Quando sua vida vira um meme e perde toda a graça

Os memes nem sempre são engraçados

Os memes, nome com que ficaram conhecidas as imagens de humor que são ampla e rapidamente replicadas, tomaram lugar de destaque nas redes sociais.

Li uma matéria de Vinícius Lemos, na BBC News Brasil que chamou minha atenção: é o relato da história de Débora, uma garota de 15 anos que quase colocou fim à sua vida por causa de uma selfie que ela publicou no Facebook. “O registro feito em um momento de alegria se tornou um dos maiores traumas de sua vida.”, descreve o artigo publicado.

Não vou entrar em detalhes do fato, pois a descrição integral pode ser lida no link da BBC acima. Em resumo, o problema na vida dessa jovem começou por causa de uma selfie publicada na rede social. A foto foi compartilhada primeiro por amigos caindo, depois, nas insanas e insaciáveis garras dos “amigos” desconhecidos, que não exibem o mínimo respeito quando se trata de caluniar a vida alheia, uma vez que se sentem protegidos pois geralmente se escondem no anonimato dos nomes fictícios.

Mas por trás daquela figura digital, havia uma pessoa em carne e osso e – sobretudo – sentimentos. A tristeza e a vergonha, com a repercussão negativa da selfie – fizeram com que ela abandonasse a escola e chegasse ao extremo de tentar o suicídio. “Não tinha forças pra nada. Só chorava e me culpava por ter tirado aquela foto.”, conta ela à BBC.

A internet apenas é: nós é que a fazemos boa ou ruim

Esse episódio retrata o que hoje em dia é chamado de cyberbullying, o assédio feito através de meios de comunicação digitais, que hostiliza, ataca e difama pessoas de maneira covarde, pois é feita a distância e muitas vezes o agressor não usa seu próprio nome.

E essa é apenas uma das modalidades de mau uso desse importante e útil instrumento que é a internet e os meios de comunicação digitais. Roubo de dados cadastrais, proliferação de fake news em política e em questões de saúde pública, pedidos de doações para falsos necessitados, entre tantas outras coisas, denigrem a imagem dessa importante ferramenta que permite ao ser humano uma velocidade de comunicação quase telepática.


LêAqui nas redes sociais, onde você encontra boas coisas para compartilhar.


Outra questão que vem tendo relevância refere-se a acontecimentos envolvendo influenciadores digitais, cujo sucesso acaba se revestindo em trágicos compartilhamentos. Antes, isso ocorria com alguns artistas de renome, que atingiam a fama mas não atingiam uma estabilidade emocional para lidar com isso. Hoje em dia, o sucesso digital é muito rápido e ainda mais rápido se propagam o ciúme e a inveja, e menos tempo têm seus protagonistas para entenderem o mecanismo da fama.

A mudança no mundo só pode começar a partir de nós

São novos tempos, mas somos a mesma humanidade. Das sombras digitais também surgem as sombras humanas: a falta de respeito, a vaidade, a ganância, a inveja. Isso não é novidade, basicamente todos temos, em maior ou menor grau, esses e outros aspectos que costumamos chamar de defeitos. A diferença é a conectividade quase instantânea, a rapidez com que sabemos de uma notícia em nossa cidade ou numa cidade do outro lado do mundo.

O ponto onde quero chegar é o seguinte: por mais que a tecnologia se desenvolva, por mais que a capacidade intelectual do homem evolua e se aprimore, ainda encontramos tanta imaturidade emocional, espiritual e social, quando o assunto é o trato com nossos semelhantes.

Vamos cada um de nós fazer a nossa parte, dar a nossa contribuição mantendo uma conduta moralmente, socialmente e espiritualmente correta.

As célebres palavras de Mahatma Gandhi dão a exata indicação dessa atitude: “O mundo está farto de ódio. É este ódio irracional e distante da força criadora que destrói, corrompe e ensurdece a humanidade. Temos de nos tornar a mudança que queremos ver no mundo. Você tem que ser o espelho da mudança que está propondo. Se eu quero mudar o mundo, tenho que começar por mim.”

 

Noemi C. Carvalho

 

 


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