Reconhecer nosso valor é a chave para a realização

Todos nós temos a essência divina pulsando em nosso interior.

Por inúmera razões que permeiam nossa existência, muitas vezes nos deixamos amoldar pela maneira que os outros nos definem. Mas isso não define quem realmente somos. Muito mais que dar uma definição equivocada de nós mesmos, impede que alcancemos o nosso objetivo e potencial divinos.

Quando vivemos e nos movemos nessas personas ilusórias a que nos deixamos amoldar, ficamos retidos a um sistema de crenças dadas, e não aprendidas, impessoais e não originárias de nosso ser, gerando comportamentos autossabotadores e autodestrutivos.

Sem autoestima e sem autovalorização, a insegurança e a insatisfação remetem para os abismos interiores a nossa essência divina.


Gênesis 1:26-27

Então disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os grandes animais de toda a terra e sobre todos os pequenos animais ­que se movem rente ao chão”.

Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.


Deus nos criou à sua imagem e semelhança. O que seria essa imagem e semelhança?

Se pensarmos que isso significa só que Deus é fisicamente igual a nós, estaremos fazendo uma inversão, pretendendo enquadrá-lo em nossas limitações físicas, limitando o que é intangível e onipresente.

Tendo Deus criado o céu e a terra, e todas as coisas visíveis e invisíveis, tendo criado a vida rica em exuberância e prodigalidade; tendo criado a multiplicidade da beleza em infinitas formas, em profusão de cores e aromas, salpicado a noite com luminosos cristais e o oceano coloridos corais; sendo o Criador da Vida, o que podemos nós, seus filhos mortais, ter recebido como herança divina, como semelhança de sua imagem?

A criatividade, a expressão amorosa, a profusão de ideias, a expansão dos talentos, das habilidades, dos dons que são nossos porque Deus assim quis que fosse.

Mas quantas vezes não deixamos de acreditar no nosso potencial? Quantas vezes nos deixamos intimidar por qualquer motivo e escondemos os talentos que Deus nos concedeu, ao invés de multiplicá-los e distribuí-los?

A chave de nossa realização está guardada em nosso interior.

Debbie Ford fala em seu livro “O Segredo da Sombra sobre a imensa e divina capacidade que faz parte da nossa natureza, mas que mantemos escondida nas profundezas de nosso ser:

Escondido nas sombras de nossas histórias está um grande segredo. Esse segredo guarda a chave para libertar nossa grandeza.

Nosso segredo é o detentor da alegria em abundância, de possibilidades ilimitadas e de bem-aventurança Divina. Imagine que você é o guardião das joias mais raras e valiosas da terra. Como guardião delas, você faria qualquer coisa para protegê-las. Como seres humanos, nós fazemos a mesma coisa. No fundo, sabemos que somos Divinos, que somos Sagrados.

Nossa grandeza, nossa magnificência e nossa luz são tão valiosas que empilhamos camadas sobre camada para proteger aquilo que devemos guardar. Como não nos sentimos seguros para expor essa parte do nosso ser, continuamente criamos dramas e caos para esconder o que sabemos que deve estar protegido.

O nosso drama, o sofrimento, a nossa insatisfação, todos escondem o segredo da nossa luz. Quando finalmente ficarmos saturados de nossas histórias, quando elas não nos servirem mais de consolo, estaremos prontos para descobrir o dom precioso que repousa dentro de nós.”

Sentir nosso valor liberta nossa verdadeira natureza.

Deus aguarda nosso despertar, pacientemente, pois sua ampulheta é feita da areia da eternidade. Enquanto isso vamos tateando pelos caminhos tortuosos a que nossas escolhas nos conduzem, incapazes de nos libertarmos de amarras que não distinguimos.

Mas a Vida vai apontando alternativas, mostra opções, e sempre nos deixa livres para escolher. Não existe certo nem errado, apenas aprendizado. E numa escolha mais feliz que fazemos, ou num súbito lampejo da consciência até então adormecida ou, ainda, numa dor mais profunda na qual nos vemos obrigados a mergulhar, rompe-se a escuridão, abre-se uma nova perspectiva, ilumina-se um nova compreensão.

Desta forma é que Debbie Ford descreve este momento:

“Quando sentirmos que temos valor e que somos dignos de confiança para tomar conta da nossa luz, vamos nos sentir livres para libertar o maior de todos os poderes: o poder da nossa verdadeira natureza.

Deixar que nossos segredos aflorem faz com que nos tornemos íntimos do nosso “eu” mais Sagrado, da nossa essência espiritual. Desvendar nossos segredos une a nossa humanidade à nossa Divindade.

Ao percorrer o caminho das nossas histórias, ao entender a nossa humanidade em toda a sua profundidade, somos abençoados com a coragem de nos mover além de nossas personas, de desistir de nossas ações, de sair de nossas histórias, ficando nus diante do nosso verdadeiro eu.

Só então nos sentiremos suficientemente seguros para nos erguer em toda a nossa glória e declarar: ‘Este é quem eu sou’. Ao limpar o seu passado, você se torna capaz de experimentar a sacralidade do perdão, que abre as portas para novos patamares de autoestima e merecimento.”

O Mito da Caverna, proposto pelo filósofo grego Platão, exemplifica as escolhas que temos para nos libertarmos da condição de escuridão, por meio da luz da Verdade, ou permanecermos onde estamos, por não conseguirmos ver além do que já conhecemos ou pelo medo do desconhecido e suas consequências.

Não se preocupe se você sente que ainda não conseguiu encontrar a maneira de expressar seus melhores valores. Tudo tem seu tempo. As sementes são lançadas, mas precisam de tempo para germinar, para florescer.

 

Noemi C. Carvalho

 

 


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