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A reflexão de Bezerra de Menezes na Espiritualidade

Bezerra de Menezes na Espiritualidade

Como estará Bezerra na Espiritualidade?

Numa oportunidade em que conversava com Chico Xavier, Ramiro Gama¹ e outros companheiros falavam de Bezerra de Menezes, do seu Apostolado na Terra e, agora, na Espiritualidade.

E perguntaram ao querido médium:

— Será que, no além, continua o nosso caro Bezerra atento aos nossos inúmeros pedidos e com aquele enorme exército de sofredores, muitos dos quais exigindo-lhe o impossível?

Chico Xavier não respondeu, mas à noite, na sessão realizada no Centro Espírita Luiz Gonzaga, ele recebe notícias de Bezerra, trazidas pelo Espírito luminoso do Irmão X.

Um momento de tristeza do grande benfeitor.

“Conta-se que Bezerra de Menezes, o denominado Apóstolo do Espiritismo no Brasil, após alguns anos de desencarnação, achava-se em praia deserta, meditando tristemente acerca da maioria dos petitórios que lhe eram endereçados do mundo.

Em grande número de reuniões consagradas à prece solicitavam-lhe providências de natureza material. Numerosos admiradores e amigos rogavam-lhe empregos rendosos, negócios lucrativos, alojamentos, proteção para documentários diversos, propriedades e promoções. Em verdade, sentia-se feliz, quando chamado a servir um doente ou quando trazido à consolação dos infortunados.

Contudo, fora na Terra um médico espírita e um homem de bem, à distância de maiores experiências em atividades comerciais. Por que motivo a convocação indébita de seu nome em processos inconfessáveis?

Não era também ele um discípulo do Evangelho, interessado em ascender à maior comunhão com o Senhor? Não procurava aprender igualmente a lutar e renunciar?

A reflexão sentida de Bezerra de Menezes traz a bondosa presença de Santo Antônio.

Monologava, entre inquieto e abatido, quando viu junto dele o grande Antônio, desencarnado em Pádua, no ano de 1231. O admirável herói da Igreja Católica, nimbado de intensa luz, ouvira-lhe o solilóquio amargo.

Abraçou-o, com bondade, convidando-o a segui-lo. Em breves minutos, ei-los ambos no perfumado recinto de grande templo. O santuário, dedicado ao popular taumaturgo, regurgitava de fiéis que se prosternavam, reverentes, diante da primorosa estátua que o representava, sustentando a imagem de Jesus menino.

O santo impeliu Bezerra a escutar os requerimentos da assembleia e o seareiro espírita conseguiu anotar as mais estranhas e inoportunas requisições.

Suplicava-se a Antônio casa e comida, dinheiro fácil, saliência política, matrimônio e prazeres. Não faltava quem lhe implorasse contra outrem perseguições e vinganças, hostilidade e desprezo, inclusive crimes ocultos.

Confissões do Santo casamenteiro.

O amigo e benfeitor esboçou um gesto expressivo e falou, bem-humorado, ao evangelizador brasileiro:

— Observaste atentamente? As petições são quase sempre as mesmas nos variados campos da fé. Sequioso de burilamento íntimo, troquei na Igreja o hábito de cônego pelo burel dos frades.

Ensinei a palavra do Mestre Divino, sufocando os espinhos de minhas próprias imperfeições. Fosse nas seduções da vida secular ou na austeridade do convento, caminhava mantendo pavorosas batalhas comigo mesmo, ansiando entesourar a virtude, em cujo encalço permaneço até hoje.

Entretanto, procuram-me, através da oração, para ser meirinho comum ou advogado casamenteiro. E porque Bezerra sorrisse, reconfortado, aduziu:

— Nosso problema, contudo, é o de instruir sem desanimar. Jesus, no monte, sentindo extrema compaixão pela turba desvairada, alimentou-lhe o corpo e clareou-lhe a alma obscura.

Bezerra recobra o ânimo e retoma a sua tarefa educadora.

Nesse justo momento, surge alguém à cata de Bezerra. Num círculo de oração, organizado na Terra, pediam-lhe indicações para que fosse descoberto enorme tesouro de aventureiros antigos, desde muito enterrado.

Antônio afagou-lhe os ombros e disse, benevolente:

— Vai, meu amigo, e não desdenhes auxiliar. Decerto, não te preocuparás com o ouro escondido, mas ensinarás aos nossos irmãos o trato precioso do solo para a riqueza do pão de todos e, descerrando-lhes o filão ao progresso, plantarás entre eles o entendimento e a bondade do Excelso Amigo.

Bezerra despediu-se, contente. E tornou corajoso à luta, compreendendo, por fim, que não bastaria velar pela atitude dos companheiros invigilantes, mas devia ajudá-los com todo o amor, consciente de que o Cristo é o Mestre da Humanidade e de que o Evangelho, acima de tudo, é obra de educação.”

Irmão X

1 – Ramiro Gama, em “Lindos Casos de Bezerra de Menezes”

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