Não se preocupe, tudo vai dar certo

Na roda das preocupações o mundo gira ao contrário.

Estou hoje com uma preocupação rondando a mente e desviando a minha atenção.

Interessante como, quando estamos preocupados, parece que o mundo não anda, o tempo não passa, a vida para.

Sei que ao me preocupar estou agora me preparando para uma ação que apenas tem sua existência na imaginação, uma ilusão, pois neste instante nada posso fazer sobre esse assunto que me atormenta as ideias e aperta o meu coração.

É complicado quando a mente não para de encenar as múltiplas possibilidades de algo catastrófico ocorrer, antecipa todo o sofrimento e a sensação de culpa por um erro que nem chegamos perto de cometer.

E tem uma coisa ainda pior no estagiar neste ilusório sofrer: é não conseguir fazer nada, não terminar nada, e muito menos começar.

No palco do agora o passado se apresenta como novidade.

Quando presto um pouco mais de atenção nas imagens que passam pela mente, percebo que muito do que ali está sendo representado na verdade é uma reencenação de antigas frustrações que me marcaram com o ferro em brasa da decepção.

Percebo a ponte que vem trazendo do passado lembranças desastrosas, medos, mágoas, ressentimentos e toda a sorte de lembranças e sensações infelizes que servem de combustível para criar o tormento que agora me aflige e imobiliza.

Sentado com o olhar perdido nos imaginários perigos que a mente projeta na parede que ancora os meus olhos procuro uma forma de intervir e parar com toda a confusão.

O passado tinge nossa essência com as cores da ilusão.

Bom, nada disso está acontecendo, não é real, portanto só existe no campo da imaginação, e se continuar deixando a mente usar a imaginação desse jeito, continuarei revivendo os mesmos tormentos que vivem se repetindo na vida.

Pois o passado insiste em se tornar presente, querendo intervir no futuro para resolver coisas que ficaram para trás e não mais é possível serem acertadas.

Não tem como consertar algo que já passou, mas lá no inconsciente existe uma história que não teve final feliz, e se cristalizou com a marca do sofrimento, gerando um personagem que a todo custo quer vencer os moinhos de vento que estão no seu caminho impedindo-o de encontrar sua a donzela.

Às vezes no campo das metáforas conseguimos nos esconder e florear o que não se quer dizer.

A donzela é a Alma que se perdeu no cipoal das mesuras e hipocrisias construídas nas relações de vida que ao longo da existência com a desculpa de ter uma vida “normal” e comum torceu e retorceu a verdade até que conseguimos colocar nas formas da sociedade, subvertendo a nossa real e verdadeira essência.

Buscar a coragem para ir às estrelas e encontrar seu próprio brilho.

Então, vamos buscar nos acontecimentos presentes, no que o mundo nos traz de real, os elementos para que possamos desmontar os dramas do passado.

Perceba, principalmente, nas situações que ciclicamente se repetem, o que é que você pode fazer de diferente, em quais novas escolhas que você pode se aventurar para interromper o fluxo de energia emocional que faz você representar sempre o mesmo papel.

Sei que é preciso uma boa dose de verdadeira coragem, aquela energia de defesa que vem do coração, para nos fazer enfrentar não mais imaginários moinhos de vento, mas aqueles antagonistas que representam a lição a ser aprendida, o sofrer transformador que liberta a Alma daquilo que ela não é.

Na pureza e sabedoria de nossa Essência estão todos os recursos que precisamos para não termos mais pesadelos e nem sonhos impossíveis. Não precisaremos mais  enfrentar inimigos cruéis.

Naturalmente teremos a graça de saber conceder o perdão, amar e voar, mesmo com asas partidas, para tocar as estrelas do céu.

 

José Batista de Carvalho

 

 


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