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Como distinguir os bons dos maus espíritos

distinguir os bons dos maus espíritos

A reunião na humilde casa para doar e para receber o bem.

Naquela humilde casa no interior do Brasil onde funciona um Centro Espírita, observamos as pessoas chegando para os trabalhos da noite. Notamos um certo burburinho, com as pessoas falando sobre a controvérsia que ocorreu no último trabalho: como é possível distinguir os bons dos maus espíritos?

Na sala banhada pela escuridão da noite duas grandes mesas acomodam várias pessoas mergulhadas em orações e meditações, à espera do momento das orientações e bênçãos.

Em cada coração ali presente uma expectativa, uma vontade, inúmeros pedidos e necessidades sem fim.

Para muitos, está difícil dar os passos necessários para viver. São tantos tormentos e dificuldades, medos e desconfianças que a possibilidade de receber do alto um alento, uma palavra de incentivo, uma orientação para melhor entender os caminhos que se emaranharam torna-se, de fato, essencial.

Semanalmente esse salão recebe várias pessoas. Alguns participam regularmente das reuniões como trabalhadores na causa espírita. Eles doam as suas energias e os seus corpos para que o plano espiritual possa, assim, trazer o auxílio seja na forma de passes, água fluidificada ou através das orações e palestras que aplacam os sofrimentos e oferecem esclarecimentos e lições para o bem de todos.

Mãos em prece, pensamentos voltados ao alto, uma voz serena carinhosamente pede para que todos respirem suave e profundamente. E também de forma calma é solicitado que expirem o ar dos pulmões, deixando que junto ao ar sejam expelidas as dores, os temores e todo o sofrimento que diariamente se abate sobre todos, para que, dessa forma, possam se asserenar corações e mentes.

Começam os abençoados trabalhos daquela noite.

Na cabeceira de uma das mesas notamos que o dirigente da casa se levanta. Em seguida, com a voz denotando emoção, solicita a todos para manterem os pensamentos elevados e acompanharem a oração de abertura dos trabalhos. E então, dá início aos abençoados trabalhos:

– Sentimos as puras vibrações que o plano espiritual esparge em nosso recinto, como sempre nos abençoando com o doce perfume da Mãe Santíssima que nos prepara o coração para que possamos falar de Jesus.

– Estamos todos rodeados por flores espirituais que doam os seus fluidos e o seu perfume em nosso benefício. E nos possibilitam resgatar os nossos melhores sentidos para que possamos curar as nossas emoções e todas as feridas que o mundo nos faz sofrer.

– Elevemos, então, o pensamento. E vamos permitir que as bênçãos de Jesus penetrem em nosso ser e assim, com o coração asserenado e a mente calma, possamos orar plenamente.

A rogativa dirigida ao Mestre Nazareno.

Em seguida, começa a rogativa dirigida ao Mestre Nazareno:

– Mestre, amado Jesus, sentimos nesta humilde sala a paz, a tua paz, a paz que o teu amor nos deu e que nada no mundo vai nos tirar, pois só a tua paz é capaz de afastar as perturbações e as aflições.

– Jesus, como cuidadoso professor nos ensinaste que a oração é o alimento que nossas almas necessita. E aqui estamos, em busca desse pão espiritual que nos torna fortes para que, nos embates do mundo, possamos nos manter dentro do teu mandamento, amando a todos assim como nos queremos bem. E assim amarmos a Deus de todo o nosso coração, de toda a nossa alma e de todo o nosso entendimento.

– Caminhando pelas terras de Jerusalém ensinaste aos teus discípulos a bênção da oração. E deixaste para eles a tua oração, que percorreu os tempos e chegou até nós hoje, comprovando a força e a sabedoria das palavras que teus lábios expressaram. Então pedimos agora, humildemente, a tua permissão e auxílio para orar.

Pai Nosso que estás nos Céus,
Santificado seja o Teu Nome,
Venha a nós o Teu Reino,
Seja feita a Tua vontade
Assim na Terra como no Céu.

O pão nosso de cada dia dá-nos hoje,
perdoa as nossas dívidas
Assim como nós perdoamos os nossos devedores,
E não nos deixes cair em tentações,
Mas livra-nos, Senhor, de todo mal.

Que assim seja.

O ambiente de elevação espiritual nos aproxima de Jesus e de seus emissários.

O silêncio se manifestou de forma profunda após a oração do Pai Nosso. As palavras desta prece têm o poder de nos aproximar do amoroso Mestre e de nos beneficiar da sua aura de energia Divina que acalenta e cura, que guia e que transforma.

O venerando dirigente agradece pela elevação espiritual e por todos estarem sintonizados nas mais elevadas vibrações. Isso possibilita a presença de inúmeros benfeitores espirituais que irão se comunicar, trazendo esclarecimentos sobre a Doutrina Espírita.

Em seguida, uma médium sentada no meio da mesa solicita permissão para falar.

O dirigente dos trabalhos informa, então, que um espírito de elevada posição no Plano Espiritual irá falar através da médium.

“Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”
(Mateus, 18:20)

– A todos aqui reunidos em nome de Jesus trago as bênçãos do alto. E humildemente irei relembrar a vocês que todos os ensinamentos e orientações para a boa prática do Espiritismo nós encontramos nas obras da Codificação Espírita, organizadas e trazidas ao mundo pelas mãos de Allan Kardec.

– Perdoem-me, não quero interferir ou ditar regras. Mas apenas lembrar que nas páginas da codificação não encontramos nenhuma linha, nenhuma frase, nenhum conceito que dê margem a dúvidas ou interpretações diferentes que os espíritos que dirigem a Terra, os verdadeiros autores dessas iluminadas obras, imprimiram nas sábias páginas da Codificação Kardequiana.

– Sei que algumas diferenças de opinião acerca da identidade de alguns espíritos que regularmente vêm a esta casa ainda permanecem candentes entre alguns.

– Como um barco onde cada um rema para um lado não sairá do lugar, devemos cuidar de alinhar os objetivos para que, todos juntos, caminhem na direção da renovação íntima, com base nos preceitos de Cristo.

A orientação para saber distinguir os bons dos maus espíritos.

– Sendo assim, recorramos a “O Livro dos Médiuns”, no capítulo 24 onde destacamos os itens 10 e 11. Acredito que irão trazer esclarecimentos para que se possa, de forma objetiva e direta, entendermos a diferença entre os bons e os maus Espíritos – continua o benfeitor espiritual.

“10- Os bons Espíritos nunca ordenam; não se impõem, aconselham e, se não são escutados, retiram-se. Os maus são imperiosos; dão ordens, querem ser obedecidos e não se afastam, haja o que houver. Todo Espírito que impõe trai a sua inferioridade. São exclusivistas e absolutos em suas opiniões; pretendem ter o privilégio da verdade. Exigem crença cega e jamais apelam para a razão, por saberem que a razão os desmascararia.”

“11- Os bons Espíritos não lisonjeiam; aprovam o bem que é feito, mas sempre com reserva. Os maus prodigalizam exagerados elogios, estimulam o orgulho e a vaidade, mesmo pregando a humildade, e procuram exaltar a importância pessoal daqueles a quem desejam captar”.

– Antes de me despedir, reforço a necessidade do conhecimento e do entendimento da codificação Kardequiana. Lá encontramos um verdadeiro manual, não só de Espiritismo, mas um guia para a vida e para o viver. Contudo, não basta ler. É preciso estudar e meditar sobre esses ensinamentos.

– Que Deus os abençoe. E que todos vocês possam sempre estar no caminho de luz aberto pelo Mestre Jesus.

“Deixo a paz a vocês; a minha paz dou a vocês.”

O dirigente agradece, então, as orientações passadas pelo iluminado emissário da Espiritualidade e reforça a necessidade do contínuo estudo dos livros de Allan Kardec. Pois assim, com o perfeito entendimento das leis do mundo espiritual, a humanidade como um todo viverá na verdadeira Paz.

“Deixo a paz a vocês; a minha paz dou a vocês. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo.” (João, 14:27)

“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos.” (Mateus, 22:34 a 40)

José Batista de Carvalho

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