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A dificuldade de lidar com os inimigos ocultos

montagem fotográfica com uma mulher de perfil no escuro com uma replicação de sua imagem logo atrás A dificuldade de lidar com os inimigos ocultos

Podemos, sim, ter inimigos mais perto do que imaginamos.

Existem momentos em que a vida fica conturbada pela presença de inimigos que podem ser visíveis ou ficarem ocultos.

Algumas vezes eles se apresentam na forma de pessoas que invejam o sucesso ou a felicidade que não conseguiram. Outras vezes podem vir na figura de pessoas inescrupulosas que não se importam com mais nada a não ser conseguir o que querem.

É possível também que sejam inimigos espirituais, os obsessores que não vemos mas que, sem dúvida, prejudicam nossa vida. Mas temos outro tipo de inimigos invisíveis a nossos olhos, ainda mais difíceis de detectar e de combater.

Emmanuel¹ explica quem são eles: “Mencionamos, com muita frequência, que os inimigos exteriores são os piores expoentes de perturbação que operam em nosso prejuízo.

Urge, porém, olhar para dentro de nós, de modo a descobrir que os adversários mais difíceis são aqueles de que não nos podemos afastar facilmente, por se nos alojarem no cerne da própria alma.”

Quem são esses nossos inimigos ocultos.

Mas se esses poderosos inimigos estão dentro de nós, como não os percebemos? Talvez por causa do hábito, da convivência, ou porque não percebemos que eles vão minando nossa vida. Ou até por nos sentirmos bem ostentando-os como qualidades. Emmanuel esclarece que, “dentre eles, os mais implacáveis são:

  • o egoísmo, que nos tolhe a visão espiritual, impedindo vejamos as necessidades daqueles que mais amamos;
  • o orgulho, que não nos permite acolher a luz do entendimento, arrojando-nos a permanente desequilíbrio;
  • a vaidade, que nos sugere a superestimação do próprio valor, induzindo-nos a desprezar o merecimento dos outros;
  • o desânimo, que nos impele aos precipícios da inércia;
  • a intemperança mental, que nos situa na indisciplina;
  • o medo de sofrer, que nos subtrai as melhores oportunidades de progresso, e tantos outros agentes nocivos que se instalam no Espírito, corroendo-nos a energias e depredando-nos a estabilidade mental.”

Como lidar com esses adversários.

Esses são os inimigos do nosso bem-estar e do nosso desenvolvimento pessoal. Tanto nos fazem mal que costumamos chamar de emoções negativas ou tóxicas. A breve descrição dada por Emmanuel quanto aos males que eles podem causar já é suficiente para nos fazer ver que, de fato, não é conveniente fecharmos os olhos à sua presença.

Segundo ele, para lidar com os adversários externos podemos contar com o apoio de pessoas amigas que nos ajudam, então, a identificar as relações manipuladoras, interesseiras ou falsas. E além disso, seu apoio pode nos ajudar a superar frustrações e desgostos para seguir em frente e tecer novas relações.

“Entretanto”, assegura Emmanuel, “para extirpar os que moram em nós, vale tão-somente o auxílio de Deus, com o laborioso esforço de nós mesmos.

Reportando-nos aos inimigos externos, advertiu-nos Jesus que é preciso perdoar as ofensas setenta vezes sete vezes.

E decerto que para nos descartarmos dos inimigos internos – todos eles nascidos na trevas da ignorância – prometeu-nos o Senhor: ‘conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres’. O que equivale dizer que só estaremos a salvo de nossas calamidades interiores, através de árduo trabalho na oficina da educação.”

A antiga fórmula do “orai e vigiai” continua sendo um caminho seguro porque assim, vigiando, ficamos atentos ao mal que pode nos causar transtornos, seja aquele que vem de fora como o que pode surgir das profundezas de nosso inconsciente.

E orando mantemos os pensamentos e atitudes inspirados no bem maior que chega a nós da mais elevadas esferas espirituais.

Noemi C. Carvalho

Referências

Do livro “Alma e Coração”, de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier em reuniões públicas da Comunhão Espírita Cristã, em Uberaba, Minas Gerais

1 – Emmanuel foi o orientador espiritual de Chico Xavier. Uma de suas encarnações na Terra deu-se ao tempo de Jesus, quando ele foi o senador romano Publio Lentulus, autor de uma célebre carta onde fez uma detalhada descrição de Jesus.

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