Desatando o quinto nó – Ame a si mesmo, para amar e ser amado

Publicamos hoje o quarto post da série “Sete passos para você desatar os nós que amarram a sua vida”. Procure fazer esta leitura num momento em que você possa estar sozinho e tranquilo, possibilitando uma melhor concentração e serenidade para a execução das orientações. Leia a seguir.

Autoestima: um sentimento complexo

Amar-se e ter uma percepção de valor próprio é a melhor atitude que alguém pode promover para criar um bom ambiente de paz, harmonia e prosperidade em sua vida.

Uma sensação que ninguém gosta de sentir é a angustia de ser desvalorizado e desprezado. Esse sofrimento é maior quando é o próprio indivíduo que faz isso consigo mesmo.

Estamos falando de um sentimento que está despertando a atenção de estudiosos, seja por sua ocorrência em si, seja por ser ela um dos fatores indutores da ansiedade e depressão.

Estimar é ter um sentimento de carinho ou de apreço em relação a alguém ou algo, é ter afeição, afeto e consideração.

A autoestima é o juízo que se faz de si mesmo. É mais complexo do que simplesmente não gostar do que se vê no espelho ou não estar feliz com a balança. Dizemos que a baixa autoestima é um sentimento de autodepreciação invariavelmente ligada a sentimento de insegurança.

Como a baixa autoestima se reflete na vida

A baixa autoestima faz uma visão de mundo pessimista e cria uma autoimagem muito negativa.

Percebemos que a baixa autoestima possui íntima ligação com a autoaceitação. Pessoas que sofrem de insegurança e que não aceitam seus erros têm dificuldade em se dar valor, em reconhecer suas qualidades, criam o medo de serem rejeitados e desenvolvem o costume de estarem sempre se comparando.

A baixa autoestima pode apresentar diversos sintomas, sendo que os mais comuns são:

  • elevado grau de autoexigência
  • rispidez elevada consigo, diferentemente da forma com que trata os outros
  • falta de confiança em si mesmo e em seus juízos
  • perturbação emocional
  • não acreditar em sua capacidade
  • constante ansiedade
  • temer desafios e enfrentamentos
  • pensar muito constantemente
  • ter preocupações em excesso

Quais as causas que podem levar a uma baixa autoestima

Na infância, os pais mostram aos filhos através de elogios, abraços e presentes como eles deveriam se comportar. Os comportamentos contrários, aqueles que podem ser arriscados, inoportunos ou que causem perturbações recebem punições e castigos.

A maioria das pessoas sofreu algum tipo de castigo, punição ou repreensão. Essas práticas ditas corretivas trazem uma profunda e intensa carga emocional de rejeição. Elas crescem carregando resquícios emocionais que expressam proibições. Esses resquícios se mantêm presentes nas memórias consciente e inconsciente, como momentos carregados de sentimentos de inadequação e culpa.

Deste mecanismo advém os estigmas do processo de crescimento. Uma consequência desse mecanismo é o desenvolvimento daquela “vozinha” insistente e crítica que reafirma a conceituação de inadequação e insuficiência, que tudo que se faz é errado, é feio, que o peso está excessivo, que nada na vida dará certo.

Essa voz sabota todos os esforços para realizar algo importante para crescer e prosperar. Ela transforma sonhos em pesadelos, limita e paralisa. Seu poder de sugestionamento e convencimento é tão forte que não é sequer questionada, por mais que possa parecer sem sentido. E assim prossegue, constantemente reforçando o modelo inconsciente que forma a sensação de incapacidade.

Na infância, as situações em que os pais rejeitam a criança ou não dão atenção e consideração satisfatórias, geram sensações depreciativas, fazendo a criança crer que não merece boas coisas e criando rejeição por si própria. Isto leva à criação de mecanismos para buscar nos outros o reconhecimento que não vê em si, formando adultos inseguros, que necessitam da aceitação e aprovação dos outros.

Críticas e exigências elevadas e comparações negativas na infância, geralmente formam pessoas com autoestima baixa. Abandonos, agressões verbais e físicas, ausência de elogios, não reconhecimento das aptidões e capacidades também acarretam baixa autoestima.

Como vemos, quando falamos de baixa autoestima, as considerações que devemos levar em conta são maiores do que simplesmente os aspectos estéticos.

Como podemos melhorar a nossa autoestima e a nossa vida

É interessante percebermos que a grande dificuldade de se ter uma boa avaliação de si mesmo, e assim desenvolver uma postura mais segura e firme, está ligada a um distanciamento entre o que a pessoa é e a percepção que ela desenvolveu de si, sempre abaixo dos outros.

Antes de qualquer outra pessoa, você deve se aceitar, valorizar e amar, de forma completa, ou seja, valorizando seu lado bom e positivo e aceitando que você tem também aspectos que podem ser melhorados. Reconhecendo e aceitando você de forma integral, você compreende e aceita os outros como são, melhorando a qualidade de seus relacionamentos.

Quando digo que é preciso se aceitar, valorizar-se, gostar de si mesmo, se amar, muitos falam que não sabem como, e perguntam: “Como fazer isso?”

Prontamente respondo perguntando: “Você amaria alguém que não conhece?”

Sim, para nos amarmos e nos valorizarmos precisamos nos conhecer. É preciso nos aceitarmos e nos aproximarmos de quem em verdade somos. Para isso é necessário um trabalho de autoconhecimento.

E para isso é primordial que, antes de qualquer coisa, as cobranças parem, assim como as autopunições, exigências elevadas e boicotes. Que tal experimentar fazer um acordo consigo mesmo, conversar com a “vozinha” perturbadora e propor um acerto? Assim você terá um espaço seguro para buscar se conhecer.

Comece a tecer, com os fios da aceitação e do amor, a ligação consigo mesmo

É preciso ter disposição para romper essa muralha que isola você de si mesmo.

A vida de quem tem uma autoestima baixa é muito cansativa. A incessante busca por aprovação e aceitação de todos à sua volta implica em estar sempre representando personagens que agradem a todos com quem se relacione.

Você precisa convencer a “voz crítica” que todas as interferências dela em sua vida foram uma forma de se proteger da dor e sofrimento emocional que ocorreu na infância. E a manutenção deste mecanismo só trará mais do mesmo. Continuará a atrair situações com o mesmo potencial de gerar sofrimentos.

Perceba como você atrai pessoas que lhe tratam como você se trata. Com uma autoimagem negativa, seus relacionamentos serão com pessoas que lhe tratarão como você crê que merece ser tratado.

Você precisa e merece sentir-se bem, confiar em si mesmo. É essa confiança que irá curar sua autoestima. Confiar é tecer, com os fios da aceitação e do amor, a ligação consigo mesmo, com sua essência, com o Ser que em verdade você É.

Não há superiores ou inferiores, fique na sua verdade, afirme-se interiormente para você mesmo. Pare com as comparações, elas são impossíveis, cada um é um ser único, não há nenhum outro ser com o qual se comparar, nunca existiu nem existirá alguém como você.

Você possui uma série de qualidades, virtudes e atributos únicos, ninguém mais os tem da forma que você possui. Essa individualidade única, até ser reconhecida e aceita por você, faz com que se veja diferente dos outros, mas é exatamente esta diferença que faz de você especial.

Ao parar com as comparações e com os autojulgamentos rígidos, você poderá começar a desmontar o mecanismo depreciativo que você construiu. Você passou a vida acuado pela voz carrancuda e crítica lhe acusando, advertindo e punindo com palavras ásperas pejorativas e agressivas. Agora é necessário fazer o contrário. Toda vez que algo negativo vier em seus pensamentos, não os importe para sua vida, não dê importância a eles, não os deixe entrar e continuar a alimentar o mecanismo.

Vigiar esses pensamentos e impedir que eles continuem circulando em sua mente é o primeiro passo. Depois comece a alimentar sua mente com estímulos que promovam incentivo e encorajamento, que reconheçam seus valores, virtudes, conhecimentos e qualidades.

Não será fácil. Não existe nada que instantaneamente resolva tudo. Por muito tempo foram incutidos em você estímulos depreciativos. Muitos deles podem estar arraigados, e a única forma de mudar é insistente e cuidadosamente se alimentar de positividade.

Lembre-se: seja compreensivo, amoroso e atencioso, dê a você agora o que de alguma forma foi negado durante a sua vida.

Acredite você merece ser bem tratado. Ame-se, valorize-se, cuide bem de você.

Não queira ser alguém na vida, apenas seja você, pois é esse o milagre de sua existência.

 


Para que você possa dar continuidade a este trabalho, selecionamos sete publicações. Se for de seu interesse, leia uma a cada dia, se possível mantendo o mesmo horário e as mesmas condições de privacidade para um melhor aproveitamento.

  1. Como se proteger ativando suas energias positivas
  2. A ternura também atrai boas energias
  3. Existe um sentido da vida?
  4. Culpa e responsabilidade: qual a diferença?
  5. Rebuscar-se
  6. Aprenda a gostar de si mesmo
  7. Conheça o quartzo rosa, o cristal do coração

 


Acompanhe na próxima quinta-feira, 25/07/2019, o sexto post da série Sete passos para você desatar os nós que amarram a sua vida.

Veja um resumo em Uma caminhada se faz passo a passo.

Lembre-se: sempre que você sentir que é necessário, procure orientação profissional para ajudá-lo na solução de conflitos internos.

 

José Batista de Carvalho

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Categorias:Autoconhecimento

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1 resposta

  1. Gostei muito das explicações sobre a baixa autoestima , gratidão pelas informações de como superar o problema, sei que é possível irmos no caminho da alegria e paz interior que almejamos.

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