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Como o coronavírus nos afeta emocionalmente

5 Pessoas usando máscaras cirúrgicas sentada lado a lado mostrando como o coronavírus nos afeta emocionalmente

Como nunca antes visto, o mundo está parando. As pessoas não vão sair de casa, o empregado sabe que o patrão não vai estar lá, nem o padeiro os pães fará, e até mesmo os sinos não irão badalar, pois não haverá fieis para rezar. (¹) E esse quadro suscitado pelo avanço do coronavírus nos afeta emocionalmente.

Observamos as autoridades explicando todos os detalhes sobre a pandemia do coronavírus, os efeitos, as precauções, medidas de segurança e formas de tratamento. Porém, pouco é falado sobre os efeitos emocionais de toda essa situação.

À parte a preocupação natural de ser infectado pelo agressivo vírus, outras questões como o isolamento por conta de confinamento, quarentena e proibições de deslocamento certamente provocam desequilíbrios emocionais que trazem perturbações.

É preciso também ter em mente que as  milhares de pessoas que já sofrem de transtornos psicoemocionais como ansiedade e depressão, entre outros, poderão ter complicações adicionais em função das ocorrências acerca da pandemia.

Além de toda a preparação operacional e logística para o enfrentamento clínico das pessoas atingidas pela doença, é necessário que também sejam previstas formas de criar estratégias para o atendimento e apoio para essas pessoas.

Nunca o ser humano enfrentou uma situação como esta. Por isso é preciso muito empenho nos esforços de combate à expansão do vírus bem como das suas sequelas sociais. Entre estas podemos citar, por exemplo, as preocupações exageradas, o medo que se alastra e se transforma em pânico, procedimentos irracionais e comportamentos que geram tumulto.

Antes de mais nada, é preciso que todas as nossas ações e comportamentos caminhem no sentido de fortalecer nossas relações, sejam elas familiares ou nos círculos de amizade, para que dessa união encontremos uma força maior e, no silêncio de nossas mentes, possamos mentalizar que a energia dessa corrente amenizará os sofrimentos.

Como o coronavírus nos afeta emocionalmente nestes tempos de crise.

O coronavírus nos afeta emocionalmente de várias formas.

Aquelas pessoas que devem ficar em quarentena podem ser afetadas emocionalmente, dependendo do período de isolamento. Segundo um estudo feito no King’s College London pelas doutoras Samanta Brooks e Rebecca Webster, a partir do 10º dia já aparecem os primeiros sinais, e após 15 dias de confinamento existe um sério agravamento.

Os problemas que podem surgir devido ao confinamento são: ansiedade, aflição e agonia. Temos também a possibilidade da ocorrência da monotonia que leva ao tédio e à frustração, podendo causar tristeza e estado de melancolia.

Além da questão dos distúrbios gerados pelo isolamento, a consequência mais evidente nestas situações é o medo de ser infectado. Principalmente no caso que estamos vivendo, a ampla e nada tranquilizadora transmissão de notícias sobre a evolução da pandemia em outros países, aliada à incerteza sobre o tempo em que se prolongará a crise, tende a criar temores muitas vezes infundados.

Mesmo com uma grande difusão de orientações confiáveis sobre formas de prevenção, as notícias falsas e os boatos chegam a causar histeria. Aumentam, assim, a sensação de medo e insegurança, além das infundadas e irracionais preocupações que engendram imaginários perigos e ameaças.

A ação insidiosa do medo e da desconfiança proliferam junto com o vírus.

Outra questão que causa muitos problemas e até mesmo conflitos generalizados é a sensação que faltarão bens e alimentos essências à sobrevivência.

Como estamos dizendo que a emoção do medo é uma das que estão sempre à flor da pele nestes momentos, ela pode compelir as pessoas a agirem impulsivamente no sentido de comprarem um grande volume de tudo aquilo que elas acreditam que poderá faltar.

Com o transcorrer da crise é comum observar o crescimento de uma grande desconfiança nas instituições que comando os esforços do combate à doença.

Neste ponto não escapa ninguém: políticos, autoridades médicas, cientistas. Temos a circulação de inúmeros boatos, teorias conspiratórias, enfim, a descrença popular começa também a fazer parte do problema.

Precisamos cuidar da higiene física, mental e emocional.

De todos os perigos até aqui listados, o maior de todos é o pensamento negativo.

A descrença e o medo generalizado começam a tomar conta das atenções e estas questões ganham terreno nas mentes das pessoas. Elas corroem lenta e paulatinamente a confiança e a esperança.

As catástrofes começam a ser construídas através de pensamentos que antecipam as consequências negativas.

O medo de ser infectado, a saúde que pode ficar complicada para o resto da vida, a morte de algum ente querido, a crise que afetará a economia, o emprego que não mais existirá, enfim neste cenário apenas o pior sobrevive.

E tudo o que acalentamos em pensamentos e embalamos com as emoções irão engendrar as crenças que ativarão as energias necessárias para materializar o que foi idealizado.

Sendo assim, é preciso afastar toda a negatividade que quer se apoderar de nossa mente. Porque essa negatividade pode gerar todas as complicações que são encenadas na mente.

Lavar as mãos é fundamental, e higienizar a mente também. E manter a calma pois você sabe que em paz conseguimos escolher melhor, exercendo com mais qualidade o livre-arbítrio.

José Batista de Carvalho

(¹) Inspirado na música de Raul Seixas – “O dia em que a Terra parou

Leia mais dicas e informações sobre alimentação, trabalho remoto, medidas de proteção e outros assuntos no Painel da pandemia: o que você precisa saber

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