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Aprendendo com a flor de lótus

Flor de lótus branca.

Flor de lótus: conheça os símbolos e lendas da flor sagrada.

A flor de lótus é associada à pureza espiritual. Ela é considerada uma flor sagrada e um dos símbolos mais antigos e de significado mais profundo.

Essa planta aquática fundamenta suas raízes em meio ao lodo e à lama de lagoas e lagos, e mesmo assim desabrocha na superfície como uma das mais belas flores que se abrem para a vida e para o encanto dos nossos sentidos.

Nos ensinamentos do budismo e do hinduísmo, ela simboliza o nascimento divino, o crescimento espiritual e a pureza do coração e da mente, a expansão espiritual, pureza, renascimento, iluminação.

A flor de lótus inspira o caminho da purificação e da transcendência em relação a tudo aquilo que é considerado impuro no mundo, pois simboliza a evolução espiritual da humanidade.

Emergindo dos aspectos interiores densos e sombrios a que estamos enraizados, representados pela lama e pelo lodo, nos elevamos acima de nossas sombras e percorremos águas cada vez mais límpidas e claras, até nos depararmos com a luminosidade que nos compele a abrir nosso ser para receber a luz inebriante, calorosa e terna que desfaz a confusão mental da dualidade da existência. Unificamos, então nosso ser, na compreensão de nossa essência divina.

Se você quer conhecer mais sobre a flor de lótus continue lendo e saiba também sobre:

  • O simbolismo ligado às suas pétalas
  • O simbolismo ligado às suas sementes
  • As lendas sobre sua origem

O simbolismo que desabrocha nas pétalas.

À noite, as pétalas da flor se fecham e ela novamente submerge na água. Ao amanhecer, ela se levanta das profundezas escuras e ressurge à superfície, onde abre suas pétalas novamente.

A noite escura antecede o dia com a promessa de um novo despertar após o recolhimento necessário. Da mesma forma podemos inferir que as dores que nos fazem submergir em tristezas profundas trazem o fundamento para o reerguimento à superfície. A luz libertadora está sempre à nossa espera, apenas aguardando que abramos nossos braços para então receber sua lucidez.

As luminosas e imaculadas pétalas da flor de lótus têm o dom de se “auto limpar”, isto é, elas se purificam de todas as impureza próprias do ambiente de onde se originou para florescer límpida e imaculada.

É como o caminho do auto desenvolvimento que a cada um compete e pelo qual cada um é responsável, como busca da luz que é a pureza da elevação espiritual, como resultado da purificação das emoções negativas ou praticando o desapego de antigos hábitos de pensamento.

O simbolismo que se encerra nas sementes.

As sementes da flor de lótus se conservam por milhares de anos, podendo ficar mais de 5 mil anos sem água, somente esperando a condição ideal de umidade para germinar. Elas contêm folhas perfeitamente formadas, que se parecem com uma miniatura da própria flor.

As sementes representam a perfeição inerente que existe dentro de cada ser vivo e simbolizam a eternidade que aguarda o despertar de cada alma em seu momento propício. Todos os seres foram criados a partir do princípio único da perfeição, como legado de seu Criador.

As individualidades que dão forma a cada existência são um amálgama de virtudes e imperfeições a serem integradas no aprimoramento pessoal para a evolução do ser eterno. Este não se preocupa com o tempo e o ritmo, uma vez que dispõe da eternidade para trilhar sua jornada espiritual. Trabalha, assim, silenciosa e pacientemente no aguardo do despertar espiritual.

As lendas e o significado da flor de lótus em várias culturas.

Muitos países da Ásia consideram a flor de lótus sagrada, estando presente na mitologia e nas tradições culturais da Índia, Egito, China e Japão. Nesses países, esta flor é extremamente admirada e representada como um símbolo sagrado em algumas religiões, como o hinduísmo e o budismo.

Na Índia

Na doutrina hinduísta, a flor de lótus representa o crescimento espiritual. Os indianos acreditam que a flor encerra em si o segredo da beleza interior, que é “viver no mundo sem ligar-se com aquilo que o rodeia”.

Os hindus contam uma bela história sobre a origem e o significado da flor de lótus. Segundo a lenda, um dia quatro irmãos – a Terra, o Fogo, o Ar e a Água – se encontraram à beira de um lago. Eles conversaram sobre suas tarefas como elementos divinos, o que haviam construído – e destruído – durante o tempo em que não se viam. Em princípio, estavam todos muito contentes por servirem à criação e poderem dar sua contribuição à vida, trabalhando em belas e úteis formas.

Então se lembraram de como o homem estava sendo ingrato. Construído ele próprio pelo esforço destes irmãos, não dava o devido valor à vida. Os irmãos chegaram a pensar em castigar o homem severamente, deixando de ajudá-lo. Mas, por fim, preferiram pensar em coisas boas e alegres.

Um presente divino

Antes de se despedir, decidiram deixar uma recordação deste encontro. Queriam criar algo que trouxesse em sua essência a contribuição de cada um dos elementos, combinados com harmonia e beleza. Sentados à beira do lago, vendo suas próprias imagens refletidas, resolveram então usar o próprio lago para criar uma planta, que seria seu presente.

A Terra deu o seu melhor para alimentar as raízes, enquanto a Água contribuiu fornecendo a linfa necessária para o crescimento da haste. O Ar ajudou a atrair a brisa para a planta, limpando-a e levando-a para a superfície. O Fogo deu o calor do sol, trazendo-lhe a beleza das cores e o impulso do desabrochar.

Quando enfim terminaram sua obra, puderam se despedir em alegria, deixando sobre o lago a beleza da flor que se abria para o sol nascente. Assim, em vez de punir o ser humano, os quatro irmãos deixaram-lhe uma lembrança da pureza da criação e da perfeição que o homem pode um dia alcançar, mesmo em meios às mais difíceis e obscuras circunstâncias.

No budismo

Também considerada símbolo da evolução espiritual na cultura budista, a história diz que Siddhartha, antes de se tornar Buda, deu sete passos na Terra, e de cada um deles brotou uma flor de lótus.

Neste caso, cada flor significa uma etapa do crescimento espiritual. É por esta razão que, nas religiões asiáticas, as representações das divindades costumam estar sentadas sobre uma flor de lótus.

O nível de abertura das pétalas da flor representa o estágio de evolução espiritual de cada pessoa. Também representa a pureza da mente e do corpo, sendo que o lodo que a acolhe está relacionada ao apego e desejos carnais, enquanto a flor imaculada que desabrocha ao fim do processo em busca de luz é a promessa de pureza e crescimento espiritual.

Na prática de Yoga, a posição de Lótus (Padmásana) é a mais tradicional na meditação, em que a pessoa sentada entrelaça as pernas e pousa as mãos sobre os joelhos, representando as imagens de budas sentados à flor.

Lendas egípcias

A flor de lótus é uma planta sagrada no Egito Antigo, onde é retratada no interior das pirâmides e nos antigos palácios.

Os antigos egípcios tinham vários significados para a flor. O formato de suas pétalas lembra os raios do sol – então se acreditava que Rá – o deus sol – havia nascido de uma flor de lótus.

Outro forte significado é a característica da planta de se fechar à noite, afundar-se e ressurgir novamente, simbolizando a vida após a morte. A flor de lótus também era associada ao feminino sagrado.

Segundo a lenda, a flor está relacionada à criação do mundo e ao umbigo do Deus Vishnu, onde teria nascido uma brilhante flor de lótus e desta teria surgido outra divindade, o Brahma, o criador do cosmo e dos homens.

Ela também simboliza o Deus Ra, o Deus do Sol, e a origem da manifestação ou criação, ou seja, o nascimento e renascimento, pelo fato de suas pétalas se fecharem ao anoitecer, quando a flor se recolhe para dentro d’água novamente, voltando a emergir e abrir pela manhã com os raios do Sol.

Na sabedoria grega

A Grécia também conta uma lenda sobre a flor de lótus. O povo lotófago, que vivia em uma ilha perto do Norte da África, alimentava-se de plantas e flores de lótus que possuíam certas propriedades, fazendo com que quem as consumisse tivesse um sono pacífico, mas capaz de gerar em povos estrangeiros o esquecimento de sua terra e a vontade de ficar.

No poema épico de Homero, conhecido como Odisseia, existe um episódio no qual três homens – dentre eles, Ulisses, o herói da narrativa – são enviados à ilha dos lotófagos para investigar a flor. Depois de comê-la, como habitualmente faziam os nativos, os companheiros de Ulisses esqueceram de voltar ao navio.

Mais tarde, após conseguir resgatar os homens e levá-los de volta, Ulisses teve de amarrá-los ao barco para que eles não fugissem de volta à ilha.

Isso representaria o renascimento, quando a alma fica presa ao corpo físico, sem lembranças de sua vida passada, tendo a possibilidade de começar de novo para corrigir erros e aprimorar sua existência.

Seguindo o exemplo da flor de lótus.

Podemos aprender, com o simbolismo desta encantadora criação divina, que se uma frágil flor é capaz de transformar-se e chegar tão bela e forte à superfície, saindo de um local profundo, sombrio, cheio de impurezas, cada um de nós também:

  • é capaz de superar as adversidades que surgem pelo caminho da vida, não ficando retido a ambientes e experiências melancólicas ou sombrias
  • tem a mesma possibilidade de superar as tendências imperfeitas de sua personalidade, e transformá-las para se integrarem como forças positivas
  • fica sujeito a ciclos naturais, mas quando uma escura noite se demora na vida, devemos ter a certeza de um novo raiar do sol que voltará a se abrir sobre nós
  • traz em si o princípio da perfeita Criação Divina e é o único responsável pelo seu próprio caminho de conhecimento e evolução espiritual

A flor de lótus simboliza a alma que ressurge da lama e se purifica na luz.

Noemi C. Carvalho

texto baseado em informações de Japão em focoDefinição

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