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A ‘bondade é contagiosa’, afirmam pesquisadores

ilustração em forma de silhueta com diversas pessoas ajudando-se para subir num morro bondade contagiosa

O Instituto da Bondade comprovou que a gentileza se espalha.

Todas as tensões da vida atual foram amplificadas pelas medidas para conter a pandemia do coronavírus, de modo a evitar o contágio da covid-19. Mas um estudo do Instituto da Bondade mostra que existe uma coisa que é contagiosa e traz muitos benefícios para todos os envolvidos: a bondade.

“Cada um de nós é gentil com alguém e, portanto, temos o potencial de ser gentis com todos, mesmo com aqueles que têm ideias diferentes das nossas”, disse Daniel Fessler, diretor do Instituto da Bondade (UCLA Bedari Kindness Institute), da divisão de Ciências Sociais da Universidade da Califórnia.

O primeiro estudo do instituto, que foi fundado em 2019, foi sobre a gentileza e como ela se espalha, e a maior descoberta é que, de fato, a gentileza realmente é contagiosa.

Somos influenciados por aquilo que vemos.

Quando testemunhamos um ato de gentileza, mesmo entre pessoas que não conhecemos, isso pode nos influenciar de forma positiva e assim nos deixar mais abertos a praticar um ato de gentileza.

Os cientistas sociais chamam esse estado de ‘elevação’, uma emoção edificante que geralmente é acompanhada por uma sensação de calor no peito, por arrepios e, às vezes, até por lágrimas.

Agora isto saiu do campo da suposição, uma vez que os pesquisadores do instituto provaram os efeitos que os atos de gentileza desencadeiam.

Eles queriam descobrir evidências de como e por que o sentimento de elevação causa a ‘bondade contagiosa’ – ou o que os pesquisadores chamam de ‘contágio prosocial’¹, isto é, quando testemunhar um ato de bondade predispõe a pessoa a também agir de forma semelhante.

Testando se a bondade é contagiosa.

Nos experimentos do estudo, os participantes foram convidados a assistir a um vídeo edificante chamado “Unsung Hero”. O vídeo conta a história de um jovem em sua rotina diária, que ajuda as pessoas nas mais variadas situações. E as pessoas que testemunharam suas ações começam também a reagir de forma positiva, mostrando, portanto, que aprovaram as suas atitudes.

Os pesquisadores queriam entender por que testemunhar a bondade motiva outra pessoa a ser gentil também. Além disso, queriam saber por que algumas pessoas são mais influenciadas por tais observações do que outras”, disse Fessler, que também é professor de antropologia na UCLA.

Assim desenvolveram o projeto que incluiu 8.000 pessoas que participaram de quinze experimentos. Onze deles foram online e quatro pessoalmente, por meio de entrevistas nas ruas de Los Angeles.

Metade dos participantes assistiu ao vídeo “Unsung Hero”. Os outros assistiram a um vídeo sobre um homem realizando impressionantes acrobacias de parkour em uma demonstração de atletismo.

Como resultado do estudo, os pesquisadores constataram que as pessoas que viram o vídeo mostrando os atos de gentileza ficaram mais propensas a se comprometer com doações para a caridade.

Assim, quando uma pessoa testemunha um comportamento prosocial excepcional, ou seja, a pessoa vê um ato de bondade sendo praticado, isto provoca a emoção da elevação. Esta, por sua vez, motiva aquele que presenciou a ação a também praticar atos de gentileza, como explicou Adam Sparks, do Departamento de Antropologia da UCLA.

As diferentes inclinações para a gentileza.

Algumas pessoas experimentam a emoção de elevação com mais intensidade do que outras. “Todos nós temos suposições e expectativas sobre como as outras pessoas provavelmente vão se comportar, e essas suposições guiam as nossas respostas emocionais”, disse Sparks.

“Alguns de nós tendem para uma atitude idealista, isto é, presumimos que as outras pessoas geralmente se comportam com gentileza e não tentam explorar umas às outras.

Outros de nós têm uma atitude mais cínica, ou seja, presumimos que as outras pessoas geralmente se comportam de forma menos cooperativa e mais egoística.”

Assim, antes de assistir os vídeos, os participantes responderam a perguntas onde eles avaliavam a sua atitude, nesse espectro de idealismo-cinismo.

Os pesquisadores viram, então, que as pessoas mais idealistas tiveram sentimentos de elevação mais fortes do que os participantes mais cínicos.

Portanto, o resultado sugere que “a expectativa de que outras pessoas possam ser gentis é quase um pré-requisito para experimentar a elevação”, disse Sparks.

A esperança para um mundo mais gentil.

Fessler tem esperança de que pesquisas como a que está sendo realizada no Instituto da Bondade nos ajudem a entender como podemos avançar juntos, mesmo tendo opiniões que nos dividem.

“Em última análise, todos podemos ver, uns nos outros, a nossa humanidade compartilhada”, disse Fessler.

Noemi C. Carvalho

fonte: UCLA – Universidade da Califórnia, por Jessica Wolf, em 18/11/2020

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