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A melhor forma de fazer um pedido na oração

pedido na oração

Um pedido feito na oração deve envolver toda a nossa alma.

Quando fazemos um pedido em nossa oração ele não deve ser feito somente com a mente, mas com todo o nosso sentimento, do fundo do coração, com todo o envolvimento de nossa alma.

O Evangelho traz várias narrativas nas quais Jesus ressalta que todo o poder de realização vem da fé e de um coração amoroso. Certa vez, uma mulher se curou apenas tocando em seu manto. E Jesus lhe disse: “Tua fé te curou”. (Lucas 8, 43-48)

Mas Jesus dizia que só era possível levar o benefício dos poderes divinos àqueles que lhe pediam e que acreditavam firmemente que o conseguiriam.

O Papa Francisco¹ lembra de Bartimeu, o cego de Jericó. Ele mendigava por trocados, para atender às necessidades do dia. Mas “a Jesus, que tudo pode, deve ser pedido tudo”, diz o Papa. (Marcos 10, 46-52)

E assim como Bartimeu, devemos nos aproximar de Jesus “com uma fé concreta, insistente e corajosa, expondo com confiança o coração diante do Senhor e levando a Ele nossa história e os rostos que fazem parte de nossa vida”, exorta o Santo Padre.

Pedir tudo a Jesus, que tudo pode.

O Papa ressalta que, ainda que os gritos de Bartimeu chamando por Jesus estivessem incomodando a multidão e os apóstolos, “não passaram despercebidos a Jesus, que percebe que sua voz é cheia de fé, uma fé que não tem medo de insistir, de bater no coração de Deus, apesar da incompreensão e repreensões.”

Bartimeu, diz o Papa, chama com confiança: ‘Jesus!’. E “não tem medo dele, não se distancia. Não pede algum trocado como faz com os transeuntes. Não, não. Àquele que tudo pode, pede tudo. Às pessoas pede trocados, a Jesus, que pode fazer tudo, pede tudo: ‘Tem piedade de mim, tem piedade de tudo o que sou.’

Não pede uma graça, mas apresenta a si mesmo: pede misericórdia para a sua pessoa, para a sua vida. Não é um pedido pequeno, mas é belíssimo, porque invoca a piedade, isto é, a compaixão, a misericórdia de Deus, a sua ternura”, explica o Pontífice.

Para receber a graça divina, é preciso querer e é preciso acreditar.

Deus conhece a nossa vida melhor do que nós mesmos, por isso não precisa de muitas explicações. Mas Jesus dizia que a graça é concedida àquele que a pede, pois é preciso querer e é preciso acreditar.

Deus nos deu o livre-arbítrio e não interfere em nossa vida. Por isso Ele aguarda a nossa manifestação, o nosso pedido.

“Bartimeu não usa muitas palavras,” – recorda o Papa Francisco – “ele diz o essencial e confia-se no amor de Deus, que pode fazer a sua vida voltar a florescer realizando o que é impossível aos homens.

Por isso, não pede esmola ao Senhor, mas manifesta tudo, a sua cegueira e o seu sofrimento, que iam além do não poder ver. A cegueira era a ponta do iceberg, mas em seu coração haveria feridas, humilhações, sonhos desfeitos, erros, remorsos. E ele rezava com o coração.

E nós, quando pedimos uma graça a Deus, colocamos também na oração a nossa própria história: as feridas, as humilhações, os sonhos desfeitos, os erros, os remorsos?”, pergunta o Papa.

Deus escuta atentamente cada oração e cada pedido.

O Santo Padre diz que é importante nos perguntarmos se “nossa oração é ‘substanciosa’, expõe o coração diante do Senhor: levo a ele a história e os rostos da minha vida? Ou é anêmica, superficial, feita de rituais, sem afeto e sem coração?”

E ele reafirma: “Quando a fé é viva, a oração é sincera: não mendiga trocados, não se reduz às necessidades do momento. A Jesus, que tudo pode, tudo deve ser pedido.

Não se esqueçam disso. A Jesus que tudo pode, deve ser pedido tudo, com a minha insistência diante d’Ele. Ele não vê a hora para derramar sua graça e sua alegria em nossos corações, mas infelizmente somos nós que mantemos distância, talvez por timidez, por preguiça ou por descrença.

Tantos de nós, quando rezamos, não acreditamos que o Senhor possa realizar o milagre…

Que Bartimeu seja um exemplo para nós com a sua fé concreta, insistente e corajosa. E que Nossa Senhora, a Virgem orante, nos ensine a dirigir-nos a Deus de todo o coração, confiando que Ele escuta atentamente cada oração”, conclui o Papa Francisco.

Noemi C. Carvalho

Referência

1 – Vatican News (por Jackson Erpen – Cidade do Vaticano)

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