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A inveja é o veneno que corrói a alma do invejoso

Homem olhando de soslaio denotando inveja
A inveja é o veneno que corrói a alma do invejoso.

Emoção tóxica, sentir inveja interrompe o fluxo de energia.

Uma das emoções tóxicas, alimentar o sentimento de inveja, acaba prejudicando a vida emocional. A pessoa invejosa vive sempre com ansiedade e insatisfação.

Além disso, sentir inveja é um fator que retarda também o crescimento espiritual e provoca desarmonia na energia vital, prejudicando o equilíbrio do corpo físico.

Conforme explica Eckhart Tolle, assim como outras emoções negativas, “a inveja é tóxica ao corpo e interfere com o seu equilíbrio e o funcionamento harmonioso. São emoções que interrompem o fluxo de energia através do corpo” e, portanto, afetam o bem-estar e a saúde.

Certamente, como diz, Tolle , “uma emoção que faz mal ao corpo também infecta as pessoas com quem você entra em contato e, indiretamente, através de um processo de reação em cadeia, inúmeros outros que você nunca encontra. Há um termo genérico para todas as emoções negativas: infelicidade.”

A inveja é fruto da comparação.

A inveja só existe por causa da comparação. Afinal, ela traz o impulso de querer o que o outro tem – seja um objeto, um modo de vida ou o próprio jeito de ser. E se não for possível ter, então a opção é destruir.

Isso significa que a pessoa que sente inveja de outra se sente incapaz de subir ao nível do outro, achando mais fácil derrubá-lo.

Há um termo genérico para todas as emoções negativas: infelicidade.”Eckhart Tolle

Então, começa uma série de tentativas de desqualificar o outro, de denegrir sua imagem e suas conquistas, com coisas do tipo “nem é tão inteligente”, “quero ver quanto tempo dura esse namoro”, “faz isso para se exibir”, e outras frases do gênero.

E se o invejado fracassa em alguma coisa – o que é mais do que natural – aí é motivo de glória.

Por que a inveja machuca tanto?

Naturalmente, esse tipo de comportamento reflete uma autoestima muito baixa e um sentimento de desvalorização. O invejoso afirma para si próprio: “Não sou capaz, não consigo, sou um fracasso”.

Por isso a inveja machuca tanto. Mais forte do que o sentimento de que o outro pode ser melhor, é o sentimento de depreciação.

O invejoso enterra cada vez mais fundo tudo o que ele poderia ser ou ter, preocupado que está com tudo o que o outro é ou tem. Sua autoestima vai resvalando por uma íngreme ladeira, onde ele cada vez mais se machuca e de onde fica cada vez mais difícil subir.

Aprendemos a comparar e a sentir inveja.

Sentir uma “inveja saudável” – que na verdade é uma atitude de admiração – pode ser até certo bom, no sentido de estimular o progresso. Como, por exemplo, quando você diz: “Se ele pode, eu também posso, vou me esforçar, vou ver como posso também conseguir”.

Mas então, o que seria da inveja se não houvesse a comparação? Provavelmente ela não existiria. Esse sentimento surge do fato de estarmos sempre nos comparando aos outros, mas, infelizmente, nós crescemos, fomos educados e condicionados a comparar. E o mundo digital acelerou esse processo.

Desde as notas dos colegas na escola, o trabalho, a casa, o carro, as férias, a namorada, o marido, o bom convívio em família, a personalidade alegre ou carismática, a inteligência e o conhecimento, tudo é motivo para comparação, e, consequentemente, para inveja.

Por isso não é incomum o fato de sentir inveja. É algo que está arraigado na natureza humana, inclusive, é um dos Sete Pecados Capitais.

Será que alguém se compara a uma árvore ou a um rio?

Com relação a essa questão da comparação, Osho faz algumas advertências divertidas, e diz:

E é bom que você não se compare às árvores, do contrário começará a ter muita inveja: por que você não é verde? E por que Deus tem sido tão duro com você – nenhuma flor? É melhor que você não se compare aos pássaros, aos rios, às montanhas; do contrário você sofrerá.

Você só se compara com seres humanos; você não se compara com os pavões ou com os papagaios. Do contrário, a sua inveja ficaria maior ainda: você ficaria tão cheio de inveja que não conseguiria nem viver.

A comparação é uma atitude extremamente tola, porque cada pessoa é única e incomparável. Depois que você entende isso, a inveja desaparece.

Cada pessoa é única e incomparável. Você é só você mesmo: nunca houve ninguém como você antes, e nunca haverá. E você também não precisa ser igual a ninguém.

Deus só criou originais; ele não acredita em cópias. Osho

Ver o mundo pelo nosso olhar e não pela visão dos outros é muito melhor.

Podemos, então, dizer que a inveja é uma consequência do condicionamento de comparação? Creio que sim. Neste caso, se pararmos de fazer comparações, de nos compararmos a tudo e a todos, certamente a inveja vai desaparecer.

Entretanto, o mais importante: quando paramos de olhar para os outros e olhamos para nós mesmos podemos nos ver a partir de nós – e não a partir de outros, vemos, cuidamos, protegemos e aprimoramos a nossa vida.

Quando não existe a pressão de ser quem você não é, suas verdadeiras habilidades, sua personalidade única, podem se desenvolver com naturalidade. Sua alma fica liberta e pode crescer, se aprimorar e brilhar.

Noemi C. Carvalho

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