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Ansiedade e depressão no isolamento: combatendo o inimigo emocional

mulher sentada e janela olhando para o lado de fora expressando ansiedade e depressão no isolamento

As mudanças causadas pela pandemia do coronavírus.

No rastro insidioso do vírus que se espalha pelo mundo, a sociedade está cada vez mais experimentando o aumento da ansiedade, depressão, medo e pânico, nestes dias de coronavírus que requerem o isolamento social.

Dentre as muitas medidas para barrar o avanço da doença, uma das que mais causam impacto na vida das pessoas é a restrição de circulação para todos que não atuem nas áreas prioritárias para o combate à pandemia.

Ruas vazias, comércio com portas fechadas, o home office se tornando uma prática disseminada, as escolas sem aulas, crianças dentro de casa, fechadas pelas próximas semanas. Temos também aqueles que moram sozinhos, em pequenos espaços.

Como fazer para não deixar o isolamento e todas as condições afetarem emocionalmente as pessoas gerando ansiedade, depressão, medo e pânico?

Para evitar a ansiedade e depressão é importante não deixar a rotina se transformar em monotonia durante o período de isolamento.

O grande perigo é a rotina se transformar em enfado e monotonia. Uma mesmice perigosa pode se surgir quando ficamos largados frente à televisão maratonando os noticiosos ou as infindáveis séries dos serviços de streaming.

É essencial atentar para o autocuidado e para a prática de atitudes diárias que tragam satisfação:

  • mantenha contato com os amigos e familiares através dos instrumentos eletrônicos
  • cuide para que a alimentação seja saudável
  • mantenha-se ocupado, dedique-se a alguma tarefa ou projeto na própria casa
  • obedeça rigorosamente os horários para o trabalho em home office, não extrapolando a jornada

Quando você mantém a mente ocupada com atividades produtivas, evita a sobrecarga de informações sobre a pandemia e suas repercussões. Assim, não se deixa absorver pelas reportagens apelativas ou mensagens duvidosas das redes sociais que geram comportamento obsessivo, sobrecarregando o sistema emocional.

Essa radical mudança nos hábitos e rotinas e a interrupção forçada dos relacionamentos, aliados à perturbação gerada pelo medo, pode causar muitos distúrbios emocionais. É preciso lembrar que cerca de 15% da população brasileira sofre de depressão, conforme informação do Ministério da Saúde. E este contingente pode aumentar, devido à falta de atenção e cuidados ao longo do período de isolamento.

Use a tecnologia para manter os relacionamentos com familiares e amigos.

O isolamento apresenta sérios riscos em gerar estados de ansiedade que podem evoluir para a depressão. Uma forma de amenizar esse quadro é desenvolver uma comunicação virtual sadia com amigos e parentes, principalmente para quem mora sozinho.

Esses encontros virtuais são mais efetivos se as conversas forem por vídeo. Ver o outro é mais próximo do natural e, assim, mais fácil amenizar a impressão de abandono e isolamento. Além dessas “lives” é interessante manter grupos no WhatsApp ou redes sociais para a troca de mensagens positivas. Mas evite conteúdos de procedência duvidosa e as conhecidas fake news.

Esses “encontros” podem ser úteis para a troca de experiências e percepções sobre o isolamento, bem como para partilhar atividades para manter o bom ânimo.

É importante ressaltar que toda a energia que antes era empregada nas relações de trabalho e atividades externas está agora restrita e concentrada. Esse acúmulo pode sair de controle e ser disperso no ambiente doméstico, por isso é muito importante se ocupar em atividades que usem essas energias, afim de não criar conflitos e animosidades.

Ler, praticar meditação, se exercitar, fazer reparos e consertos, entre outras possibilidades, são atividades que ajudam a aliviar as tensões naturais desse clima de “guerra” que traz tanta insegurança e inquietação.

Uma atitude que também pode ajudar é procurar fazer um levantamento e organização das atividades. Ao distribuir tarefas ao longo do tempo, evita-se a obsessão em querer fazer tudo de uma vez.

O medo e o pânico causam mudanças no comportamento.

Ocasiões como a pandemia que estamos vivendo também fazem aparecer inúmeros casos de pessoas que, extremamente preocupadas pela incerteza de serem contaminadas, podem desenvolver hábitos compulsivos como uma extrema aversão pela aproximação de pessoas, ou elaborados rituais para lavar e desinfetar as mãos.

Já observamos, em outras situações, acontecimentos que confirmam a alteração de comportamento de algumas pessoas quando expostas a um ambiente de iminente risco à vida e incertezas sobre como enfrentar a situação. O medo generalizado se dissemina e gera o pânico que contamina grupos de pessoas que, deste modo, passam a reagir de maneira idêntica.

É assim que se criam as condições, por exemplo, para as desenfreadas corridas aos supermercados para fazer estoque de artigos que essas pessoas imaginam vão sumir do mercado em uma eventual escassez. Assim se explica como pessoas equilibradas, ao observarem que seus amigos estão estocando comida e artigos essenciais, mesmo sem ser necessário sentem verdadeira compulsão em fazer o mesmo. Dessa forma é gerada uma real crise de abastecimento.

É muito importante não entrar nessa vibração para combater o medo que se dissemina. Procure sempre se informar através de fontes e veículos de comunicação confiáveis. Sempre verifique as “notícias” e informações que chegam através das redes sociais e aplicativos de mensagens como o WhatsApp.

Hoje é muito fácil conferir essas informações, confirmando sua veracidade através dos inúmeros sites de notícias, bem como através de serviços que checam as fake news.

Use a necessidade de isolamento para recriar seu santuário familiar e pessoal.

Uma certeza que deve ser incutida é que tudo isso vai passar, pois, como nos ensinou Chico Xavier: isso também passará. Por mais que essa situação seja impregnada de elementos que alteram profundamente hábitos, costumes, a convivência e os relacionamentos, essa crise logo terá o seu fim.

A forma como diariamente enfrentamos essa situação depende da capacidade de se adaptar, usando a criatividade para criar novas atividades e novas formas de fazer um cotidiano sem monotonia, tédio e tristeza.

Procure inovar na hora de se alimentar, experimente pratos diferentes, arrume a mesa em nova disposição ou lugar. Marque almoços e jantares virtuais com os amigos e parentes, enfim inove, invente não se acostume com a mesmice. Experimente novas séries, livros, músicas, saia das suas zonas de conforto e arrisque ampliar seu universo de conhecimento e entretenimento.

Lembre-se que você está no lugar que deve ser o seu santuário, onde diariamente você voltava para restabelecer suas forças, descansar e fortalecer seus laços com aqueles que o acompanham nesta jornada.

Aproveite, portanto, esta situação para estabelecer a paz e a harmonia em seu lar, busque fazer um mergulho interior e levar também a paz e a harmonia aos recantos mais profundos e desconhecidos de seu ser, integrando as forças dispersas, transmutando as dores amordaçadas, levando a luz da consciência para iluminar a sua essência.

José Batista de Carvalho

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