Não sinta vergonha de ser feliz

A alegria gostosa e espontânea das crianças, é o que precisamos na nossa vida.

Às vezes somos levados a pensar que não podemos ser felizes, uma vez que existe tanto sofrimento no mundo. Ou que a felicidade é perigosa, porque ela pode nos fazer sofrer se for embora, ou pode até nos tornar alvo de inveja.

Se voltarmos atrás no tempo, vamos perceber que quando éramos crianças, nem sequer entendíamos o que eram problemas, o que queria dizer inveja, e o que dizer então de coisas como baixa autoestima, negatividade, conflitos e decepções. Nosso vocabulário era muito restrito. E nossas inquietações também.

Brincávamos porque era divertido, ríamos porque era gostoso. Brigávamos e logo estávamos “de bem” de novo, entremeando esses dois momentos com rituais como dar o dedo mindinho, mostrar a língua, chamar o outro com nomes feios como “chato” e “bobo”, sentar num canto segurando os joelhos e com a cabeça baixa – aí sim, a coisa era séria.

Mas não dava cinco minutos e a brincadeira voltava, junto com a alegria e as risadas. Ficávamos no momento presente, vivíamos intensamente o agora, e nunca passaria pela cabeça uma brincadeira de “ser feliz se” – onde só seríamos felizes se algo no passado tivesse acontecido de outro jeito – ou “ser feliz quando”… alguma coisa se realizasse no futuro.

Boas lembranças recarregam nossa energia.

Tempos bons, que existiram porque assim é a biologia e o ciclo da vida. Mas também existiram para deixar sua lembrança indelével da alegria, da leveza e da espontaneidade, que ainda estão guardadas e podemos “pegar” quando quisermos nos baús de nossas memórias.

Faz bem recordar uma brincadeira, um amiguinho da rua, da escola, uma traquinagem inocente que nem teve direito a bronca. Lembrar da casa da infância, da rua da vizinhança põe um tímido sorriso nos lábios, repare. Desanuvia a mente, provoca um suspiro profundo de saudade, traz um breve momento de felicidade. Um suspiro que renova o oxigênio das células mal nutridas pela respiração sempre contida, e renova a sensação de esperança de que tudo vai melhorar.

Você conhece a música “O que é? O que é?“, de Gonzaguinha? Uma das partes dessa bonita composição diz o seguinte: 

“Eu fico com a pureza da resposta das crianças,
É a vida, é bonita e é bonita.

Viver, e não ter a vergonha de ser feliz.
Cantar e cantar e cantar, a beleza de ser um eterno aprendiz.

Ah meu Deus! Eu sei, eu sei, que a vida devia ser bem melhor e será,
Mas isso não impede que eu repita, é bonita, é bonita e é bonita.”

Ser um eterno aprendiz, é o que a vida nos diz.

Aprender é o caminho da evolução, é uma ação constante em todos os momentos da vida, como quando procuramos nos inteirar sobre técnicas novas e conceitos originais que surgem para aperfeiçoar nosso trabalho. A vida é um trabalho do qual não se tira férias, e nossa função é descobrir um encanto a cada dia.

Devemos levar a certeza conosco de que a vida será melhor. Ela sempre permite essa possibilidade, ela tem inúmeras portas que ficam abertas para nossa passagem. Não coloque cadeados, não tranque essas portas pelo lado de fora. Escolha, entre, passe por uma delas. Se você achar que não era esse seu caminho, olhe em volta, você vai ver que outras portas estão convidando você a se aproximar.

Não se preocupe se o caminho parece não seguir em linha reta. Os rios são sinuosos, desviam de obstáculos e barreiras, mas sempre chegam ao seu destino. E nem se preocupe com o que os outros vão dizer ou pensar. A vida é sua, você traça seus caminhos, e – vamos admitir – é melhor errar do que não fazer.

O melhor jeito para viver a vida é do seu jeito.

Quem não faz não se arrisca, mas não progride. Quem não se lança em novos rumos não deixa vir à tona qualidades que podem ser desenvolvidas.

Preparar-se antes de seguir um novo caminho é necessário, mas deixar se intimidar por não saber se vai encontrar um caminho cheio de flores ou de pedras, não abre caminhos. As rosas que desabrocham em cor e perfume, também têm espinhos e, claro, precisamos tomar cuidado; as pedras que bloqueiam uma passagem podem ser usadas para calçar o caminho, tornando-o mais firme e seguro.

Enfim, tudo é uma questão de ponto de vista, é a forma como cada um vê e como cada um sente. Como só você é dono dos seus olhos e do seu coração, escolha a forma como você quer ver, aquilo que faz você se sentir bem, que deixa você motivado, que lhe traz esperança.

E repito: se não der certo, não faça disso um drama. Curta o “luto” durante algum tempo pelo “fora” que tomou, pelo negócio que não vingou, pelo chefe que te desprezou, pelo amor correspondido mas que teve que partir da sua vida. A sua vida vai seguir, de qualquer jeito, então procure e faça do seu melhor jeito para ela acontecer.

A gratidão ajuda a desbloquear novos caminhos.

Se você tem dúvidas de qual é o melhor jeito para se recompor, comece agradecendo. Sempre tem, nos dias de hoje, e sempre teve no passado, alguma coisa para agradecer.

Se você está lendo estas linhas, certamente você tem acesso a um telefone ou computador, a internet e eletricidade, suas faculdades mentais estão plenas e lhe permitem o entendimento. Então já pode começar agradecendo por isto.

A felicidade é um estado interior de gratidão pela vida, apesar de suas agruras, apesar dos caminhos tortuosos, que podem ficar um pouco mais suaves e iluminados se dermos nossa contribuição para mostrar sua beleza.

Você pode ler mais sobre gratidão no post Gratidão: mais que um sentimento, uma poderosa energia.

O tempo que regula os ciclos da vida.

Temos nossa estação de seca, quando o leito por onde correm nossas aspirações fica sedento, nossas fases invernosas quando parece que não sobra um sonho com vida, nossas fases de lua, quando tudo à nossa volta parece minguar.

E da mesma que forma que na natureza, a estação das chuvas vai chegar e encher o leito do rio, a estação das flores e das frutas vai vir exuberante, nossa fase também vai voltar a ser plena de coisas boas, como uma bela e iluminada noite de lua cheia, iluminando serenamente tudo ao nosso redor.

Sabemos que o tempo trará as respostas. Não nos apressamos porque queremos que tudo saia da melhor forma possível. Entendemos e aceitamos que, da mesma forma que Deus tudo criou atendendo a ciclos naturais, deixamos que tudo siga seu curso – assim como os rios, como as estações do ano, como as fases da Lua.

Faça do silêncio interior uma atividade diária.

Aquilo que muitas vezes deixamos de fazer é dedicar um tempo para nós mesmos. Não é o tempo de sair com amigos para passar uns momentos descontraídos, ir na academia para cuidar do corpo, dar um passeio para relaxar. Essas são atenções importantes, que temos para conosco, são demonstrações de cuidado e carinho.

Em todos  os momentos da nossa vida, sejam bons ou ruins, é salutar criarmos o hábito de praticar uma interiorização, por pouco minutos que sejam, lembrando sempre de incluir na lista um tempo para dedicarmos não à atividade, mas ao silêncio.

Através da profunda, quieta e silenciosa escuta interior, quando abandonamos o controle reconhecemos nossas dores, agradecemos as bênçãos de nossa vida, aceitamos nossos aspectos que podem ser melhorados e entregamos com confiança todas as nossas inquietações e aspirações à poderosa Força Infinita do grande doador da Vida.

Nós nos sentimos acolhidos, refeitos, integrados novamente no grande plano de vida onde ninguém é abandonado à sua sorte se assim não o quiser, nos sentimos renovados, sentimos a paz e a confiança, sentimos o desejo de seguir buscando melhorar nossas escolhas.

Confiamos em Deus, confiamos na Vida e confiamos em nós por estarmos repletos por essa energia vigorosa e edificante.

Amamos Deus, amamos a Vida, amamos nossos semelhantes, porque aprendemos a amar a nós mesmos.

Encerro com este outro trecho da música de Gonzaguinha, que diz assim:

“E a vida, ela é maravilha ou é sofrimento? Ela é alegria ou lamento?

Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo,

É uma gota, é um tempo que nem dá um segundo.

Há quem fale que é um divino mistério profundo,

É o sopro do criador, numa atitude repleta de amor.”

 

Noemi C. Carvalho

 

 


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