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A Universidade Oxford desfaz a confusão sobre o uso de máscaras faciais

rosto de uma moça usando máscara Oxford máscaras faciais

Máscaras faciais para proteção durante a pandemia: precisa usar?

Ao longo destes intermináveis meses de pandemia, as máscaras faciais para proteção contra o coronavírus ficaram muitas vezes sob os holofotes. Geraram polêmicas, opiniões contraditórias e muita confusão sobre seu uso, mas a Universidade Oxford está empenhada em desfazer as confusões.

Até há pouco tempo, organizações da área de saúde – entre elas a própria OMS – não recomendava o uso indiscriminado das máscaras. Era recomendado apenas em algumas situações específicas, como por exemplo, ao se aproximar de pessoa portadora da covid-19, a própria pessoa convalescente usar a máscara ou no caso de haver grande número de contágios na comunidade.

Mas a própria OMS revisou suas orientações depois da carta aberta enviada pela comunidade científica. O documento apontava a necessidade de uso da máscara para diminuir a propagação do vírus.

Em parte, as recomendações iniciais eram motivadas por não haver um conhecimento mais aprofundado sobre a forma de transmissão do novo coronavírus. E além disso, devido à escassez de máscaras profissionais que precisam ser reservadas para uso das equipes médicas.

Entretanto, hoje em dia já existe uma larga produção de vários tipos de máscaras faciais, inclusive aquelas confeccionadas em tecido, facilitando sua aquisição. Por isso, sempre que sair de casa, pegue as chaves, o celular, os documentos e a máscara facial.

Para desfazer a confusão sobre o uso das máscaras faciais, a Universidade Oxford publicou um artigo, no dia 14 de julho, com algumas observações importantes. Leia a seguir alguns trechos destacados.

A Oxford esclarece porque o uso das máscaras faciais é importante para proteção contra o coronavírus.

A professora Melinda Mills é diretora do Leverhulme Center e principal autora do estudo sobre a eficácia das coberturas faciais. Ela afirma que “mais de 120 países em todo o mundo introduziram recomendações ou regulamentações. E o relatório da semana passada contém evidências claras de que as coberturas faciais são eficazes em relação à covid-19.”

Já em abril, uma reportagem do British Medical Journal aconselhava as pessoas a usarem coberturas faciais. Trisha Greenhalgh, professora de Oxford, estava entre os especialistas que recomendaram a adoção de coberturas faciais. “É hora de incentivar as pessoas a usar máscaras faciais como medida de precaução, com base no fato de que temos pouco a perder e potencialmente algo a ganhar.”, afirma.

Eles sustentaram em seu relatório que, apesar das evidências limitadas, as máscaras podem ter um impacto substancial na contenção da transmissão do novo coronavírus. Por outro lado, o impacto é relativamente pequeno na vida social e econômica”, contestando a suposição de que as pessoas não iriam às lojas se tivessem que usar máscaras.

É preciso conscientizar as pessoas da necessidade de usar máscaras faciais, afirma a professora de Oxford.

Greenhalgh defende a necessidade de campanhas de conscientização “para superar semanas de mensagens confusas”. É preciso mudar a visão de que o uso de máscaras faciais é algo forçado “para um exercício de bom senso e solidariedade”, diz a professora de Oxford.

Um estudo conduzido pelo Leverhulme Center mostra que máscaras faciais de pano, mesmo máscaras caseiras do material correto, são eficazes na redução da propagação do vírus, tanto para o usuário quanto para aqueles ao seu redor.

Assim que a OMS anunciou que havia uma pandemia em meados de março, muitos países ao redor do mundo recomendaram o uso de máscaras faciais. Nações como Coréia do Sul, Japão e uma série de países africanos, com experiência no tratamento de epidemias anteriores, incluindo SARs e Ebola, tiveram um número muito baixo de mortes e transmissão.

A importância das máscaras faciais.

Mills insiste que as máscaras faciais devem ser reconhecidas como um problema de saúde pública, como parte de um pacote de políticas ao lado da higiene das mãos e do distanciamento social, e não como uma questão de liberdades civis.

“Depois da lavagem das mãos e do distanciamento social, as máscaras e coberturas faciais são uma das intervenções não farmacêuticas mais amplamente adotadas para reduzir a transmissão de infecções respiratórias.”

Em relação às alegações de que há pouca evidência científica sobre o uso de máscaras de proteção, Mills afirma que estudos de alta qualidade não receberam a devida atenção.

Mas ela diz: “A evidência é clara de que as pessoas deveriam usar coberturas faciais para reduzir a transmissão do vírus e se proteger, com a maioria dos países recomendando há muito tempo que o público deveria usá-las, especialmente em espaços fechados e áreas lotadas.”

Para que não fiquem dúvidas sobre a necessidade de usar máscaras de proteção.

Mills continua, dizendo que “o público está confuso sobre o uso de coberturas faciais. Isto porque ouviu que as evidências científicas são inconclusivas e os conselhos da OMS e de outros mudaram.”

E ela acrescenta que “as pessoas precisam saber o que usar, quando e onde usar, como usar e quem não pode usar.”

Em relação ao que usar, Mills explica que as máscaras faciais devem ser “multicamadas de alta qualidade e não máscaras cirúrgicas ou respiradores. E elas devem ser ajustadas ao rosto, garantindo que não haja folgas.

Por exemplo, combinar algodão e seda ou flanela fornece mais de 95% de filtragem, portanto, usar uma máscara pode proteger as pessoas.”

Ela diz que a máscara facial deve ser usada principalmente em lugares fechados e onde há grande concentração de pessoas. “Também precisamos reconhecer quem não pode usá-la, como pessoas com deficiência, dificuldades respiratórias ou crianças pequenas.”, afirma a professora Mills.

Não podemos subestimar os riscos de contrais o vírus.

Segundo Mills, é fundamental que as pessoas entendam como se dá a transmissão do vírus. Assim podem entender como as máscaras as protegem e protegem também outras pessoas.

“Aprendemos com pandemias anteriores que os indivíduos subestimam seus próprios riscos de contrair o vírus ou transmiti-lo a outras pessoas e pensam que ‘isso não vai acontecer comigo’,” alerta Mills.

E ela finaliza dizendo que “assim como a OMS reuniu evidências e mudou seu conselho no início de junho, agora é hora de reavaliar as evidências e fazer recomendações claras ao público e àqueles que precisam reabrir seus negócios.”

com informações da Universidade Oxford

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