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A máscara de pano ideal, segundo pesquisadores de Stanford

imagem de um jovem rapaz usando máscara de pano

As dúvidas sobre a máscara de pano no combate ao coronavírus.

Ainda existem muitas dúvidas quanto ao uso da máscara de pano para proteção durante a pandemia da covid-19. A vida parece que vai voltando ao normal, enquanto o comércio reabre e voltam algumas atividades. E temos a impressão de que tudo parece ser como antes.

Mas não podemos ficar nessa ilusão, pois o novo coronavírus, causador da covid-19, ainda está ativo, circulando e fazendo muitas vítimas. E claro que, além de proteger nossa saúde, queremos evitar o retorno da quarentena e do lockdown.

Cientistas e pesquisadores têm comprovado, em diversos estudos, que as máscaras faciais, inclusive aquelas feitas com tecidos, são uma importante ferramenta para diminuir a velocidade de propagação e oferecer um certo grau de proteção.

Neste artigo da Universidade Stanford, Krista Conger conversou com dois pesquisadores. São eles Amy Price e Larry Chu, que também participaram das ações que levaram à mudança das diretrizes da OMS sobre o uso das máscaras faciais.

As máscaras de pano realmente evitam a propagação da covid-19?

Larry Chu explica que “até 40% das pessoas infectadas com o vírus que causa a covid-19 não apresentam sintomas, mas quando falam, tossem ou espirram, elas ainda podem espalhar o vírus para outras pessoas na forma de gotículas respiratórias expelidas no ar.”

Essas gotículas evaporam e se transformam em outras menores que se propagam e ficam no ar. A máscara de pano retém as partículas maiores e, portanto, evita a propagação.

Ele ressalta que as máscaras são apenas uma das medidas necessárias para evitar a propagação e o contágio. Mas é fundamental também lavar sempre as mãos e manter a distância mínima de 2 metros de outras pessoas.

Em relação às pessoas que falam que a máscara de pano não é eficaz porque não retém o vírus, Amy Price diz que “se duas pessoas estiverem usando máscaras, as partículas virais podem se deslocar a cerca de 1,5 metro de cada indivíduo. Mas quando uma pessoa infectada não usa máscara, essas partículas podem flutuar no ar a 9 metros ou mais e ficarem vivas por até 30 horas.”

Mitos e verdades sobre o uso das máscaras de tecido.

Price responde dizendo que já ouviu muitos mitos sobre o uso de máscaras de pano. Algumas pessoas falam que com o uso da máscara a pessoa acaba respirando muito dióxido de carbono.

“Isso não é verdade. Uma máscara bem feita fornece ventilação mais do que suficiente. Uma maneira de testar sua máscara é tentar apagar uma vela através dela, a cerca de 30 centímetros de distância. Se você não conseguir apagar a vela, sua máscara pode estar muito apertada”, explica ela.

Outros dizem que quem usa a máscara pode se descuidar das outras medidas de proteção. Price acredita que o uso da máscara faz as pessoas se tornarem ainda mais cautelosas quanto a tocar o rosto e manter o distanciamento social. Porque assim ela é sempre lembrada dos perigos da pandemia.

Fala-se também que a máscara aumenta a concentração de partículas virais ao redor da boca de uma pessoa já infectada, e assim aumenta a gravidade da doença. Price explica que “se você está doente, você já tem o vírus nos pulmões; não vai ficar pior.” Estudos feitos com profissionais de saúde sugerem que a dose viral pode ser importante em relação ao grau da infecção, mas esta relação é diferente para alguém que já está infectado, ela conclui.

A melhor maneira de fazer uma máscara.

Quem dá as orientações sobre como fazer uma máscara é Larry Chu. “Nossos estudos mostram que se for feita da forma correta, com materiais de alta qualidade, uma máscara de tecido feita em casa pode funcionar tão bem como uma máscara cirúrgica. Com base em nossos estudos, a OMS agora recomenda uma máscara de tecido com, pelo menos, três camadas de materiais diferentes.”

O ideal, segundo Chu é que a camada externa seja um pouco resistente à água. “Pode ser um tecido que seja uma combinação de algodão e poliéster, náilon ou rayon.”, ensina ele.

A camada do meio deve ser de TNT (“spunbond”), que é geralmente usado em algumas sacolas de supermercado reutilizáveis, capas de colchão e em artesanato, ou então lenços descartáveis de três camadas, como lenços de papel.

Por fim, a camada que fica em contato com o rosto “deve ser um material absorvente para tirar a umidade do rosto. Algodão cem por cento macio funciona bem aqui.”, diz Chu.

Como usar de forma correta a máscara de proteção facial.

Larru Chu enfatiza o ajuste da máscara ao rosto: “Não deve ficar muito apertado, mas deve ficar contra a pele em toda a volta, desde o meio do nariz até embaixo do queixo e quase até as orelhas, e não deve abrir ou ficar saliente quando você move a cabeça ou fala.”

Além disso, ele recomenda tratar a máscara “como uma escova de dentes. Não compartilhe com ninguém e mantenha-a em um saco plástico quando não estiver em uso.”

Quando tirar a máscara, também é preciso tomar cuidado para não espalhar germes da parte frontal para o rosto, e lavar as mãos sempre depois que tocar na máscara.

É de fato importante usar a máscara quando sair de casa?

Larry Chu diz que no momento atual, principalmente nos locais que estão retomando as atividades, “as máscaras faciais não médicas vão se tornar uma forma cada vez mais importante para prevenir a volta de doenças, além de lavar as mãos e manter a distância social.”

Amy Price lembra que os países que começaram a usar máscaras logo no começo da pandemia “tiveram mais sucesso do que outros na redução da propagação do vírus.

Alguns grupos de pessoas não podem usar máscara por motivos de saúde, como por exemplo, pessoas com problemas respiratórios graves.

Portanto, usar uma máscara não quer dizer que você é fraco, que sente medo ou é covarde. É uma forma de proteger os vulneráveis ao seu redor. E é nosso dever nos manter saudáveis também.”, finaliza.

Noemi C. Carvalho

com informações de Universidade Stanford

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