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A solução para as emoções está na mente, explica Dalai Lama

solução para as emoções

A sofisticação da mente e sua relação com as emoções.

Se deixarmos que as nossas emoções assumam o controle sobre todos os acontecimentos de nossa vida, isso, pode nos levar a viver num constante estado de insatisfação, de frustração e de raiva. Isso certamente se reflete na qualidade de vida, no equilíbrio da saúde, na tranquilidade e no prazer de viver. E por isso, explica Dalai Lama, as emoções negativas precisam ser enfrentadas e a solução está na mente.

“A mente é sofisticada. Permite-nos pensar, meditar e mudar”, afirma Dalai Lama. E ele complementa dizendo que “para lidar com as nossas emoções, precisamos entender melhor como funciona o sistema mental e emocional.

Precisamos descobrir os antídotos para as emoções negativas, bem como as maneiras de cultivá-los, se quisermos lidar com as nossas emoções mais problemáticas. Faremos progressos na medida em que nosso entendimento crescer. Mas se queremos encontrar paz e alegria, isso significa que temos que cuidar de nossas mentes. As emoções representam um problema, mas, novamente, a solução está na mente.

Embora a raiva seja muito perturbadora, não podemos simplesmente desejar que ela vá embora. Só podemos lidar com isso reconhecendo o que é que a desencadeia, que consequências pode trazer e como a bondade amorosa é um antídoto para ela.”

Dalai Lama fala da vida após a vida.

As atitudes das outras pessoas podem, sem dúvida, nos ferir e desencadear sentimentos negativos. Mas a forma como sentimos e deixamos isso interferir na nossa vida é nossa responsabilidade.

Precisamos ter uma abordagem de primeira pessoa e aprender a compreender as nossas próprias mentes”, afirma Sua Santidade, uma vez que não vamos fazer progresso e encontrar a paz e a felicidade que queremos se mantivermos o hábito de culpar os outros pelas nossas emoções.

Além disso, a compreensão dos ciclos reencarnatórios como necessários ao desenvolvimento pessoal também nos leva a considerar que cada um de nós se encontra num estágio diferente de progresso individual e, consequentemente, de evolução moral.

Em relação à continuidade da vida e às várias existências sucessivas, Sua Santidade relata a sua própria experiência contando um fato de sua juventude. Assim, ele afirma: “Eu acredito que vivemos vida após vida. Quer nos reconheçamos ou não, teremos fortes sentimentos um pelo outro como resultado de nossa experiência na vida anterior. Quando eu era muito jovem, algumas pessoas que eram próximas do 13º Dalai Lama vieram à minha casa e eu reconheci quem eram.”

Sociedade moderna, sociedade anônima.

A sociedade moderna é marcada, sem dúvida, por um grande e contínuo progresso no campo científico. Entretanto, como afirma Dalai Lama “no mundo de hoje com seu amplo desenvolvimento material, há um senso muito forte de ‘nós’ e ‘eles’. Há muito senso de ’meus amigos’ ou ‘meu inimigo’. Mas podemos mudar isso.

A ciência moderna ainda está fortemente orientada para uma visão materialista do mundo. Mesmo a experiência humana é vista em termos do cérebro, e não em relação à consciência.”, explica Sua Santidade.

Nós podemos modificar o nosso modo de pensar, agindo sobre os pensamentos que consideramos importantes e aos quais damos ênfase e permitimos que prosperem em nossa mente. E essa ação se refletirá em nossas emoções, nos sentimentos que alimentamos em relação aos nossos semelhantes, e na solução para muitos de nossos problemas de relacionamento.

E é essa transformação que vai trazer a oportunidade de nosso planeta ser um mundo melhor. Não apenas no sentido do progresso material, que atualmente beneficia apenas uma parcela da população, mas concretizando os ideais de paz, felicidade e bem-estar para toda a humanidade.

Sua Santidade afirma que está “comprometido com a ideia da unidade da humanidade. Como seres humanos, somos todos iguais. Além do mais, todos nós temos que viver juntos neste planeta. Temos uma economia global. Dependemos uns dos outros.

Portanto, devemos pensar no bem-estar de todos os sete bilhões de seres humanos agora vivos. Cultivar o apreço pela unidade da humanidade me faz sentir confortável porque me ajuda a sentir que, aonde quer que eu vá, quem quer que eu encontre é outro ser humano como eu”, diz ele, porque não há lugar para o medo ou a desconfiança.

O ‘eu’ objetivo e o ‘eu’ essencial.

Dalai Lama observou que todos nós queremos sentir alegria, mas depende do nosso estado de espírito encontrarmos a paz interior. Mas aprender a cultivar a paz de espírito requer a compreensão de como a mente funciona.

Para quem cultiva a paciência, por exemplo, uma pessoa hostil e irritante passa a ser o seu melhor professor. Esse tipo de abordagem abre uma maneira diferente de ver as coisas, de forma que uma mudança real possa ocorrer.

A raiva e o apego têm como premissa que existe um verdadeiro ‘eu’ envolvido. Mas ao examinarmos as emoções e os antídotos para elas, devemos nos questionar se um ‘eu’, real e sólido, existe objetivamente como parece. “Imagine”, sugeriu então Sua Santidade, “que as suas fortes emoções sejam personificadas como os seus oponentes em debate. Desafie a raiva e o apego a dizer onde está esse ‘eu’ que eles defendem.”

As imposições do ego muitas vezes nos vencem e permitimos ser levados por uma trilha de equívocos e ilusões. Podemos questionar muitas das atitudes que tomamos para verificar se elas vêm realmente ao encontro de nossas aspirações mais profundas de um sentimento subjetivo e íntimo. Ou, então, se se prendem a laços de dependência a uma visão objetiva voltada ao exterior, exercendo um efeito poderoso sobre as nossas emoções.

Podemos compartilhar o planeta, a paz e a felicidade.

Dalai Lama reconhece a importância e o valor de “todas as tradições religiosas, porque todas ensinam a importância da bondade amorosa.

Compartilhamos este planeta e nosso mundo é realmente interdependente. Quando há muita divisão em termos de ‘nós’ e ‘eles’, é mutuamente destrutivo. Ninguém vence.

Se, por outro lado, fortalecermos nosso senso de unidade da humanidade e abraçarmos aqueles que são diferentes de nós, todos nós podemos aprender a viver mais pacificamente e mais felizes juntos. Esta é uma simples questão de sobrevivência”, afirma Sua Santidade.

Ele observou que os seguidores das tradições religiosas teístas têm fé em um Deus criador, que eles veem como o ‘Deus Pai’. “E como filhos de um Deus, eles dizem que somos todos irmãos e irmãs. Se lutarmos e matarmos uns aos outros, como isso fará Deus, o pai, se sentir?”

Existem, portanto, muitas razões pelas quais podemos aprender a viver juntos com alegria e harmonia, trazendo a solução para um mundo melhor a partir de atitudes renovadas por emoções sadias e benfazejas.

Noemi C. Carvalho

Fonte: Dalai Lama

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