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Algumas curiosidades históricas sobre o Natal

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Antigamente, a comemoração do Natal se parecia mais com o carnaval.

Nem sempre o Natal foi comemorado com o espírito da boa vontade, da fraternidade e espiritualidade e existem algumas curiosidades interessantes sobre esta data.

Na Idade Média, o “espírito natalino” se parecia mais com o nosso carnaval, porque as pessoas celebravam o Natal de forma bem diferente. Depois da dominação pelo Império Romano, a Igreja Católica aproveitou, então, datas festivas das tradições pagãs para incorporar novos costumes. Assim ela esperava substituir, em grande parte, a religião pagã pelo cristianismo.

E um dos maiores festivais da Antiga Roma era a Saturnália, em homenagem a Saturno, o deus da agricultura.

O Natal da Idade Média.

Os historiadores dizem que durante os dias das festividades da Saturnália as pessoas decoravam suas casas com coroas de pinheiros, acendiam-se velas festivas e trocavam-se presentes.

Era costume, também, haver uma inversão de papéis na sociedade. Assim, por exemplo, um mendigo podia ser “coroado rei”, os pobres batiam às portas dos ricos para exigir a melhor comida e bebida, os senhores serviam seus escravos com uma mesa farta.

Portanto, o Natal era considerado como uma época em que os senhores das altas classes sociais podiam “pagar” sua dívida com a sociedade, entretendo os cidadãos menos afortunados.

Foi só no ano 330 que o nascimento de Jesus começou a ser festejado no dia 25 de dezembro, por um decreto imperial de Constantino I. Era o mesmo dia em que se encerrava o festival da Saturnália e também o dia do feriado pagão “Dies Natalis Solis Invictis” (Dia do Nascimento do Sol Invicto).

Assim, na Idade Média, no dia de Natal, os fiéis iam à igreja prestar sua homenagem ao Jesus Menino. E, em seguida, iam celebrar com muita algazarra e bebida o seu tradicional evento festivo.

Mais algumas curiosidades sobre o Natal.

No começo do século 17 é que houve uma mudança na forma como se celebrava o Natal.

Isso aconteceu depois de uma reforma, quando os puritanos governavam e decidiram livrar a Inglaterra da decadência, inclusive cancelando o feriado no dia de Natal. Entretanto, o rei destituído voltou ao trono e, atendendo a pedidos da população, decretou o dia 25 de dezembro de novo como feriado.

Na América do Norte, o Natal começou a ser difundido a partir do século XIX. Com o tempo, os americanos transformaram essa data num dia de paz e alegria que se comemorava em casa, em família e centrado nas crianças.

Um conto de Natal.

O autor inglês Charles Dickens criou o clássico conto “A Christmas Carol” (“Um conto de Natal”), cuja mensagem principal girava em torno da importância da caridade e da boa vontade para com toda a humanidade.

Esse conto natalino retrata a vida de um homem avarento que é assombrado com a presença dos “espíritos do Natal”. Depois disso, ele muda seu modo de agir com as pessoas, e passa então a ter atitudes de bondade e solidariedade com as pessoas.

Em seguida, os americanos começaram a prestar atenção aos costumes dos imigrantes e das igrejas católicas e episcopais para ver como eles festejavam essa data.

Dessa forma, comemorava-se o dia de Natal como um feriado para a confraternização familiar, à qual foram agregados outros costumes. Estes incluíam, por exemplo, a decoração de árvores, o envio de cartões de Natal, a ceia com a mesa farta, além da tradicional troca de presentes e da decoração da casa com guirlandas e velas natalinas.

O presépio surgiu a partir de 1223, quando São Francisco de Assis quis retratar da forma mais fiel possível o nascimento do Jesus menino.

Papai Noel, a alegria das crianças.

As curiosidades históricas contam com uma outra figura que também se estabeleceu como símbolo do Natal: o Papai Noel. Sua origem é controversa. Mas uma das histórias mais difundidas é associada a São Nicolau, de onde vem a origem do nome inglês Santa Claus, originário do holandês Sinterklaas.

São Nicolau era bispo na cidade de Mira, atual Turquia, no século IV, reconhecido pelos cuidados às crianças e por sua generosidade. Ele colocava um saquinho com moedas de ouro nas chaminés das famílias que passavam por dificuldades.

Além disso, São Nicolau costumava sair acompanhado por ajudantes. Perguntava, então, para as crianças sobre o seu comportamento durante o ano, antes de decidir se elas mereciam um presente ou não. E assim, muitos países mantêm a tradição de dar presentes para as crianças no dia de São Nicolau, o dia 6 de dezembro.

A figura atual de Papai Noel foi criada nos Estado Unidos e começou a ser difundida somente no século XIX.

Lembremos sempre do significado do Natal.

O Natal, além dos fatos e curiosidades que foram moldando sua forma atual, se transformou, sem dúvida, numa atividade comercial e econômica que cresceu ao longo dos anos em muitos países. Os presentes, as decorações natalinas, os produtos de época, certamente conferem o clima de alegria e dão o toque dessa festa especial.

Contudo, não podemos deixar de lado a lembrança do significado espiritual do Natal: a vinda de Jesus, que nasceu entre nós e deixou como legado um manual de vida.

Em suas palestras, em suas conversas, durante os poucos anos que aqui ficou, ele deixou um verdadeiro compêndio para balizar nossa maneira de pensar, nossa forma de agir, bem como nosso modo de sentir.

Jesus e os seus emissários, os benfeitores espirituais que nos orientam, estão sempre de prontidão, e assim nos acompanham em todos os momentos.

O Natal, portanto, é para que nós nos lembremos de Jesus, de sua presença, do exemplo de vida que nos deixou. E é também uma forma de render-lhe a justa homenagem e a mais profunda gratidão.

Noemi C. Carvalho

fontes:
Wikipédia
History

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