Você está conectado com sua vida?

Estar conectado com a vida é estar conectado com nosso interior.

Todos os nossos pensamentos e todas as atitudes que tomamos ou deixamos de tomar refletem o que se passa em nosso interior. Ficar conectado com nosso ser interior, ter acesso ilimitado à nossa essência, é fundamental para conseguirmos realizar o que desejamos, para nos sentirmos bem.

Quando as coisas não estão indo bem, podemos tentar por a culpa em quem quisermos: nos professores ou nos alunos, nos chefes ou nos colegas de trabalho, nos familiares com quem convivemos, na sociedade, nos políticos, na sorte ou no azar, em Deus ou na vida, ou em nós mesmos.

Não existem culpados. “Como assim, se lá em cima está escrito que tudo o que acontece vem de nosso interior? Então isso não quer dizer que sou o culpado pelo que acontece ou deixa de acontecer em minha vida?”

A reposta é não. Mas sim, você é responsável. Você tem a responsabilidade sobre a sua vida e os rumos que quer que ela tome. Só que, infelizmente, não é só decidir: “Quero ser feliz”, “Quero ser rico”, “Quero casar”.

Você pode gostar de ler aqui: Culpa e responsabilidade: qual a diferença?

Palavras, simplesmente, não vão resolver. É algo que tem que vir de dentro, é mais do que uma emoção, um sentimento, é uma profunda conexão.

Sabe quando você vai acessar a rede de wi-fi e aparece “Conectado, seguro“? É uma beleza, não? Acessamos tudo aquilo que queremos em instantes. Nos sentimos bem por podermos fazer as pesquisas que queremos, executar tarefas de escola ou trabalho, ou simplesmente “navegar” por lazer e sem compromisso.

Para vivermos bem, para ter o sentimento de segurança e realização, devemos nos conectar com nosso wi-fi interior.

Acesse seu wi-fi interior.

Para entender melhor esse conceito, Alexandra Solnado diz que “Só há duas maneiras de viver. Conectado ou desconectado. 

Conectado, em ligação profunda com quem se é, com o que se veio aqui fazer, com as mais diversas maneiras de se exteriorizar o Ser. Porque para se exteriorizar o Ser, antes tem de se Ser. E para Ser, tem que se interiorizar tudo. O que se sente, o que dói, o que nos faz felizes e infelizes, onde está a nossa liberdade e consciência, o que nos maltrata, o que nos faz mal, e também o que nos faz bem e o que nos eleva. Como você vê, tudo se passa dentro.

Se o que você faz não dá certo, se as tuas ações não resultam, é porque não refletem o teu mundo interior. No mínimo refletem um mundo interior evasivo, desconcertante e desconexo. Por isso as ações não dão certo – são materializações da nossa inconsistência.

Neste caso, o que você tem que fazer é olhar para dentro e ver do que você está fugindo. Encarar esses demônios, deixar doer o que tiver de doer, e depois de tudo limpo, aceder à tua alma, à tua essência. Só aí, então, agir. As ações promovidas pela alma são sempre e sem exceção corretas, iluminadas e gratificantes. Essa é a única via da evolução.

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Há outra maneira de viver: a desconectada. A pessoa não sabe quem é, foge do que sente, refugia-se em bens materiais para enganar a dor. E o resultado é a perda, a dor, a frustração e a doença. A escolha é sempre sua.”

É lindo ler palavras assim, tão inspiradoras e edificantes. Quem em sã consciência não quer seguir esse caminho, sentir-se bem, sentir-se gratificado, realizado? Mas como colocá-lo em prática? Como deixar doer e limpar e encontrar sua essência?

Pare de condenar a si mesmo.

Cada um vai ter que encontrar a sua resposta, o seu caminho. Talvez uma luz possa surgir das palavras de Hammed, no livro Um modo de entender, uma nova forma de viver”, psicografado por Francisco do Espírito Santo Neto. Neste trecho ele se refere à condenação que fazemos de nós mesmos, a esse hábito arraigado que muitos de nós possuímos, originado em tempos idos, dos pecados duramente castigados e dos tribunais de inquisição. Vamos a ele:

“Toda crueldade nasce da fraqueza e da incapacidade das pessoas que não sabem relacionar-se com seu mundo interior. Isentamo-nos de responsabilidade sobre os fatos violentos, dando nome de paixão, de honra, de ordem social, para dissimular os pontos fracos e desajustados que possuímos.

Não existem mais inquisidores propriamente ditos; não obstante, ainda persiste a remanescente atmosfera dessas ideias preconcebidas. Não existem mais fogueira e guilhotinas, mas todos podemos nos converter em controladores e juízes da moral alheia se as circunstâncias forem propícias.

Julgamentos impiedosos que fazemos em relação aos outros nos informam sobre tudo aquilo que temos por dentro. Em outras palavras, a “forma” e o “material” utilizados para julgar ou condenar os outros residem dentro de nós.

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O método de ensinar de todos os grandes mestres, sempre e fundamentalmente, baseou-se no amor como método de educação das almas; por isso, Jesus não julgava, media ou sentenciava ninguém. Quem aprendeu a não condenar os outros não se condena mais.”

Como um labirinto que percorremos e nos leva sempre ao mesmo lugar, eis-nos de volta ao nosso interior. Parece, de fato, que não existe nenhuma outra alternativa, nenhuma salvação externa com a qual possamos contar.

Ajuda externa, sim; orientação externa, sim. Mas solução definitiva, somente quando conseguirmos percorrer o caminho do labirinto enfrentando armadilhas do ego, assombrações do passado, incertezas do futuro e chegarmos ao centro onde está o depósito de paz, confiança e amor. E então, refazer o caminho rumo à superfície, com um belo suprimento desses elementos valiosos.

 

Noemi C. Carvalho

 


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