O que é paz de espírito e como ela ajuda nossa vida.

Defina paz de espírito.

O que é a paz de espírito para você? Ou, melhor ainda, o que vem à sua mente quando ouve falar em paz de espírito?

Será que é aquela paisagem de um céu de suave anil, com pinceladas de brancos fiapos de nuvens? Ou um monge de olhos fechados e sorriso esboçado nos lábios, transparecendo a serenidade de um suspiro profundo?

Paz de espírito não é uma bela imagem que vemos através de nossos olhos, nem é um presente que alguém pode nos dar. É uma conquista que chega pelo nosso entendimento e empenho. É muito mais fácil se irritar, se ofender, se desesperar quando ficamos atolados em preocupações, problemas, frustrações, decepções, dissabores e outros que tais.

Difícil é sentir-se em paz apesar de tudo, tendo a confiança que vamos encontrar as soluções, ou confiando no Poder Maior quando a solução está fora de nosso alcance. Paz de espírito é simplesmente estar calmo, mesmo com todas as coisas acontecendo – ou às vezes deixando de acontecer – à nossa volta.

A atitude resolve desafios e acalma a mente.

Já que antes falamos de monges, que tal darmos a palavra a Dalai Lama sobre esse assunto?

“Você precisa encontrar paz de espírito dentro de si. Quando sua mente está muito perturbada, ela gera mais problemas.

O Buda foi explícito sobre a verdade do sofrimento, mas ele também explicou que o sofrimento resulta de causas e condições e que é possível acabar com isso. Um primeiro passo importante é reconhecer que há um problema antes de procurar sua solução.

Temos essa inteligência humana única. Devemos usá-la para resolver os desafios que enfrentamos e nunca desistir ou dizer a nós mesmos que não há esperança.”

Tempestade em copo d’água não move moinhos.

A mente serena encontra alternativas, enquanto a mente aflita faz tempestade em copo d’água. E essa turbulência não move a nossa vida, que gira como um redemoinho e não sai do lugar.

Tanto mais sofremos quanto mais nos preocupamos e demoramos a encontrar uma solução. Fazendo uma análise da situação, de forma criteriosa e ponderada, podemos chegar ao centro da questão, entender o que exatamente está se mostrando como um problema. Dessa forma fica mais fácil encontrar a melhor solução.

Para deixar mais claro, vamos a um exemplo: você não está satisfeito com o seu emprego, perdeu a motivação de ir trabalhar. Para saber qual a melhor atitude para resolver isso, se sentir bem e ter prazer em trabalhar, identifique qual o problema principal: você não gosta das atividades que desempenha, o salário não é condizente com o trabalho que você faz, você gostaria de trabalhar em outra área dentro da empresa, você não vê possibilidade de progredir na empresa, a localização traz muito desgaste, pois você perde muitas horas no transporte, você não consegue ter afinidade, nem mesmo profissional, com ninguém.

Cada um desses pontos vai ter uma resposta diferente, que vai direcionar quais ações você pode tomar. Isso se aplica a qualquer outro desafio que surja em sua vida. Decisões emocionais  e por impulso têm uma forte probabilidade de só transferir o problema de um lugar para outro, e depois de um tempo ele volta a aparecer.

Dalai Lama completa: Não basta orar por paz de espírito, você precisa examinar o que perturba sua mente e eliminar o motivo. Da mesma forma, apenas querer ficar bem não curará doenças físicas; você tem que tomar o medicamento prescrito. É importante usar a razão para examinar as causas do que está errado e encontrar maneiras de acabar com elas.”

Nosso futuro está no presente.

O tempo nunca para. Está sempre seguindo em frente. O passado está além do nosso controle, mas o futuro ainda está em nossas mãos. Para moldá-lo, devemos usar nossa inteligência e fazer esforços agora. Embora nossa situação atual possa não ser feliz, podemos mudá-la. Não adianta perder a confiança.”, aconselha Dalai Lama.

Para conseguir ter paz interior, precisamos nos concentrar no momento atual, manter a disposição e a autoconfiança.

É  inútil gastar energia com o passado, que não pode ser mudado, e só nos desvia do caminho para buscarmos uma opção satisfatória. Esse desvio também nos leva a manter por mais tempo o problema em mente, e assim parece que ele se torna maior.

Com essa sensação, nos sentimos desanimados e diminui a confiança em nossa capacidade de decidir. A paz interior é necessária para que possamos fazer uma análise da situação, isenta de emoções que afetam o bom-senso.

Em resumo

Creio que dessa forma ficou claro que a paz de espírito não é algo que vai descer sobre nós, adentrando nosso ser e se instalando em nosso interior.

É exatamente o processo inverso: nós somos responsáveis por atingir e manter a nossa paz, e aumentá-la cada vez mais, de modo que ela ultrapasse as fronteiras energéticas de nosso ser e se estenda ao ambiente.

Para cultivar a paz de espírito, tomar alguns pequenos cuidados e observar alguns simples critérios podem ajudar:

1 –  mantenha a mente serena – só assim você pode analisar e avaliar possíveis soluções sem a interferência das emoções, que vão gerar mais problemas.

2 – tenha atitude – ficar apenas remoendo a situação não vai resolvê-la. Quanto antes você encarar o problema e encontrar uma boa solução, melhor será para você.

3 – não desista – mantenha a confiança e a determinação em superar o aborrecimento.

4 – não gaste seu tempo com o passado – você não vai poder mudar nada, isso só vai dar uma dimensão cada vez maior ao problema, aumentar sua ansiedade e adiar a resposta.

5 – cuide de seu bem-estar emocional praticando algo que você goste com regularidade, seja leitura, meditação, caminhadas, arte.

6 – aceite sua responsabilidade e afirme seu poder – não delegue a ninguém a sua paz e a sua felicidade. Só você pode se conceder isso.

7 – siga sempre cultivando valores como amor, compaixão, bondade, tolerância, perdão.

Sentir-se em paz apesar de tudo.

Em poucos momentos de nossa vida nos sentiremos em paz por não ter nenhum problema.

Por isso é importante aprendermos a construir nossa paz, não como um castelo de cartas que vai ser levado ao primeiro sopro das contrariedades; ou como um castelo de areia que vai desmanchar ao primeiro contato com lágrimas incontidas.

Precisamos de uma base mais sólida, que aguente as tempestuosas reviravoltas da vida. É uma construção que vai nos dar mais trabalho, é mais e cansativa, vamos precisar carregar as pedras que ficaram das ruínas de nossas experiências passadas.

Mas o que restou é sólido, por isso não se desmanchou. São as partes de nós que acreditaram e tentaram fazer certo; e o nosso entendimento das lições aprendidas a duras penas será um bom amálgama para estruturar nosso castelo interior de paz.

 

Noemi C. Carvalho

 

com informações de Dalai Lama

 

 


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