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As dificuldades de perdoar verdadeiramente

perdoar verdadeiramente

Como fazer para perdoar verdadeiramente?

Uma das recomendações que Jesus nos faz é perdoar. Mas isso nem sempre é tarefa fácil, ou mesmo que o façamos, será que, de fato, conseguimos perdoar sincera e verdadeiramente?

E isso se torna ainda mais difícil quando é pessoa de nosso convívio mais estreito e mais íntimo. Porque, como bem retrata Emmanuel¹, “o suco adocicado da confiança se nos azeda no coração.”

A confiança, então, se desfaz. O convívio se torna difícil, as relações ficam tensas, a ponto até mesmo de causar rupturas.

Dessa forma, diz o mentor espiritual, é preciso perguntar a si próprio, usando de toda a sinceridade: “como perdoar, se perdoar não se resume à questão de lábios e sim a problema que afeta os mais íntimos mecanismos do sentimento?”

Os rancores que se perpetuam pelo tempo.

Existe, também, uma outra questão que é apontada por Emmanuel. Certamente as mágoas e rancores se formam por motivos muito diversos, por causa de desacertos variados durante as relações cotidianas.

Entretanto, além disso, “geralmente, as mágoas mais profundas repontam entre os Espíritos vinculados uns aos outros na esteira da convivência.”

São as injúrias e as faltas cometidas que retrocedem no tempo e nas reencarnações. Antigas contendas que, não sublimadas pela dádiva do perdão, podem se estender por anos e até mesmo por séculos, dando origem a intrincados casos de obsessão.

Ou então resultar em mais débitos, quando as partes envolvidas estão reencarnadas, exatamente para superar esses conflitos. Mas não o conseguem, vivendo em constante clima de animosidade.

Todos nós estamos num processo evolutivo.

Em qualquer caso, Emmanuel tem uma recomendação: “Demo-nos pressa em reconhecer que as criaturas em desacerto pertencem a Deus e não a nós, e que também temos erros a corrigir e reajustes em andamento.

Não é justo retê-las em nossos pontos de vista, quando estão, qual nos acontece, sob os desígnios da Divina Sabedoria que mais convém a cada um, nas trilhas do burilamento e do progresso.”

De todo modo, não trazemos a lembrança de fatos ocorridos em existências anteriores. Quem sabe tenhamos sido nós a macular uma relação da qual, talvez, tenhamos recebido auxílio e afeto que não soubemos retribuir.

Portanto, não nos cabe sustentar queixas e rancores contra os outros, uma vez que, no tribunal da vida, “o próprio Deus não lhes sonega Amor e Confiança.”

É preciso confiar-se às amorosas mãos de Deus.

Emmanuel, transmitindo-nos a sua sabedoria para nos auxiliar em nossos caminhos, recomenda que o ideal é sempre nos entregarmos, real e integralmente às amorosas mãos de Deus. E também “entregando os teus adversários como autênticos irmãos teus, tão necessitados do Amparo Divino quanto nós mesmos”.

Em todos os relacionamentos que se estabelecem em nossa vida, é preciso que conservemos a lembrança e a compreensão de que somos todos caminhantes na jornada evolutiva.

Portanto, estamos todos sujeitos a falhas e deslizes, em função de nossas limitações e de nossa incipiente compreensão das amorosas leis divinas, bem como pela dificuldade que sentimos em aplicá-las nas nossas relações cotidianas.

Dessa forma, continua o bondoso Espírito de luz, “penetrarás a verdadeira significação das palavras de Cristo: ‘Pai, perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores’, reconciliando-te com a vida e com a tua própria alma.”

As orientações nos chegam das elevadas esferas espirituais, que mais do que isso não podem fazer por nós. Cada um é responsável por viver a sua própria vida, exercer o seu livre-arbítrio.

Somente assim podemos perdoar verdadeiramente e, então, construir caminhos sólidos para encontrar a paz e a felicidade que almejamos.

Noemi C. Carvalho

1 – Emmanuel, em “Alma e Coração”, psicografado por Chico Xavier

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