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Chico Xavier e o homem do cemitério

Chico às vezes visitava os campos santos.

Chico Xavier, em sua abençoada jornada terrestre, espalhou o perfume da humildade entre nós. Era um “Cisco Xavier”, como gostava de brincar. Atendia a todos sem preferência ou ocasião e gostava muito de trocar histórias – os seus causos – com aqueles que o visitavam. Como o caso do homem do cemitério, que Chico Xavier certa vez contou.

Desses encontros e conversas, muitos tiveram a oportunidade de recolher histórias que foram parar em livros ou percorreram palestras em inúmeras casas espíritas, difundindo o conhecimento e o exemplo de um servo de Jesus em nossos dias.

Chico contou que quando se sentia bem, quando a saúde permitia, vez ou outra ia ao cemitério. Ele visitava os túmulos dos amigos, conversava com os espíritos, observava os enterros.

Ele sempre lidou respeitosamente com o momento da desencarnação de amigos e de pessoas queridas, acompanhando os sepultamentos.

Fora esses momentos, Chico revelou que também costumava ir aos campos santos como uma forma de se recolher, de meditar, buscar momentos de reflexão.

O cemitério é um “grande hospital” de espíritos.

Em determinada ocasião, Chico Xavier revelou que o cemitério é um “grande hospital”, onde é possível encontrar um grande número de espíritos que ainda não conseguiram se libertar da matéria após o desencarne.

Ele relatou que muitos espíritos permanecem junto ao corpo durante anos, deitados junto ao que um dia foi o corpo, presos, totalmente imobilizados. Muitos não possuem nenhum tipo de reação, porque se deixam levar pela crença geral de que a morte é o fim da vida, o fim de tudo: “do pó viestes, ao pó voltarás…”

Outros tantos lá ficam, presos aos seus esgarçados despojos, porque não possuem o merecimento de serem socorridos.

Ambos os grupos jazem na profundeza de seus suplícios, presos na insanidade que os mantém cativos de suas histórias de desajustes, de ignorância e contravenções.

Com relação a estes espíritos que ficam presos ao esquecimento de si mesmos, Chico nos mostra como tudo é perfeito. Como Deus, em sua infinita sabedoria, age.

Certa tarde, em uma de suas visitas ao cemitério, Chico viu ao lado de uma cova o espírito de um senhor muito alto. Ele era bem forte, usava um chapéu, roupas escuras e trajava um sobretudo bem longo.

Curioso com aquele espírito, Chico se aproxima dele e percebe que o espírito foi capaz de identificar que Chico o via. Sim, pois nem todo espírito consegue perceber que um encarnado, ou algum espírito de uma outra esfera, consegue vê-lo. Mas aquele espírito conseguia.

Chico Xavier conversa com o homem do cemitério.

Chico se aproximou, observou melhor aquele irmão, imaginando ser um coveiro que tivesse trabalhado no cemitério. E então começou a conversa, perguntando:

–  O que o senhor faz aqui no cemitério, meu amigo?

– Eu trabalho aqui, respondeu o espírito.

Ao se aproximar mais, Chico sente um cheiro de álcool, cheiro de cachaça, e estava muito forte.

Chico então pergunta:

– O que o irmão faz? Cuida das covas, dos túmulos?

O nosso amigo olha para Chico e, em tom lamentoso, responde:

– Não. Quando alguém, depois de muitos anos, não quer deixar o túmulo e continua agarrado às suas vísceras, ao cadáver pútrido, não quer sair de jeito nenhum e já passou do tempo dele ficar na cova, meu trabalho é descer lá dentro e tirá-lo de lá. É por isso que eu bebo tanto, porque se não beber não aguento o cheiro.

Portanto, o trabalho daquele homem que Chico Xavier viu no cemitério, daquele espírito trabalhador, era resgatar aqueles que ficam aprisionados nas malhas cadavéricas de suas faltas do passado, auxiliando-os e libertando-os.

Alguns espíritos passam por um tratamento de hibernação.

Muitos acham estranho esse fato. Encontramos tantos que ainda conservam ideias muito mágicas e sobrenaturais do plano espiritual, como se tudo fosse luz e paz.

Mas, como está descrito nos princípios básicos da obra codificadora da Doutrina Espírita, vivemos aqui na Terra uma “cópia” do plano espiritual. Então, precisamos entender que como na Terra existem diversos lugares bem e mal frequentados, também no plano espiritual as camadas são muitas.

Ao ler os livros da série “Nosso Lar”, de André Luiz, observamos muitos relatos de espíritos que estão deitados em pavilhões hibernando durante muito anos. Alguns até mesmo por séculos. Existe, por exemplo, uma descrição bem detalhada dessa situação no livro “Os Mensageiros”.

Mas este tipo de hibernação a que estes espíritos são submetidos é diferente da catalepsia patológica que os espíritos que estão aguilhoados a seus despojos sofrem.

As colônias espirituais acolhem os espíritos, que lá passam por tratamento. Mas vale lembrar que não existe apenas “Nosso Lar”, cada região tem uma colônia que lhe corresponde. O tratamento, geralmente, consiste em passes eletromagnéticos, irradiações espirituais, entre outros mais específicos.

Esse tipo de tratamento, isto é, submeter o espírito a longos períodos de hibernação, serve fundamentalmente para criar condições para que os conteúdos mentais e emocionais possivelmente danosos possam ser arrefecidos. E assim, evitam-se maiores perturbações em futuras encarnações.

O sonho da morte pode se tornar um pesadelo.

Outro aspecto que pode criar a necessidade de um período maior de hibernação, são as crenças de que a vida é finita, que a morte é o fim de tudo. Até esse conteúdo mental não se exaurir, o espírito prossegue em seu sonho.

Como relatado por grandes espíritos, em diversos livros psicografados por renomados médiuns*, o astral inferior é dominado por inteligências poderosas, mas convertidas ao mal. Eles vampirizam hordas de espíritos dementados para extrair-lhes as energias densas necessárias para intentarem os seu propósitos malignos.

Os pobres ignorantes que estão presos por seus débitos contra a lei divina são arregimentados, hipnotizados e transformados em seres que perambulam pelos cemitérios e encruzilhadas das cidades, como robôs que executam as nefastas ordens desses senhores das trevas.

Essa é mais uma daquelas histórias, simples como o pequeno homem simples que a contou. Aquele Chico querido que nos revelou o outro lado, as suas estruturas e segredos, e pregou o amor a todos indistintamente, sem favorecimentos ou privilégios.

José Batista de Carvalho

Referências

História baseada em uma palestra do médium e psicógrafo Carlos Baccelli

*Chico Xavier, Divaldo Franco, Yvone Pereira, Raul Teixeira , Carlos Baccelli

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