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Bondade é antídoto contra a raiva e o ciúme

Monge  sentado numa rocha, meditando sobre a bondade, observando pássaros voando entre as nuvens e um mosteiro na encosta.

As críticas motivadas pela raiva e pelo ciúme tiram a paz de espírito de todos os envolvidos.

Emoções destrutivas, como raiva e ciúmes podem ser combatidas, de acordo com a tradição budista, com o bom uso da mente, pela aplicação da lógica e pela razão, como explica Dalai Lama¹. As ponderações sobre os valores da vida levam ao desenvolvimento de uma das virtudes que neutralizam as más energias: a bondade.

Quando sentimos uma perturbação na nossa paz, temos que identificar o que causou esse desequilíbrio e aprender a reverter esse estado.

Se estamos com raiva, devemos perguntar o porquê, qual situação e qual pessoa despertou esse sentimento.

Quando alguém o critica, se você simplesmente deixa ficar aquela raiva, isso só vai manter você nesse estado de irritação. Mas se você conseguir ficar paciente e calmo, você vai diminuindo a irritação e não fica mais aborrecido.

Raiva e ciúmes perturbam sua paz de espírito, prejudicam a sua saúde e perturbam a energia do ambiente.

Não se prenda às baixas vibrações dos sentimentos negativos.

A raiva e o ciúme são sentimentos que nós é que permitimos que fiquem em nós, portanto, se quisermos, podemos também evitar que isso aconteça.

Quem sente raiva e ciúme é porque não acredita em si próprio e por isso cobiça aquilo que vê como melhor no outro. Mas trabalhando pelo desenvolvimento de suas próprias qualidades, esses sentimentos deixam de existir.

Quem é alvo da raiva e do ciúme de alguém deve entender que, nesta vida, somos todos aprendizes, mas não estamos todos na mesma classe de aprendizado. Tenha essa compreensão das limitações dos outros, não deixe que esses sentimentos prejudiquem a sua paz e a sua vida.

Cultivar a paz interior é um passo prático para ser feliz.

A paz de espírito é importante porque todos queremos ser felizes. Cultivar e preservar essa paz interior não é apenas uma prática religiosa, mas é um passo prático para ser feliz.

Todas as tradições religiosas ensinam o amor e a compaixão porque, como seres humanos, vivemos em sociedade, interagimos com outras pessoas a todo momento e em diversos níveis. Por isso, nosso bem estar depende do bem estar dos membros da comunidade em que vivemos.

Nos dias atuais, a noção de comunidade se estendeu além dos limites geográficos e engloba todos os 7 bilhões de seres humanos que habitam o planeta.

Portanto, quanto mais todos se empenharem em manter a sua paz interior, em manter atitudes de paz com as pessoas  próximas, mais o mundo vai se beneficiar de uma paz que aspira a ser global.

As tradições religiosas nos recomendam ter um coração amoroso, embora adotem abordagens filosóficas diferentes para esse objetivo. Não é necessário ser religioso para cultivar e manter a paz de espírito. O importante é aprender a lidar com as emoções perturbadoras.

Enquanto nos deixamos enganar pela mente, não alcançamos a bondade e a felicidade.

Muitas pessoas consideram que ter um alto status é ter felicidade. Esse status pode ser financeiro, material, uma posição de destaque no trabalho ou no grupo de amigos.

Mas a verdadeira felicidade vem quando praticamos a bondade absoluta. É necessário transformar a mente, empregando sabedoria e análise para alcançar a bondade absoluta.

A transformação da mente não ocorre em pouco tempo, mas se você continuar com seu esforço, alcançará o objetivo. O que quer que você leia ou ouça, para que o conceito ganhe convicção, deve ser repetidamente lembrado, deve ser continuamente motivo de reflexão.

Portanto, pratique a meditação, mas também pratique a experiência do que você entendeu; coloque em prática o aprendizado, para que as ações conduzam à transformação da sua mente.

A bondade é uma virtude.

A bondade é a disposição permanente de uma pessoa em fazer o bem, em viver de acordo com padrões éticos e morais elevados.

Quando uma pessoa é bondosa ela se importa com o bem-estar dos outros. Mostrar bondade é mais do que ter boas maneiras ou ser educado.

As pessoas bondosas não são rudes, críticas, falsas, nem sarcásticas, não prejudicam ninguém. Elas são compassivas, sabem compreender e perdoar aos outros.

A verdadeira bondade vem de um sentimento profundo de amor e de compreensão pelos outros, é mostrada pelas ações e pelas palavras, sempre positivas e justas, quando fazemos boas ações sem a expectativa de ganhos pessoais.

A bondade é contagiosa. As pessoas que receberam o bem ou viram uma boa atitude acontecendo têm a tendência em estender essa ação, que assim vai se multiplicando exponencialmente.

Vamos espalhar a bondade pelo mundo!

Noemi C. Carvalho

1 – Texto baseado em palestra de ensinamentos proferida por Dalai Lama em 03.10.19, em Dharamsala, Índia.

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