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Amor nos tempos da pandemia: como cuidar da saúde amorosa

Casal em uma sala olhando pela janela amor pandemia

A quarentena do coronavírus pode afetar os relacionamentos.

Muitos casais não estavam acostumados a passar tanto tempo juntos dentro de casa, por um período tão prolongado e, além disso, sem poder sair para alguma atividade de lazer. E assim, o amor nos tempos da pandemia pode fazer surgir conflitos e abalar relacionamentos que estavam sólidos em épocas normais.

Este é o tema de um artigo publicado pela Universidade Harvard, no qual Joanne Davila – professora de psicologia, diretora associada de treinamento clínico no Departamento de Psicologia e diretora do Centro de Desenvolvimento de Relacionamento da Universidade Stony Brook – dá dicas e orientações para manter a saúde do relacionamentos amorosos.

Leia a seguir.

Como lidar com os relacionamentos passando muito mais tempo em casa com parceiros?

“Os casais que ficaram presos em casa pela quarentena da pandemia estão tendo a rara oportunidade de passar mais tempo juntos, mas também descobrindo a desvantagem de ter demais de algo bom, disse Joanne Davila, especialista em relacionamentos românticos, em um fórum da Universidade Harvard.

Mas não se desespere. Existem maneiras de manter o amor vivo no tempo do coronavírus.

“A pandemia da covid-19 criou um ambiente que mudou e muitas vezes sobrecarregou a dinâmica do relacionamento”, disse Joanne Davila.

Um dos maiores desafios que os casais enfrentam agora é decidir quanta proximidade e quanto distanciamento eles querem. Algumas pessoas podem achar difícil se adaptar a ter seus cônjuges em casa o dia inteiro. E é importante dedicar um tempo para si próprio para ajudar a preservar a sanidade mental e a força do relacionamento.

“Talvez você esteja acostumado a acordar cedo e fazer sua ioga em silêncio. Mas agora seu parceiro está lá, ouvindo as notícias com o som alto ou querendo tomar um café com você”, disse Davila. “Hoje em dia não há um tempo privativo, a menos que você o faça acontecer.”

Como cuidar do seu amor durante a pandemia do coronavírus.

Davila falou quarta-feira (20/05) na última edição de uma série de fóruns sobre a covid-19 e saúde mental patrocinados pela Harvard TH Chan School of Public Health. Ela compartilhou sua pesquisa sobre como alcançar a “competência romântica”, que poderia ajudar as pessoas em seus relacionamentos em meio à pandemia.

Segundo Davila, a competência romântica requer três habilidades: discernimento, entendimento mútuo das necessidades de ambos os parceiros e gerenciamento emocional. Essas habilidades precisam ser usadas ao mesmo tempo porque elas se complementam, mas o mais importante é lembrar que um casal é formado por duas pessoas.

“Antes de tudo, precisamos lembrar que as duas pessoas em um relacionamento têm necessidades”, disse Davila. “Esse é o núcleo, e é tão difícil lembrar disso. Às vezes, quando há desafios, estamos realmente focados em nós mesmos. Ou há momentos em que estamos realmente focados na outra pessoa e perdemos de vista a nós mesmos.

Quando há um entendimento mútuo das necessidades de ambas as partes, é mais fácil se colocar no lugar do outro. Mas ambos devem comunicar suas necessidades de maneira clara, direta e calma, sem fazer suposições ou esperar que o outro leia sua mente. Eles também devem evitar esconder os sentimentos ou culpar o outro e, em vez disso, se concentrar em como os comportamentos estão afetando sua relação.

“Se dissermos a alguém que estamos nos sentindo magoados, essa pessoa vai entender melhor do que se lhe dissermos que estamos com raiva”, disse Davila.

Você pode ler também Aprenda a escutar e acabe com as desavenças

É preciso se esforçar para que o amor vença as dificuldades da pandemia.

Também é importante que os parceiros façam um esforço extra para controlar suas emoções, para que não se crie turbulência em suas vidas amorosas e em seu bem-estar físico e mental.

“Podemos estar nos sentindo mais tensos agora, mais irritadiços, mais ansiosos e com medo ou mais tristes”, disse Davila. “Essas são emoções que serão exaltadas diante de tudo o que estamos lidando e é realmente importante sabermos como lidar com elas.”

O amor durante uma pandemia é difícil. As vítimas de violência doméstica correm maior risco, pois são forçadas a se submeter ao convívio com seus agressores. Segundo relatos, o divórcio e as separações estão em ascensão na China, no Reino Unido e nos Estados Unidos. Mas Davila adverte contra a tomada de decisões precipitadas durante os períodos de turbulência.

Para complementar sua leitura: Paz e respeito nos lares na quarentena: reflexão e prece de Divaldo

“As coisas talvez fiquem piores do que estavam antes, ou podem melhorar quando o estresse diminuir”, disse Davila. “Não queremos tomar decisões impulsivas, mas devemos lançar um olhar ao longo do tempo e das situações para analisar a consistência que existe, se nossas necessidades estão ou não sendo atendidas.”

Um conselho para um relacionamento saudável.

Davila disse que talvez o melhor conselho para um relacionamento saudável seja desistir da ideia de procurar um parceiro perfeito, que atenda a todas as suas necessidades. As pessoas devem se esforçar para ter relacionamentos nos quais cada pessoa atenda às suas necessidades da melhor maneira possível.

“Geralmente, nos Estados Unidos, temos a ideia de que nosso parceiro romântico deve atender a todas as nossas necessidades, e acho que isso não é realista. Os relacionamentos românticos devem atender a algumas necessidades básicas e essenciais, mas essas necessidades podem ser diferentes dependendo de como você está no momento e de que tipo de relacionamento você está tendo.

Você pode se interessar por A busca pela pessoa certa para o romance ideal, de Deepak Chopra.

Todos nós temos necessidades que podem ser atendidas, e talvez até de forma melhor, por amigos, familiares, terapeutas e outras pessoas em nossas vidas que podem realmente nos apoiar de diferentes maneiras.”

por Liz Mineo, da equipe de Harvard

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