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A busca pela pessoa certa para o romance ideal

Casal idoso juntos e felizes pois a pessoa certa traz o romance ideal.

 Que dificuldades nos impedem de conhecer a pessoa ideal?

Deepak Chopra fez uma análise do comportamento que muitas pessoas adotam ao procurar o parceiro tão sonhado para preencher a vida amorosa, ao buscar o romance ideal, em seu livro “O caminho para o amor”.

Certas atitudes e posturas que adotamos quando ansiamos por encontrar a nossa alma gêmea acabam, muitas vezes, nos afastando cada vez mais da realização desse sonho tão desejado.

Acompanhe na leitura abaixo as considerações de Chopra sobre o que deve ser evitado para não correr o risco de tornar esse desejo uma busca constante mas não realizado.


A busca ansiosa pelo romance ideal.

“A atração depende de encontrar alguém para amar ou que alguém encontre você, e aqui começam as dificuldades. Se nada é mais excitante do que se apaixonar, do mesmo modo nada parece despertar um medo maior. Uma busca constante e ansiosa pelo relacionamento, assim, parece assombrar toda a nossa sociedade.

Somos inundados com imagens de atração romântica, no entanto, ironicamente, a coisa verdadeira parece muito fugidia, e quanto mais pesadamente nossa televisão e filmes exageram no charme sedutor, mais dificilmente as pessoas parecem entender o que o amor realmente é.

A sensação de apaixonar-se não é difícil de descrever. Ela foi comparada com mil deleites, da doçura do mel à fragrância da rosa. Suas imagens são infinitas, e estamos cercados por elas, como se a imensidão total fosse de algum modo resolver nossa insegurança subjacente.

Quando o romance ideal finalmente aparece, contudo, ele é mais embevecedor do que qualquer imagem empacotada, porque o romance destila amor e desejo, anseio e terno sofrimento, a alegria do toque num único momento e a agonia da separação num único instante.

Tudo isso nós sabemos, mas o conhecimento fez pouco para dispersar o sentimento ansioso de que o amor nunca vai chegar, que não somos a pessoa certa de alguma forma, e que portanto não merecemos o impressionante dom chamado de paixão.

As forças que atrapalham a busca pelo par perfeito.

A maioria de nós sai à procura do amor levado por duas forças psicológicas poderosas:

  • a fantasia do romance ideal
  • e um medo de que não o encontraremos e nunca sejamos amados

Esses dois impulsos são auto sabotadores, embora de maneiras diferentes.

– Se você levar consigo uma fantasia idealizada de como deveria ser o amor vai perder a coisa real quando ela cruzar o seu caminho, pois o amor real começa com interações cotidianas que possuem a semente da promessa, não com o êxtase total.

– Do mesmo modo, se você ficar num estado de ansiedade, perguntando-se se alguém vai escolher você para amar, nunca vai se tornar atraente para quem quer que seja, pois nada mata o romance mais rápido do que o medo.

Lutar para ser atraente é só outra forma de desespero, que os outros veem, por mais que você lute para disfarçar. Porém, tão forte é nosso condicionamento social, que as pessoas gastam muito mais em cosméticos, moda e cirurgia plástica do que na psicoterapia, por exemplo, apesar do fato de que trabalhar suas neuroses tornaria a pessoa muito mais atraente do que uma figura elegante ou roupas da moda.

Apesar da sua natureza auto sabotadora, essas duas motivações – a fantasia e o medo – são a base para a maioria de nós quando buscamos o amor. Assim, levados por elas, os homens e as mulheres abordam o romance com comportamentos que nunca poderão trazer o que esperam alcançar.

Por que temos atitudes que nos afastam do romance ideal que procuramos?

Todas essas táticas se criam de tanto escutarmos uma voz interior que nos deixa obcecados com o amor e direciona nossa busca, muito embora seja uma voz desprovida de amor. A maioria desses comportamentos fúteis parecerá extremamente familiar.

Comparação e aprovação

Comparamo-nos constantemente com um ideal que nunca poderemos realizar. A voz interior sem amor nos impulsiona dizendo “você não é bom o bastante – magro o bastante, bonito o bastante, suficientemente feliz ou seguro”.

Procuramos a aprovação nos outros. Esse comportamento basicamente projeta nossa insatisfação interior conosco, na esperança de que alguma autoridade externa a retirará de nossas almas. Aqui a voz interior sem amor está dizendo “não faça nenhum movimento até que a pessoa certa apareça”. (A pessoa certa neste caso é algum personagem de contos de fadas que vai transformar o patinho feio num cisne). Mas sendo uma ficção impossível, a pessoa certa nunca chega.

Esperar que a magia aconteça

Deduzimos que apaixonar-nos é algo totalmente mágico, algo que vem do nada, aleatoriamente, geralmente quando menos esperamos. Muitas pessoas, portanto, esperam passivamente que essa magia apareça. Embora disfarçada como esperança, essa passividade é na verdade uma forma de desesperança, pois a voz interior sem amor está dizendo “não há nada que você possa fazer, a não ser esperar para ver se alguém ama você “.

A crença subjacente aqui é que não temos a menor possibilidade de merecer o amor – não o amor apaixonado e realizador dos nossos sonhos. A esperança de que alguém nos procure e nos dê amor é uma abdicação de nossa capacidade de criar nossas próprias vidas.

Acreditar que não precisa mudar

Finalmente, contamos com o amor para remover os obstáculos que o mantém afastado. Todos os tipos de comportamentos não amorosos teriam a permissão de persistir, com a presunção de que nos tornaremos afetuosos, abertos, confiantes e íntimos através de um simples toque da varinha mágica do amor.

A voz interior sem amor nos mantém na inércia total dizendo “não importa como você trata todas essas pessoas. Afinal de contas, elas não amam você e, quando a pessoa ideal aparecer, essas pessoas importarão ainda menos”.

A crença subjacente, nesse caso, é que podemos escolher quem vamos amar, deixando os rejeitados num limbo de indiferença.

Podemos encontrar outra maneira de abordar o romance, isto é, sem fantasia ou medo, sem escutar a voz assustadora dentro de nós mesmos que encontra uma maneira de afastar o amor.”

Deepak Chopra

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