Laboratório no RJ produz pele humana para não usar animais em testes

Inaugurado o primeiro laboratório do Brasil para produção de pele humana para testes, uma alternativa ao uso de animais como cobaias.

O primeiro laboratório de bioengenharia de tecidos vai reproduzir amostras de pele humana para testar produtos, evitando o uso de animais como cobaias no estudo e aplicação de vários testes.

Como é obtido o RHE e quais suas características?

O modelo chamado RHE (Reconstructed Human Epidermis), ou epiderme humana reconstruída, é uma ferramenta importante para criar modelos para a segurança de produtos e, ao mesmo tempo, banir os experimentos animais.

A “matéria-prima” é proveniente de cirurgias plásticas, cedida com autorização do paciente. Nos laboratórios, a pele é reconstruída em uma placa a partir do cultivo dessas células humanas, mais especificamente os queratinócitos, e responde a estímulos como radiação solar, irritação, estresse oxidativo e envelhecimento, assim como a pele humana.

Uma das principais vantagens deste modelo é o seu alto nível de reprodutibilidade. Este modelo é histologicamente semelhante à epiderme humana ‘in vivo’. Isso significa que ela pode ser usada em avaliações de segurança para produtos químicos, cosméticos, bem como qualquer tipo de produto que toca a nossa pele. Nossa tecnologia reage a diferentes estímulos, como a agentes químicos, luz e estresse, liberando fatores específicos que refletem o potencial toxicológico e corrosivo de novos compostos químicos.”, informou De Vecchi.

Segundo De Vecchi, as  pesquisas agora em andamento buscam a obtenção de neurônios sensoriais humanos. “O grande objetivo é a inervação da pele humana. Vai servir, por exemplo, para testes de coceira provenientes de alergias de pele. Também será fundamental no desenvolvimento de produtos mais eficazes contra o neuroenvelhecimento da pele.”, explicou.

A tecnologia a serviço de homens e animais.

A implementação do modelo no Brasil representa o compromisso da L’Oréal com a disseminação de métodos alternativos globalmente. É a concretização de um compromisso com essa causa, graças à nossa excelência científica e bagagem de mais de 30 anos com pesquisas científicas no campo da Bioengenharia de tecidos. Este modelo  está disponível para as comunidades científicas brasileiras e latino-americanas e para quaisquer empresas interessadas, a fim de estimular o uso de métodos alternativos”, informa De Vecchi.

O Grupo L’Oréal  iniciou os estudos para desenvolvimento de métodos alternativos em 1979, e desde 1989 parou completamente de testar o desenvolvimento de seus produtos e matérias-primas em animais.

Com  a crescente inovação que se verifica em inúmeros setores, graças ao desenvolvimento obtido nos avanços tecnológicos, este é mais um importante incremento. Além de permitir o fim da utilização de animais em testes de laboratórios, ainda possibilita a realização de testes mais precisos pela similaridade do modelo desenvolvido com a própria pele humana.

 



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