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A dúvida existencial, num poema de Khalil Gibran

dedo apontando para a frente dúvida existencial

Somos a parte, somos o todo, somos a dúvida que divide e a resposta que unifica.

Algum de vocês já terá certamente se perguntado: “Quem sou eu?” Tempos existem em que a dúvida existencial percorre a mente e nos leva pelos mais diversos caminhos tentando aquietar a mente inquieta e o coração angustiado.

Percorremos trilhas deixadas por filósofos, nos embrenhamos nas searas da espiritualidade, trocamos ideias com quem partilha nossos ideais, delineando as respostas que vão nos indicar o sentido da nossa existência.

A vida adquire outra dimensão quando nos sentimos parte de um todo, ramificação do universo infinito, da vida insondável. E então vem a compreensão que se somos parte do todo, somos esse todo que se parte e reparte na infinitude.

Mas a teoria terá adquirido firmeza, terá se consubstanciado em verdade? Ou trará de volta os antigos questionamentos da dúvida existencial, sucumbindo ao peso de uma pequena frase, quando a mente desenterra três palavras corriqueiras que ressurgem alinhadas e ecoando ruidosamente questionam: “Quem é você?”

Noemi C. Carvalho

Khalil Gibran pergunta: Quem és tu?

Ainda ontem pensava que não era
mais do que um fragmento trêmulo sem ritmo
na esfera da vida.

Hoje sei que sou eu a esfera,
e a vida inteira em fragmentos rítmicos move-se em mim.

Eles dizem-me no seu despertar:
” Tu e o mundo em que vives não passais de um grão de areia
sobre a margem infinita
de um mar infinito.”

E no meu sonho eu respondo-lhes:
“Eu sou o mar infinito,
e todos os mundos não passam de grãos de areia
sobre a minha margem.”

Só uma vez fiquei mudo.
Foi quando um homem me perguntou:
“Quem és tu?”

Khalil Gibran

Khalil Gibran

Gibran Khalil Gibran, também conhecido como Khalil Gibran, nasceu no Líbano em 1883.

Aos 11 anos sua mãe mudou-se para Nova York – Estados Unidos – onde ele viveu e trabalhou a maior parte de sua vida, até lá falecer, em 1931, aos 48 anos de idade.

Filósofo, poeta, pintor, as suas obras literárias são marcadas pelo misticismo oriental. Seus livros e escritos, onde discorre sobre temas como o amor, a amizade, a morte e a natureza, de simples beleza e espiritualidade, são reconhecidos e admirados em todo o mundo.

Sua obra mais conhecida é o livro ‘O Profeta’.

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