Já achou a sua felicidade?

O que é felicidade para você?

O conceito de felicidade tem sido tema de reflexão há milênios, sendo definida por filósofos, religiosos, estudiosos e, mais recentemente, pela psicologia. Suas definições foram se amoldando à época, às tradições, à cultura, à observação, às análises.

Uma definição recente  é: “A felicidade é um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude são transformados em emoções ou sentimentos que vão desde o contentamento até a alegria intensa ou júbilo. A felicidade tem, ainda, o significado de bem-estar espiritual ou paz interior.”

Só você pode definir o que é a felicidade para você.

Mas se quiser acompanhar o texto, vamos ver como dois grandes nomes contemporâneos definem a felicidade e suas orientações para alcançá-la.

A infelicidade nasce do vazio existencial

Segundo o neuropsiquiatra austríaco Viktor Franklo ser humano tem em si um desejo e uma vontade de “sentido”, que caracteriza o “vazio existencial”. O homem seria um ser com uma “frustração de sentido”, atribuída a uma provável recusa ou afastamento da espiritualidade, e a necessidade fundamental para uma vida plena seria a “plenitude de sentido“.

Sua teoria explica porque muitas vezes pessoas que têm tudo o que a sociedade moderna considera como necessidades para uma vida realizada – riqueza, poder, sucesso, família, saúde – também sofrem com insatisfação emocional, não vêem alegria e satisfação na vida.

A vida precisa ganhar um significado

Para Frankl, sucesso e felicidade são decorrências de ações que trazem sentido à existência, mesmo nos momentos mais difíceis, do que resulta uma razão para viver. Ele afirma que “o homem, por força de sua dimensão espiritual, pode encontrar sentido em cada situação da vida e dar-lhe uma resposta adequada.

Não procurem o sucesso. Quanto mais o procurarem e o transformarem num alvo, mais vocês vão errar. Porque o sucesso, como a felicidade, não pode ser perseguido; ele deve acontecer, e só tem lugar como efeito colateral de uma dedicação pessoal a uma causa maior que a pessoa, ou como subproduto da rendição pessoal a outro ser.”

Nos dois posts abaixo você vai encontrar algumas considerações de Yogananda e de Osho, e os resultados obtidos num estudo sobre essa questão de “procurar a felicidade”. Caso seja de seu interesse, depois leia também:

O valor de cada coisa

A filosofia indiana de Krishnamurti traz a mesmas ponderações quando se refere à incessante busca pela felicidade e a forma como é realizada, como vemos num trecho de sua obra “O Livro da Vida:

“Procuramos felicidade através das coisas, pelas relações, por meio de pensamentos e ideias. Assim as coisas, as relações e ideias tornam-se todas importantes, e não a felicidade.

Quando se procura felicidade através de alguma coisa, então, a coisa torna-se de valor superior à própria felicidade. Quando apresentado desta forma o problema parece simples e é simples. Procuramos felicidade na propriedade, na família, no nome e então, a propriedade, a família, a ideia tornam-se todas importantíssimas, mas sendo a felicidade procurada por um algum meio, o meio destrói o fim.”

Tudo tem um valor, tem uma importância, tem um componente de satisfação. Não podemos, entretanto, confundir a realização de alguns objetivos ou a concretização de alguns sonhos com o ideal de felicidade. Senão corremos o risco de impormos condições para nos sentirmos felizes: ” só vou ser feliz quando…”.

A felicidade não se alcança através de coisas materiais ou mentais

Segundo Krishnamurti, a obtenção de qualquer bem material ou mesmo relações e idéias que sejam produtos da mente são sempre temporários e portanto não podem trazer satisfação permanente. A insatisfação leva a recomeçar uma busca para suprir novamente a falta de felicidade, renovando os sentimentos de ansiedade e frustração.

Em suas palavras, “a felicidade pode ser achada por algum meio qualquer, através de qualquer coisa feita pela mão ou pela mente? As coisas, as relações e ideias são claramente não-permanentes, estamos sempre insatisfeitos com elas. As coisas são impermanentes, se acabam e são perdidas; o relacionamento é um constante atrito e a morte é o fim; ideias e convicções não têm nenhuma estabilidade, não são permanentes. Procuramos felicidade nisso e ainda não percebemos sua impermanência. Portanto, o sofrimento se torna nosso constante companheiro superando nosso problema.

Para descobrir o verdadeiro sentido da felicidade, temos de explorar o rio do autoconhecimento. Autoconhecimento não é um fim em si mesmo. Existe a fonte deste rio? Cada gota de água do seu início até o fim é que faz o rio. Imaginar que acharemos felicidade na fonte é um equivoco. Ela se encontra onde você está no rio do autoconhecimento.”

Você pode ler mais sobre a sensação temporária da felicidade obtida externamente, que é tema do post Nossas várias tentativas de encontrar a verdadeira felicidade.

Aí está a felicidade

Se reunirmos os conceitos de Frankl e de Krishnamurti, vamos saber onde, segundo eles, podemos encontrar a felicidade.

Por exclusão, ela não pode ser encontrada como produto de realizações materiais e pessoais. Estas, naturalmente, nos trazem satisfação, mas não de maneira permanente. Dura enquanto durar a novidade, enquanto durar o encanto, até se dissolver o verniz da superficialidade.

E por conclusão, a felicidade como um estado permanente e duradouro é obtida pela imersão na espiritualidade e no autoconhecimento, que nos concedem o sentido maior da existência ao nos percebermos como seres viventes num âmbito muito mais amplo que a limitada pessoa humana.

Segundo os autores acima, a felicidade não se procura, não se alcança. Ela chega até nós quando nos realizamos como seres divinos.

Aliás, ela está em nós e, então, nós a descobrimos.

 

Noemi C. Carvalho

 

 


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