A refugiada africana que conquistou a fama no mundo da moda

Adut: de uma menina que chegou à Austrália como refugiada a uma modelo que brilha no mundo da moda.

Numa noite de Natal, nasceu uma das estrelas da moda.

Adut Akech nasceu em 25 Dezembro de 1999. Hoje, aos 19 anos, tornou-se uma supermodelo das badaladas passarelas da indústria da moda. Mas sua infância não teve tanto resplendor.

Adut nasceu no Sudão do Sul, mas devido à guerra civil em seu país, sua mãe decidiu se mudar para o Quênia. Aos 7 anos, a família deixou o Quênia com destino a Adelaide, Austrália, onde entraram como refugiados.

Em Adelaide, ela é conhecida como “Mary”, pois os professores australianos foram incapazes de pronunciar seu nome. Na indústria da moda, ela prefere seu nome de nascimento, Adut.

A pequena estrela começou a brilhar

Desde os treze anos, ela começou a ter visibilidade junto a agências de modelos, mas foi aos dezesseis que começou a se aventurar no mundo da moda. Sua estreia como modelo foi num desfile de moda local organizado por sua tia, na Austrália, onde depois ela continuou dando seus passos nas pistas da Melbourne Fashion Week.

Rapidamente sua beleza cativou espectadores e grandes marcas do glamouroso mundo da moda. Ela foi contratada pela Yves Saint Laurent para o desfile primavera/verão 2017, em Paris. Desde então, a carreira de Adut cresceu incrivelmente, permitindo que a jovem trabalhasse com marcas de prestígio no setor.

A jovem africana colaborou com marcas como Chanel, Valentino, Zara, Givenchy, Prada, Michael Kors, Moschino, Christian Dior, Calvin Klein, Burberry, Versace, entre outras que procuraram Adut por sua beleza.

Foi capa de várias revistas de moda como Vogue, Elle, L’Officiel.

Ela foi uma das quinze mulheres selecionadas para aparecer na capa da edição de Setembro de 2019 da tradicional revista considerada por muitos como a “Bíblia da moda”, a Vogue britânica.

A edição traz – sob o título de “Forces for Change” (“Forças para Mudanças”) – o depoimento de 15 ativistas. Coordenada pela editora convidada Meghan Markle, duquesa de Sussex, vai apresentar nomes como as atrizes Jane Fonda e Salma Hayek e a ex-primeira-dama americana Michelle Obama.

Adut, com muita simplicidade e meiguice, fala de sua andanças pelas ruas de Nova York: “Minha pele é muito escura, mesmo para os parâmetros de outras pessoas negras. Agora que moro em Nova York, as pessoas me param nas ruas, especialmente os afro-americanos, e me dizem que querem que a pele pareça a minha. É como o chocolate mais puro”, conta Adut.

No mundo das passarelas, também podem surgir algumas pedras no caminho

Recentemente houve uma polêmica envolvendo a revista de moda australiana Who Magazine que usou a foto de outra modelo negra para ilustrar a entrevista realizada com Adut, onde ela fala, entre outras coisas, sobre seu trabalho em prol de refugiados quenianos.

Em seu Instagram, Adut fez um longo desabafo sobre esse tipo de confusão, dizendo que “Já fui chamada pelo nome de outras modelos da mesma etnia que a minha. Quero que isso desperte as pessoas dentro da indústria para o fato de que isso não está certo e vocês precisam fazer melhor.”

A WHO Magazine comentou o ocorrido, afirmando que recebeu a imagem errada pela própria agência que organizou a entrevista. A agência de relações públicas OPR, por sua vez, soltou um comunicado afirmando que o erro foi administrativo e não foi intencional.

Superação e motivação: dois ingredientes para uma vida de realização

A história desta jovem, assim como de tantas outras pessoas, mais do que um case de sucesso, pode ser visto como um caso de superação e motivação para todos que enfrentam dificuldades.

Uma infância difícil, ter que fugir da terra natal, deixando amizades e costumes, guardando lembranças de insegurança e medo; ser acolhida com a família numa nação que lhe proporcionou um lar, mas onde sua própria identidade foi modificada por dificuldades linguísticas; entrar num universo social e de trabalho predominantemente “branco”.

Nada disso fez com que Adut se “escondesse” em suas experiências mais sofridas. A partir delas, essa jovem construiu um caminho para sua luz brilhar.

 


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com informações de Nation e Wikipedia e Geledés

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