A melhor forma de estabelecer metas na nossa vida

Temos uma lista particular de metas que queremos alcançar, de sonhos que queremos realizar.

A dinâmica da nossa relação com as atividades profissionais influenciam, de certa maneira, a forma como definimos as prioridades em nossa vida pessoal.

Nas últimas décadas, a empresas adotaram um perfil mais agressivo para o seu bom posicionamento face ao aumento da concorrência e a consequente necessidade de acirrar os mecanismos de disputa para obtenção e manutenção de melhores fatias de mercado.

Desenvolvimento de novos produtos, ampliação de serviços, aprimoramentos na tecnologia, treinamentos internos ou procura de funcionários com qualificações específicas fizeram parte da estratégia. A disputa pela preferência dos consumidores tornou-se uma corrida, com objetivos a serem atingidos pelas equipes de funcionários, obedecendo a cronogramas e prazos estipulados. A cobrança por produção e atingimento de metas tornou-se lugar comum.

Naturalmente, esse modelo vivido diariamente no ambiente de trabalho acabou sendo transferido para a vida pessoal, por grande parte da população. Metas, prazos e cobranças extrapolaram o ambiente comercial e adentraram o ambiente privado.

Conduzir a vida dentro desses parâmetros dinâmicos e acelerados resultou em crescentes índices de ansiedade e insatisfação: muitos planos a serem realizados, frustrações sentidas quando não se consegue a realização pretendida, cobrança interna e vergonha por não se sentir capaz; e no meio disso tudo, falta de tempo para dedicar a si próprio em atividades de espiritualidade e manutenção de harmonia interior.

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A definição de metas sob um ponto de vista espiritualizado

No livro “Um Retorno ao  Amor”a autora faz interessantes considerações sobre esse assunto. Marianne Williamson coloca uma visão materialista do estabelecimento de metas em contraponto com uma visão espiritualizada.

Segundo ela, é necessária uma entrega espiritual: A mágica acontece quando concentramos a mente numa manifestação desejada e entregamos nossa lista de compras a Deus, dizendo a Ele o que queremos que faça por nós.

Os milagres acontecem quando perguntamos a Deus o que podemos fazer por Ele. Os milagres nos levam da mentalidade do “obter” para o “oferecer”.

O desejo de obter algo nos leva à crença profunda de que não temos esse algo. Enquanto acreditarmos que existe escassez dentro de nós, continuaremos a fabricar escassez em volta de nós, porque este é o nosso pensamento básico. Não importa o quanto obtemos, nunca será suficiente.”

Este é o princípio básico da Lei da Atração: semelhante atrai semelhante.

Sobre este tema, leia aqui: Como fazer para que os desejos se manifestem?

Podemos achar um contra senso pensar que desejar aquilo que queremos afasta de nós esse mesmo desejo. Acredito que isto se deva ao hábito que temos nas atitudes diárias. Se pensamos “estou com sede; vou tomar água porque estou com sede”, é porque sentimos escassez de água em nosso organismo e precisamos de água. Isto nos leva a realizar o desejo de satisfazer a sede, tomando água. E nós sabemos que temos água à disposição e podemos realizar nosso desejo tranquilamente.

Entretanto, quando se trata de desejos mais complexos e que não dependem apenas da nossa atitude, mas de uma conjunção de acontecimentos externos sobre os quais não temos controle absoluto, um fator de extrema importância entra em cena: o sentimento.

Se desejamos encontrar o amor de nossa vida ou o trabalho de nossos sonhos, por exemplo, o direcionamento interno que damos a esses acontecimentos é diferente de tomar a água que vai saciar nossa sede. Sabemos que vamos tomar água, ainda que tenhamos que esperar cincou ou dez minutos até a hora do intervalo ou até chegarmos em algum lugar. Mas sabemos que isso vai acontecer.

Diferentemente, nos outros exemplos citados, quando não temos a certeza de que conseguiremos realizar o que pretendemos, quando ficamos gerando expectativa sobre quando aquilo vai acontecer, o que fazemos é reafirmar o sentimento de “não tenho”.

Você conseguiu perceber essa sutil diferença? Quero água e sei que vou conseguir. Quero encontrar um amor mas não sei se vou conseguir. Quero um trabalho que eu goste mais ou que me remunere melhor, mas não sei se vou conseguir.

O Universo trabalha exatamente com essa sutileza. Não é o que queremos que comanda o processo, mas o que sentimos é que define toda a sequência de acontecimentos.

Além disso, existem os pensamentos, conscientes ou não, de problemas ou inconvenientes que poderão acontecer caso nosso desejo se torne realidade. E uma extensa lista de impedimentos vai se somando à nossa tão desejada realização.

Se você se interessar em entender melhor essa relação entre os nossos sentimentos e a realização de nossos desejos, leia o post: Conheça a Lei da Atração. Nele você vai encontrar mais detalhes sobre o funcionamento desse mecanismo.

Tudo isso sobre o que falamos são detalhes. Mas é de detalhes que é feita a vida.

Como compatibilizar pensamentos e sentimentos, desejos e receios?

Existe um jeito de contornar essas dificuldades que podem se apresentar para promover a coexistência pacífica e proveitosa entre nossos sentimentos e nossos desejos. Marianne Williamson vem em nosso auxílio: “Quando nosso desejo é oferecer, nossa crença profunda é a de que temos tamanha abundância que podemos distribuí-la. A mente subconsciente recebe a deixa de nossas crenças profundas e, com grande brilhantismo, fabrica situações que refletem essas crenças. Nossa disposição de dar leva o universo a nos dar.”

Você já deve ter visto notícias, por exemplo, de pessoas que têm muito dinheiro e facilmente ganham muito mais. Elas não têm nenhum tipo de problema com  dinheiro. Não esperam receber mais, não acreditam que podem ter mais, não confiam nisso: elas sabem, simplesmente, é algo muito natural. Entretanto, essas pessoas podem ter dificuldades em realizar outras áreas de sua vida: talvez não tenham amigos sinceros, ou sintam falta de uma companhia amorosa, ou a saúde seja debilitada.

Neale Donald Walsch explica isso com um exemplo bem corriqueiro: “Quando vocês entram no seu quarto e acionam o interruptor, vocês não esperam que o quarto fique iluminado, nem têm fé de que ele ficará iluminado. Vocês sabem que será iluminado. Não há nenhuma maravilha nisso, não há qualquer dúvida em sua mente.” (Você pode ler o texto de Walsch na íntegra em 2019 – start.)

Voltando a Marianne, ela nos orienta a manter sempre a paz de espírito, que é o que vai anular a ansiedade e o medo, e dar as condições para que as realizações se manifestem: 

Todos já obtivemos coisas que achamos que nos fariam felizes e não fizeram. 

Ter na paz sua única meta, isso leva a mente a se concentrar em todos os fatores que contribuem para a nossa paz, deixando o resto de fora da nossa consciência. 

Você pode ler este aqui: Afinal, felicidade se compra?

Ter como meta qualquer outra coisa que não seja a paz é emocionalmente destrutivo. Por exemplo, vamos fazer uma entrevista para um emprego e queremos muito ser contratados. Se nossa meta é conseguirmos esse emprego, tudo bem, caso venhamos a ser contratados. Mas se não o conseguirmos, ficaremos deprimidos. Se a paz for nossa meta, conseguindo ou não o emprego, estaremos em paz.

O importante é estabelecer a meta no início de uma situação, caso contrário ficaremos com a impressão de que ela evolui de forma caótica. Quando a meta é a paz, estamos programados para a estabilidade emocional, não importa o que aconteça. A mente será direcionada para ver a situação de uma perspectiva de paz. Teremos fé em Deus e o milagre é que sentiremos realmente esta fé. Nossas emoções fluem de nosso pensamento e não o contrário.”

É isto que determina o direcionamento que daremos à Lei da Atração: a estabilidade emocional. Nossas emoções serenas, nossa confiança revigorada, faz com que os pensamentos fluam naturalmente. Sem medos, sem dúvidas, traçando um caminho direto, tranquilo e pacífico para o que almejamos.

 

Noemi C. Carvalho

 


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