiasmo arrefece, quando nossa estima interior fica em baixa, nossa confiança se esvai, dediquemos alguns minutos a uma oração tecida com palavras sinceras que brotem do fundo de nosso coração, para reavivar a chama divina que nos fortalece. (Onde houver dúvida, que eu leve a fé)

Se por ventura nos deixamos levar pelo engano quanto a conceitos que formamos, a opiniões que constituímos tanto no âmbito pessoal, social, familiar, espiritual, profissional, vamos reavaliar deixando de lado sentimentos de vergonha, teimosia ou arrogância. (Onde houver erro, que eu leve a verdade)


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Nas ocasiões em que nos depararmos com os sentimentos mais sombrios e dolorosos, que tenhamos o conforto daquele longo suspiro que nos dá um pouco mais de fôlego e dá tempo para que esses sombrios sentimentos se esvaneçam aos poucos, dando lugar à consoladora esperança. (Onde houver desespero, que eu leve a esperança)

Quando a tristeza se apoderar de nosso ser, que tenhamos o desprendimento, a força e a vontade de sairmos desse estado, num esforço para mantermos a positividade e o bom ânimo, de modo que as boas emoções irradiem, suavizando e alegrando outros corações. (Onde houver tristeza, que eu leve a alegria)

Se sentirmos que estamos sendo arrebatados por fortes ondas de negativismo, vamos nos empenhar para nos libertamos o quanto antes. Ainda que o momento atual seja de dificuldade, a gratidão por todos os bons acontecimentos que experimentamos ao longo da vida, bem como a gratidão pelo que de bom ainda temos hoje em nossa vida, é o melhor modo de apaziguar a mente e trazer conforto e esperança ao coração. (Onde houver trevas, que eu leve a luz)

Por fim, em qualquer situação que se apresente, ainda que também estejamos diretamente envolvidos com o que ela desencadeou, vamos dedicar nossa energia a consolar, compreender e amar, sem esperar ou exigir a mesma consideração. (Fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado; Compreender, que ser compreendido; Amar, que ser amado.)

Pois tudo que damos de boa vontade nos é divinamente retribuído, ao compreendermos e perdoarmos alcançamos melhor compreensão de nós mesmos, e depurando nossos sentimentos, pensamentos e atitudes podemos ter dias com mais paz e harmonia. (Pois é dando, que se recebe, É perdoando, que se é perdoado, E é morrendo, que se vive para a Vida Eterna.)

E é morrendo para o nosso velho eu que renascemos para nossa essência.

 

Noemi C. Carvalho

 


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Categorias:Reflexão

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3 respostas

  1. gosto disto

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  2. sabe que a escrita é curativa??

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  3. Muito bem visto!

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