Brasil é destaque na OMS no combate ao tabagismo

As ações de combate ao tabagismo e onde encontrar tratamento gratuito: leia aqui.

O Brasil ocupa o segundo lugar, atrás apenas da Turquia, na implementação de medidas de sucesso para a redução do consumo de tabaco, conforme divulgação feita, no dia 26 de Julho, pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Dentre as 171 nações que aderiram às medidas globais da (OMS), Brasil e Turquia se tornaram referências internacionais no combate ao tabagismo, tendo alcançado o mais alto nível das seis medidas Mpower – plano para reverter a epidemia do tabaco, que são:

  1. monitorar o uso do tabaco e as políticas de prevenção
  2. proteger as pessoas contra o tabagismo
  3. oferecer ajuda para parar de fumar
  4. avisar sobre os perigos do tabaco
  5. aplicar proibições à publicidade, promoção e patrocínio do tabaco
  6. aumentar os impostos sobre o tabaco

As medidas e campanhas adotadas para redução do consumo de cigarros, com a proibição de propagandas nas TVs, rádios e jornais, a modificação das embalagens mostrando fotos dos malefícios causados pelo cigarro à saúde, a proibição de fumar em locais públicos, e os altos impostos aplicados ao produto, têm obtido bons resultados.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, houve uma diminuição no período compreendido entre 2006 e 2018, passando de cerca de 16% de fumantes para cerca de 9%. As pesquisas também mostram uma redução de 40% no consumo de tabaco.

A origem e os caminhos do cigarro na sociedade

A origem do uso do tabaco é imprecisa, sendo que os mais antigos registros históricos datam do século IX, na América Central, usado em cachimbos. O uso de papel fino para embalagem como é atualmente comercializado foi introduzido por volta do século XVII. Hábito consolidado principalmente nas Américas Central e do Sul, sua maior expansão e popularização mundial começou a partir de meados do século XX, com o desenvolvimento de ações de publicidade e marketing, e a distribuição gratuita para as tropas durante a Primeira Guerra Mundial.

O cigarro já ocupou várias posições na sociedade. O tabaco em pó (rapé) era recomendado com finalidades terapêuticas. Sobretudo após o advento do formato atual e com a sua glamourização pelos astros e estrelas de Hollywood, o cigarro passou a ser consumido como sinal de status, como uma afirmação na sociedade. Os comerciais passaram a usar as identificações com carros de luxo, poder, conquistas e afirmação de masculinidade para os homens ou representação de sensualidade para as mulheres, na divulgação da ideia de que “fumar é bom”.

Entretanto, o tratamento pelo qual passa o tabaco para a produção de cigarros introduz substâncias cancerígenas, que se tornam ainda mais prejudiciais durante sua queima, produzindo milhares de substâncias que são transportadas até os pulmões. São mais de 4000 compostos químicos diferentes, com mais de 50 substâncias cancerígenas. Entre elas, destacam-se a nicotina, uma droga psicoativa, causadora da dependência, e o alcatrão, principal agente cancerígeno.

Atualmente, com a constatação dos inúmeros prejuízos à saúde que acarreta, o hábito de fumar tem sido alvo de campanhas públicas em vários países.

Livrar-se do hábito de fumar tem sido considerado pelos especialistas como mais difícil do que deixar o álcool e até outras drogas, como anfetamina e cocaína. Conta-se que Winston Churchill ironizava a si próprio, dizendo era fácil parar de fumar. “Já parei mais de vinte vezes.”

Onde encontrar tratamento gratuito de tabagismo

Confirmado por estudos e pesquisas, o cigarro é considerado causador de inúmeros problemas de saúde, principalmente relativos a doenças respiratórias.

Entretanto, embora conscientes dos problemas que o vício pode acarretar, parar de fumar definitivamente é uma tarefa muito difícil para a grande maioria das pessoas, pois a abstinência traz muitos desafios, provocando inclusive grandes desconfortos físicos e psicológicos. Por isso é importante contar com ajuda profissional, para fazer um tratamento especializado e aumentar as possibilidades de um resultado positivo.

A psicóloga e especialista no assunto Ivone Charran, afirma que, aproximadamente, apenas 5% dos fumantes conseguem abandonar o cigarro sozinhos, sem tratamento ou acompanhamento médico.

O psiquiatra Montezuma Pimenta Ferreira, do Ambulatório de Tabagismo do Hospital das Clínicas de São Paulo, diz que “o tabaco mata mais que todas as outras drogas juntas, sem contar, é claro, que muitas vezes essa dependência anda de mãos dadas com outras, como alcoolismo e o vício em outras drogas”.

Abaixo, alguns sites onde podem ser encontradas informações e locais para realização do tratamento de tabagismo gratuitamente:

ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária


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