Que tal se livrar do sentimento de culpa?

A culpa gera sofrimento e não resolve nada.

Acredito que uma das coisas mais limitadoras e debilitantes que existem em nossa vida é o sentimento de culpa.

Nem sempre acertamos, tem coisas que dão errado; mas tem gente que se sente culpada por não ter feito diferente, por não perceber que não ia dar certo. Mas quem é que ia tomar a decisão errada só para se prejudicar?

Fazemos escolhas com base no nosso conhecimento e experiência. Antes errar do que nunca tentar. Quem fica paralisado em seus medos não cumpre a tarefa de evolução a que viemos. Estudar, analisar, preparar-se, ficar atento, tudo isso é importante, mas às vezes, como diz o ditado, é errando que se aprende.

Louise Hay diz que é importante fazermos a distinção entre culpa e responsabilidade: a culpa nos imobiliza, a responsabilidade nos dá o poder de fazer de novo.

“Existe uma diferença entre ser responsável e culpar a si mesmo ou aos outros. Quando falo sobre responsabilidade, na verdade estou falando sobre possuir o poder.

Quem acusa os outros, entrega a eles o poder capaz de modificar sua própria vida. Se você costuma fazer papel de vítima, está usando seu poder pessoal para ser indefeso.


“Errar é humano. Botar a culpa nos outros também.” – Millôr Fernandes

A culpa é minha, então eu ponho em quem eu quiser.” – Hommer Simpson


Quem decide aceitar a responsabilidade não perde tempo pondo a culpa em alguém ou alguma coisa que está lá fora. Responsabilidade é a capacidade de reagir a uma situação. Sempre temos uma escolha.

Assumindo a responsabilidade, ganhamos o poder de mudar. Para que isso aconteça é preciso, acima de tudo, compreender que todos possuímos o poder – o tempo todo, e tudo depende do modo como o usamos.”

A culpa é sentida quando a autoestima está baixa, trazendo incertezas sobre o acerto na decisão tomada. A culpa é repassada para outra pessoa por quem não quer reconhecer e assumir o próprio erro.

Da responsabilidade, ninguém precisa fugir. Responsabilidade não é vergonha, então ninguém sente a necessidade de se desfazer dela. Responsabilidade é coragem de assumir os atos e as escolhas, é aceitar as lições que a vida nos ensina. Se não aprendemos nada, a que viemos?

A culpa que se envolve entre os relacionamentos.

No que diz respeito à culpa nos relacionamentos, seja amorosos, sociais ou profissionais, existe um provérbio árabe que diz “A primeira vez que me enganares, a culpa será tua; já da segunda vez, a culpa será minha.” Por mais que conheçamos uma pessoa, como poderemos saber tudo que vai em seu íntimo, se não conhecemos profundamente nem a nós mesmos?

Esse é motivo para as decepções, quando acreditamos que conhecemos muito bem alguém e temos certeza que sabemos qual o seu modo de pensar e de agir. É inútil ficar se remoendo com “eu devia saber”, “eu devia ter percebido”, “me deixei enganar”. Não, a culpa não é sua. Não na primeira vez.

“Lembre-se de que os outros só serão capazes de controlá-lo se você permitir.” – Louise Hay

Nossa postura perante os outros é um indicativo de como eles vão nos tratar. Se permitimos que exerçam o controle sobre nós fazendo que nos sintamos culpados através da manipulação da verdade, seremos sempre o bode expiatório de tudo o que acontece.

A culpa quando surgem problemas no bem-estar e na saúde.

Quando sofremos por algum problema de saúde podemos também desenvolver sentimentos de culpa. Precisamos, é claro, reavaliar comportamentos que podem estar prejudicando nosso bem-estar, mas sobrecarregar ainda mais a mente com pensamentos de culpa não vai ajudar em nada no nosso restabelecimento.

Também é preciso aceitar desequilíbrios que podem ocorrer no organismo e sobre os quais não temos controle, como fatores genéticos ou devido a envelhecimento.

A ansiedade e a depressão, da mesma forma, só vão se agravar se mantivermos sentimentos de impotência e nos culparmos por não conseguirmos melhorar.

Qual o melhor remédio para sarar o sentimento de culpa?

O perdão, certamente, é a única solução que não deixará feridas abertas, ainda que restem as cicatrizes como aprendizado que não devemos esquecer.

Perdoar o outro por algo que nos tenha feito, pedir perdão por algo que tenhamos feito, e perdoar a nós mesmos por carregar esse sentimento.

Como ensina Dalai Lama, ser compassivo e praticar a autocompaixão ajuda a restabelecer a integridade pessoal,  restaura a vitalidade e permite a transformação de aspectos que podem ser melhorados.

A nossa integridade pessoal pode ser comprometida na infância, quando os pais consideram mais fácil culpar os filhos sem precisar saber a veracidade dos fatos. É também uma forma de manipulação, pois o medo do castigo impede a criança de se posicionar e expressar livremente.

Quem carrega isso pela vida adulta, continua sofrendo o mesmo tipo de atitude por parte das pessoas com quem convive, pois não aprendeu a se respeitar e valorizar.


“Sempre que a culpa surgir em sua mente, pergunte-se: “No que ainda acredito sobre mim mesmo?”, “A quem estou tentando agradar?” Em seguida, preste atenção às crenças da infância que vão emergindo.

A lição é sempre amar a si mesmo. Mesmo que não saibamos como nos amar, o simples fato de estarmos dispostos a isso já produz uma diferença. 

Quando você sufoca suas emoções cria um caos interior. Ame-se o suficiente para se permitir dar vazão às suas emoções. Deixe que seus sentimentos venham à tona. É possível que você venha a se surpreender chorando muito ou se enraivecendo, de uma maneira que lhe pareça exagerada. Além disso, é bem provável que você tenha de processar muita coisa velha acumulada em seu interior.”

Louise Hay


Afirme sua intenção de se libertar de antigas crenças e ser para livre para viver.

Além do perdão e do auto-perdão, como práticas de compreensão e respeito pelos outros e por si próprio, mantenha a todo momento pensamentos de energia positiva, de entusiasmo pela vida, de confiança em seus valores, de capacidade e força para superação.

Tenha sempre uma frase que lhe dê conforto ou ânimo, para os momentos em que a culpa começar a se aproximar. Respire fundo e repita sempre que necessário, sempre que quiser e lembrar.

Frases curtas, simples, e que tenham significado para você são mais eficientes. Você pode fazer suas próprias frases, como:

  • Eu aceito meu momento, e confio que tudo vai melhorar.
  • Deixo o passado para trás, pois quero viver o presente.
  • Sei que me fortaleço a cada momento.
  • Deus me orienta e me conduz.
  • Sigo confiante, pois não estou só.
  • Tudo vem a seu tempo, sei que o tempo da realização de meus desejos logo chegará.

Tenha sempre em mente que a vida não tem um programa fixo a ser cumprido.

Ela é flexível, volúvel, maleável; é moldada pelos nossos pensamentos, é dirigida pelas nossas atitudes.

Ela dança conosco, de acordo com a música que nós escolhemos: pode ser uma valsa alegre, um réquiem profundo, um tango apaixonado, um jazz envolvente, um rock animado, um samba cadenciado, um rap improvisado ou o que você quiser.

Escolha a melodia e conduza a dança da sua vida.

 

Noemi C. Carvalho

 


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