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Como cultivar as flores do coração

Um belo jardim e um coração sem flores.

Ramiro Gama conta vários episódios da vida do Dr. Bezerra de Menezes, e um deles fala sobre as flores do coração. O abençoado Médico dos Pobres se dedicou, na Terra, a ajudar e a servir todos aqueles que dele necessitassem. E continua, de sua morada espiritual, ofertando recomendações e caminhos a todos que buscam o seu amparo e proteção, servindo, incansável, aos trabalhos do Cristo.

Gama relembra certa vez que passava em frente a uma casa. “O belo jardim, repleto de lindas e variadas flores, circundava-a, encantando-nos a vista e convidando-nos à contemplação repousante e aos bons pensamentos.

Um pobre esfarrapado e doente batia palmas. Desejava algo de seus moradores.

E, enquanto meditávamos no que víamos, banhando-nos na poesia daquelas flores tão vivas, tão belas e tão diversas, fomos despertado pelo barulho da porta que se abrira para deixar aparecer uma senhora, que assim despachara o pedinte e necessitado:

– Hoje, nada temos… Deus lhe favoreça

O mendigo, cabisbaixo, revelando sofrimento físico e moral, seguiu, então, o seu caminho e Deus sabe o que lhe ia de amargores na alma…”

Em seguida, Gama relata que foi tolhido da suave contemplação pela surpresa ante a atitude inesperada. Uma residência tão bem cuidada, com o jardim que se diria um retrato da alma boa e caridosa de seus moradores, mas que se mostrava o oposto.

Diante desse triste quadro, vêm à mente de Gama palavras de Joaquim Murtinho, no livro “Falando à Terra”, psicografado por Chico Xavier:

— “Por que não multiplicar, em torno de nós, os gestos de gentileza e de solidariedade, que simbolizam as flores do coração?”

“Tantos lares, por aí, tendo à frente jardins magnificentes, enquanto seus proprietários ou moradores vivem sem flores nos corações!”, arremata Ramiro Gama.

As mais lindas flores são as que cultivamos no coração.

Em outra ocasião, Gama comentava com um conhecido o fato que presenciara. Este, ouvindo a história, lembra de um fato que ele então conta ao amigo sobre “uma casinha humilde, de fachada simpática, tendo à frente um jardim sempre florido, bem tratado. Conservava o reflexo da alma de seu antigo morador.

Lembro-me de haver passado, por ali, vez por outra, anos atrás, e visto um velhinho bondoso e modesto, toda manhã, vestindo roupa pobre e usada, sorridente e delicado, tratando, com carinho, das flores, afagando-as, admirando-as, traduzindo-lhes o simbolismo.

Alguém o procura:

— Desejava falar ao Sr…

— Entre, sou eu mesmo.

— O senhor?!

— Sim. Será que a roupa de jardineiro mudou-me a fisionomia?

— É que fazia de sua pessoa outra ideia. E agora verifico que é uma verdade o que dizem por aí: o senhor é mesmo modesto e bom. Tem flores no coração!

E o visitante entrou. Entrava na casa de Bezerra de Menezes. E saiu, em seguida, com o seu problema solucionado e também contagiado de alegria cristã, de bom ânimo, de algo diferente que preenchia sua alma com uma paz celestial.”

O grandioso coração do Dr. Bezerra.

Dr. Bezerra, o abnegado benfeitor, sem dúvida tinha belas flores no coração, expressadas em gestos de gentileza e de solidariedade, de respeito e de compreensão, de amor sincero pelo seu próximo.

Como retrata Gama, “sorrindo, animava. Olhando, afagava. Abraçando, curava. Falando, esclarecia e confortava. Orando, produzia milagres.

Sabia ser solidário, afável, bondoso, humilde, tolerante, abnegado, crente sincero e auxiliar seu irmão na hora necessária.

Sabia renunciar às glórias do mundo, ser simples de coração, encontrar Jesus nos irmãos de toda parte, motivo por que Jesus, o tomou como companheiro para todo o sempre.

Bezerra de Menezes deixou entre nós, o perfume das flores de seu coração grandioso. E no dizer de Joaquim Murtinho, um recurso medicamentosos dos mais eficientes para a saúde verdadeira, em essência, é a harmonia de vibrações, expressando as flores do coração.”

Nós também podemos cultivar as flores do coração.

O Dr. Bezerra de Menezes era um jardineiro que plantava amorosas sementes na terra e também na alma das pessoas aflitas que o procuravam.

Muitas vezes, quando alguém se aproxima pedindo algum tipo de auxílio surge uma dúvida: será que aquela pessoa está pedindo ajuda para se alimentar ou para alimentar um vício? Ela está sem trabalho ou sem vontade de trabalhar?

Jesus disse: “Não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo.” (João 12:47)

Nós podemos dizer: “Não vim para julgar, mas para servir.”

Deixemos, portanto, o julgamento a Deus – e à consciência de cada um, que um dia vai se dar conta dos desvios do caminho aos quais se lançou. Vamos fazer a nossa parte, para servir a Deus e a Jesus, percorrendo o nosso caminho conforme os caridosos e excelsos ensinamentos que o Mestre nos legou.

Sigamos o mandamento maior de amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a nós mesmos, mantendo a consciência de que somos todos espíritos imperfeitos, e em pontos diferente da jornada espiritual. E além disso, lembrando que podemos também enfrentar dificuldades inesperadas, façamos aos outros o que gostaríamos que fizessem por nós.

Assim, estaremos cuidando de nosso jardim interior, cultivando as flores de nosso próprio coração.

Noemi C. Carvalho

Do livro “Lindos Casos de Bezerra de Menezes” – Ramiro Gama

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