Cinco lições para se livrar da preocupação

A pré-ocupação com coisas que você não pode controlar só toma seu tempo e mina sua energia.

Quantas e quantas preocupações rondam nossa mente, muitas vezes nos deixando num loop onde sempre retornamos ao ponto de partida. Não vemos uma boa solução, não achamos a melhor saída, não conseguimos resolver.

Às vezes eu me sentia como um hamster quando isso acontecia, patinando, patinando, vendo a roda da vida se movimentar mas sem conseguir sair do lugar.

Numa dessas vezes, peguei um livro, abri, e li:

“A estratégia da preocupação é nos manter distantes do momento presente, imobilizando as realizações do agora em função de coisas que poderão ou não acontecer.

Desperdiçamos, por consequência, tempo e energias preciosas, obcecados com os eventos do porvir, sobre os quais não temos qualquer tipo de comando, pois olvidamos que tudo que podemos e devemos dirigir é somente nossas próprias vidas.”

Era uma página do livro de Hammed, Renovando Atitudes” (psicografado por Francisco do Espírito Santo Neto).

Primeira lição: ficar no agora.

Sabemos, é verdade, que ficar “viajando” ao futuro tira a nossa capacidade de agir efetivamente para resolver assuntos que são importantes para nós e sobre o quais temos possibilidade de ação efetiva no momento presente.

Ainda, assim, muitas vezes caímos nessa tentação de nos ausentarmos do presente, e nos fixarmos em especulações  sobre o que talvez possa vir a acontecer.

Quanto mais nos aventuramos por esse terreno, mais nossa mente criativa arruma hipóteses sem nenhum fundamento sobre o rumo que as coisas podem tomar, o que nos deixa preocupados e ansiosos.

Segunda lição:  cuidar da própria vida.

“São realmente diversas as preocupações sobre as quais não temos nenhum controle: a doença dos outros, a alegria dos filhos, o amor das pessoas, o julgamento alheio sobre nós, a morte de familiares e outras tantas.

Podemos, porém, nos “pré-ocupar” o quanto quisermos com essas questões, que não traremos a saúde, a felicidade, o amor, a consideração ou mesmo o retorno à vida, porque todas elas são coisas que fogem às nossas possibilidades.”

Por mais que tenhamos boas intenções, existe um limite entre aquilo que está ao nosso alcance e aquilo que entra nas terras do livre-arbítrio das outras pessoas.

Vamos sempre procurar dar a melhor orientação que dispomos para nossos filhos; vamos tratar os outros com gentileza e respeito; mas tudo o que fazemos deve ser baseado em nossos valores, ou seja, em atitudes que teríamos de qualquer jeito, com qualquer pessoa.

Esperar retribuição afetiva por parte dos outros vai gerar um estado de preocupação, pois tentamos amoldar nossas atitudes esperando reconhecimento. Deixamos de ser nós mesmos, e nos decepcionamos mesmo assim.

Terceira lição: a diferença entre preocupação e precaução.

“Outra questão é quando passamos por enormes desequilíbrios causados pelo desgaste emocional de nos ocuparmos antes do tempo certo com coisas e pessoas, o que ocasiona insônias, decepções e angústias pelo temor antecipado do que poderá vir a acontecer no amanhã.

Não confundamos “pré-ocupação” com “previdência”, porque se preparar ou ser precavido para realizar planos para dias vindouros é tino de bom senso e lógica; mas prudência não é preocupação, porque enquanto uma é sensata e moderada, a outra é irracional e tolhe o indivíduo, prejudicando-o nos seus projetos e empreendimentos do hoje.”

O bom senso é avaliar situações, hipóteses, soluções, mas sempre mantendo a serenidade e atendo-se a fatos conhecidos, não a especulações.

Se vou apresentar um projeto numa reunião, posso levar algum material adicional que tenha relação ao assunto e que pode ser útil caso surja um questionamento, vou levar em conta o público da reunião, se são pessoas conhecidas ou não, para adequar a linguagem que vou usar, entre outras coisas.

Mas pensar se as pessoas vão gostar, se o equipamento de vídeo vai dar problemas, se vai acabar a energia e ficar tudo às escuras… se eu deixar a minha mente vai longe, e vai me desviar do que é importante para o momento.

Quarta lição: dar aos outros a liberdade de escolha.

“Nossa educação social estimula o vício do “pensamento preocupante”, principalmente no convívio familiar, onde teve início o fato de relacionarmos preocupação com “dar proteção”.

Passamos a nos comportar afirmando: “Lógico que eu me preocupo com você, eu o amo”, “Você tem que se preocupar com seus pais”, “Quem tem filhos vive em constante preocupação”.

Pensamos que estamos defendendo e auxiliando os entes queridos, quando na verdade estamos confinando-os e prejudicando-os por transmitir-lhes, às vezes, de modo imperceptível, medo, insegurança e pensamentos catastróficos.”

Não só com relação a filhos ou demais membros da família, mas também no ambiente profissional e nos círculos de convívio social, dar espaço e liberdade para que os outros façam suas escolhas é importante para o desenvolvimento pessoal.

Erros e acertos fazem parte do aprendizado. Assumir a responsabilidade por eventuais falhas é parte do amadurecimento. Se sempre escolhemos pelo outro, ele nunca vai ter firmeza e segurança para tomar suas próprias decisões.

Quinta lição: confiar na Vida e em você.

‘Não estejais inquietos pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. A cada dia basta seu mal.’

“O Criador provê suas criaturas como necessário, porquanto seria impossível a Natureza criar em nós uma necessidade sem nos dar meios para supri-la. “Vede os pássaros do céu, vede os lírios dos campos”.

Além do mais, pedia-nos que fizéssemos observações de como a vida se comporta e que deixássemos de nos “pré-ocupar”, convidando-nos a olhar para nossa criação divina que a todos acolhe.

O Mestre queria dizer com essas afirmativas que tudo o que vemos tem ligação conosco e com todas as partes do Universo e que somos, em realidade, participantes de uma Natureza comum. As mesmas causas que cooperam para o benefício de uns cooperam da mesma forma para o de outros.

Quando há confiança, existe fé; e é essa fé que abre o fluxo divino para a manutenção e prosperidade de nossa existência, dando-nos juntamente a proteção que buscamos em todos os níveis de nossa vida.”

Ocupar cada vez mais o espaço de nossa mente com pensamentos de gratidão e confiança nos mantém afastados dos tentáculos nocivos da preocupação.

A mente serena permite que as ideias fiquem mais claras, surge um sentido maior de coerência que amplia nossa capacidade de analisar perspectivas viáveis para a solução de qualquer tipo de acontecimento.

Uma vida melhor, mais tranquila e satisfatória não é decorrente de ausência de problemas – pois sobre a ocorrência deles não temos controle, na maioria das vezes. E ainda que tenhamos tido participação na criação do problema, uma análise isenta de preocupações sempre vai nos trazer a melhor forma de resolver a questão.

Viver bem não depende de não ter problemas, mas de saber resolvê-los com serenidade, evitando que a preocupação se torne o problema.

 

Noemi C. Carvalho

 

 


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