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A saudade, numa bela descrição de São Francisco

Ilustração em aquarela de São Francisco no centro rodeado de cores e pássaros saudade São Francisco

As reuniões de aprendizado sublime.

Numa reunião dos confrades com São Francisco, um de seus seguidores e discípulos perguntou-lhe sobre a saudade.

São Francisco ensinava as palavras de Jesus, fazendo-as brotar de seu coração ao mesmo tempo com simplicidade e lirismo. Assim, as imagens de suas pregações eram entendidas, assimiladas e gravadas por todos que com ele partilhavam esses momentos.

Leia a seguir a resposta de São Francisco sobre o que é a saudade, para que suas doces palavras e suas cariciosas imagens se aconcheguem em seu coração.

O que é a saudade, São Francisco?

“Frei José, com os seus sentimentos sobremodo integrados na caridade, interrogou com discernimento:

Pai Francisco!… Se for do teu agrado, gostaria de saber o que é a saudade.

O homem de Assis redarguiu com serenidade, nos modos que sempre acudia aos famintos do saber:

– Frei José, lembras-te de um ponto dos mais sensíveis na lavoura dos sentimentos. Ela se divide em duas forças poderosas: a que nos faz sofrer e a que nos faz amar cada vez mais a vida e a Deus.

Nada há o que se compare ao ambiente divino da saudade pura, aquela que faz o coração pulsar no peito, como um sol de Deus.
São Francisco de Assis

No primeiro caso, quando empenhada em ligar criaturas e uma delas rompe os laços desta força de Deus, faz com que o abandonado sinta no coração toda a espécie de infortúnios, podendo chegar ao extremo de desastres morais e espirituais.

Entretanto, quando a saudade serve de fios invisíveis por onde corre o amor puro de pessoas que se amam e se encontram distantes umas das outras, transforma-se em seiva divina que fortalece mais ainda a unidade dos sentimentos, valorizando os tesouros do coração.

A saudade pura se consola na força do amor.

A saudade pura não encontra distância no espaço, nem no tempo, criando de tal sorte um vínculo que, mesmo as almas estando separadas, se sentem unidas pela força do amor.

Se estás com saudade e te é ofertado um palácio para que nele te possas distrair, engana-se quem esse benefício te quer fazer. Porque será dentro dele que a saudade se avolumará, apesar de todo o bem-estar, por nada haver que se compare ao Amor, que tudo supera. Nada há o que se compare ao ambiente divino da saudade pura, aquela que faz o coração pulsar no peito, como um sol de Deus.

Se alguém te levar a visitar as mais belas metrópoles da Terra, que te ofertem as lindas visões das coisas mais aprimoradas da ciência moderna, ainda assim não te esquecerás daquela imagem que amas e que a saudade te faz lembrar.

Se fosses levado para o reino onde a paz fosse o clima natural, onde não existisse necessidade de qualquer ordem e onde todos vivessem como uma só família, sem perigos para qualquer pessoa, onde o céu fosse o mais lindo, faiscando de estrelas das mais belas, onde até os Anjos fossem visíveis para todos, mesmo assim – que Deus me perdoe – se não estivesse lá a pessoa que amas, a saudade te faria esquecer tudo aquilo, para te lembrares, com todo fulgor, com toda a alegria, de quem projetou a sua imagem no centro de teu coração.

A saudade pura interliga no amor toda a criação de Deus.

Essa saudade somente desaparecerá quando estivermos integrados na consciência de Deus e falarmos como falou o Cristo: ‘Conhecereis a Verdade e ela vos tornará livres.’

A saudade se divide em duas forças poderosas: a que nos faz sofrer e a que nos faz amar cada vez mais a vida e a Deus.
São Francisco de Assis

Cultivemos, pois, a saudade. Mas aquela saudade pura, que poderá acender em nós luzes de todos os matizes, na busca do nosso amor. Para que ele, na liberação total dos nossos sentimentos, se interligue a toda a criação de Deus.”

do livro “Francisco de Assis”, do espírito Miramez, psicografado por João Nunes Maia

Referências

Fernando Miramez de Olivídeo nasceu na Espanha e em 1649 chegou ao Brasil e se dedicou a aliviar os sofrimentos físicos e espirituais dos indígenas e dos escravos com quem convivia.
Tornou-se guia espiritual de João Nunes Maia (1923 – 1991), com o qual se identificou numa reunião na União Espírita Mineira (UEM).

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