Somos Pequenas Almas experienciando nossa luz

Reconhecemos nossa luz interior através das experiências de nossa vida.

Existe um lindo conto de Neale Donald Walsch que talvez você conheça: A Pequena Alma e o Sol“.

É um diálogo enternecedor entre a Pequena Alma e Deus.

Caso você deseje relembrar o conteúdo dessa encantadora parábola, acompanhe uma breve explanação logo abaixo.

A Pequena Alma tinha um desejo muito intenso de conhecer-se verdadeiramente. Sendo luz, como tinha sido criada, habitando entre seres de luz, ela não conseguia ver-se como era. Disse-lhe Deus, então, que ela só poderia se ver na escuridão, que era o oposto da luz. A escuridão era exatamente aquilo que a Pequena Alma não era.

Só podemos ter o conhecimento de algo através de seu oposto, daqueles que se complementam: o quente e o frio, o alto e o baixo, o rápido e o lento. Por essa razão, ela precisava da escuridão, e não deveria se aborrecer com ela nem amaldiçoá-la, mas empenhar-se em ser o que ela era: ser uma luz na escuridão.

Isto significa que nossa alma, isto é, nós mesmos, nos conhecemos através das experiências, que podem por vezes ser dolorosas. São as escuridões de nossa vida que vão nos mostrar a luz de nosso ser interior.

Se, por exemplo, nossa alma quer conhecer-se sendo forte, experimentará situações em que terá que superar as fraquezas que se apresentam: talvez não desistir de um ideal, não perder a esperança numa situação. Ela pode querer sentir a experiência da paciência: surgirão, então, oportunidades onde ela deve conservar a calma, a sensatez, o equilíbrio, dominando a impulsividade, a impaciência, a agressividade.

Uma escolha a ser feita

A Pequena Alma escolheu, para sua experiência de autoconhecimento, para experimentar um dos aspectos da luz que ela era, ser o perdão, experimentar sentir-se como Alguém Que Perdoa. Surgiu, então, um impasse, pois todas as criaturas de Deus eram perfeitas, e não havia a quem perdoar.

Nesse momento, a Pequena Alma, que só sabia o que era ser feliz, sentiu-se triste. Compadecida, uma Alma Amiga se ofereceu para ajudá-la a realizar sua experiência de vida, sendo alguém a quem perdoar numa vida física em que se encontrariam.

Mas a Alma Amiga, que era um ser de intenso brilho e luminosidade, mostrou preocupação e receio pelo momento em que ela atacaria a Pequena Alma, lhe faria uma coisa muito ruim para dar a esta a oportunidade de perdoá-la, pois distanciando-se tão fortemente de sua vibração original, poderia se esquecer de si mesma. Então disse à Pequena Alma: “Lembra-te de Quem Realmente Sou.” Pois se as duas se esquecessem de quem Realmente Eram, precisariam de uma terceira alma que as ajudasse a se recordarem de sua essência original.

Assim ficou combinado, e a Pequena Alma esperava ansiosamente a oportunidade de se experimentar como Alguém que Perdoa, e agradeceria a todos que lhe dessem essa oportunidade, mesmo que lhe trouxessem tristeza.

E se lembraria sempre do que Deus lhe havia dito: “Lembra-te sempre, não te enviei senão anjos!”

Somos Pequenas Almas

Somos Pequenas Almas vivendo as experiências que nos trazem o sentido de Quem Somos. Experiências muitas vezes que se apresentam como duras passagens, sequências de tombos dos quais temos que levantar, mas que nos mostram o melhor de nós a cada vez que nos erguemos.


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Não sei se você acredita nessa história, se você acredita em Deus e na nossa vida como sendo um pequeno trecho de uma vida muito maior.

Mas acredito que isso dá um significado à vida, ela deixa de ser só o “nasce, cresce, estuda, trabalha, morre” de que tanto se fala. Renova as forças para nunca desistirmos frente a qualquer dificuldade que seja, sabendo que se nos propusemos a enfrentar os obstáculos, é porque sabíamos que poderíamos superá-los.

Desistir não é uma opção. Às vezes, se nos sentimos sozinhos e impotentes para lidar com nossos problemas, precisamos procurar pelos anjos que Deus nos enviou para ajudar a reencontrar a nossa luz.

 

Noemi C. Carvalho

 


 

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