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Como o plano espiritual classifica os mundos

imagem de uma galaxia plano espiritual classifica os mundos

“Há muitas moradas na casa de meu Pai”: as diferentes categorias de mundos habitados.

No livro ‘O Evangelho Segundo o Espiritismo’, lemos que “a casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no Espaço infinito e oferecem, aos Espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos Espíritos.” Portanto, vemos que o plano espiritual classifica os mundos de acordo com as populações que os habitam.

Os mundos não são todos iguais e se diferenciam de acordo com o adiantamento ou inferioridade de seus habitantes. Desta forma, ensinam os Espíritos, “nos mundos inferiores a existência é toda material, reinam soberanas as paixões, sendo quase nula a vida moral.

À medida que esta se desenvolve, diminui a influência da matéria, de tal maneira que, nos mundos mais adiantados, a vida é, por assim dizer, toda espiritual.”

Como o plano espiritual classifica os mundos, de acordo com os seus habitantes.

De modo geral, os diversos mundos são divididos da seguinte forma:

  • primitivos: destinados às primeiras encarnações da alma humana;
  • de expiação e provas: onde domina o mal;
  • de regeneração: nos quais as almas que ainda têm o que expiar haurem novas forças, repousando das fadigas da luta;
  • ditosos: onde o bem sobrepuja o mal;
  • celestes ou divinos: habitações de Espíritos depurados, onde exclusivamente reina o bem.

A Terra, nossa morada atual, pertence à categoria dos mundos de expiação e provas, e por isso ainda encontramos por aqui tantos sofrimentos e misérias. Mas em todos os estágios, existe a possibilidade de progresso, o que significa que, à medida que se alcançam novos graus de adiantamento, surge a possibilidade de passar para mundos mais venturosos.

As oportunidades são iguais para todos e a duração da jornada em cada estágio depende apenas do livre-arbítrio de cada um. Durante as várias reencarnações temos a possibilidade de trabalhar nosso aprimoramento pessoal, aproveitando as oportunidades que se apresentam para transformar padrões de pensamento e conduta de modo a centrá-los no bem.

As principais características dos habitantes de mundos atrasados.

De acordo com as descrições feitas pelos diversos Espíritos que contribuíram na realização da obra de esclarecimento de Allan Kardec, o plano espiritual classifica os mundos de acordo com seu estágio evolutivo. Este é determinado, sobretudo, de acordo com as principais características de conduta das populações que os habitam.

Assim, eles esclarecem que, “nos mundos mais atrasados, são de certo modo rudimentares os seres que os habitam. Revestem a forma humana, mas sem nenhuma beleza. Seus instintos não têm a abrandá-los qualquer sentimento de delicadeza ou de benevolência, nem as noções do justo e do injusto.

A força bruta é, entre eles, a única lei. Carentes de indústrias e de invenções, passam a vida na conquista de alimentos.” Entretanto, como crianças que estão crescendo e aprendendo, todos têm a sua oportunidade e seu tempo para evoluir para mundos mais venturosos.

Como é a vida nos mundos superiores.

Por outro lado, explicam os Espíritos, “nos mundos que chegaram a um grau superior, (…) a forma corpórea é sempre a humana, mas embelezada, aperfeiçoada e, sobretudo, purificada. O corpo nada tem da materialidade terrestre e não está, conseguintemente, sujeito às necessidades, nem às doenças ou deteriorações que a predominância da matéria provoca.

A leveza específica do corpo permite locomoção rápida e fácil: em vez de se arrastar penosamente pelo solo, desliza, a bem dizer, pela superfície, ou plana na atmosfera, sem qualquer outro esforço além do da vontade.

Nesses mundos venturosos, as relações, sempre amistosas entre os povos, jamais são perturbadas pela ambição, da parte de qualquer deles, de escravizar o seu vizinho, nem pela guerra que daí decorre.”

Libertos das necessidades do ego de sobrepujar os outros, “o homem não procura elevar-se acima do homem, mas acima de si mesmo, aperfeiçoando-se. Seu objetivo é galgar à categoria dos Espíritos puros, não lhe constituindo um tormento esse desejo, porém, uma ambição nobre, que o induz a estudar com ardor para igualar-se a eles.”

A descrição fornecida pelo plano espiritual referente à forma como classifica os mundos prossegue. Nos mundos superiores não se encontram o ódio, os ciúmes, a inveja. As relações são baseadas no amor e fraternidade, e os mais fortes ajudam os mais fracos, mas ninguém sofre por lhe faltar o necessário. “Numa palavra: o mal, nesses mundos, não existe.”

A Terra é o mundos dos contrastes.

A Terra, segundo as instruções dos Espíritos, é o mundo dos contrastes, onde as comparações trazem o entendimento: “precisais do mal para sentirdes o bem; da noite, para admirardes a luz; da doença, para apreciardes a saúde.”

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Nas habitações superiores, esses contrastes não são necessários, pois “a eterna luz, a eterna beleza e a eterna serenidade da alma proporcionam uma alegria eterna, livre de ser perturbada pelas angústias da vida material, ou pelo contato dos maus, que lá não têm acesso.

Isso o que o espírito humano maior dificuldade encontra para compreender. Ele foi bastante engenhoso para pintar os tormentos do inferno, mas nunca pôde imaginar as alegrias do céu. Por quê? Porque, sendo inferior, só há experimentado dores e misérias, jamais entreviu as claridades celestes; não pode, pois, falar do que não conhece.

À medida, porém, que se eleva e depura, o horizonte se lhe dilata e ele compreende o bem que está diante de si, como compreendeu o mal que lhe está atrás.”

Santo Agostinho explica a progressão dos mundos.

Para melhor entendermos como acontece a evolução verificada através da evolução do ser humano e o consequente progresso nos mundos habitados, podemos buscar o esclarecimento nas palavras de Santo Agostinho: “O progresso é Lei da Natureza. A essa lei todos os seres da Criação, animados e inanimados, foram submetidos pela bondade de Deus, que quer que tudo se engrandeça e prospere.

A própria destruição, que aos homens parece o termo final de todas as coisas, é apenas um meio de se chegar, pela transformação, a um estado mais perfeito, visto que tudo morre para renascer e nada sofre o aniquilamento. Ao mesmo tempo que todos os seres vivos progridem moralmente, progridem materialmente os mundos em que eles habitam.

Quem pudesse acompanhar um mundo em suas diferentes fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos destinados a constituí-lo, vê-lo-ia a percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas de degraus imperceptíveis para cada geração, e a oferecer aos seus habitantes uma morada cada vez mais agradável, à medida que eles próprios avançam na senda do progresso.

Marcham assim, paralelamente, o progresso do homem, o dos animais, seus auxiliares, o dos vegetais e o da habitação, porquanto nada em a Natureza permanece estacionário.”

A Terra está no caminho de evolução para se tornar um mundo de regeneração.

“Quão grandiosa é essa ideia e digna da majestade do Criador! Quanto, ao contrário, é mesquinha e indigna do seu poder a que concentra a sua solicitude e a sua providência no imperceptível grão de areia, que é a Terra, e restringe a Humanidade aos poucos homens que a habitam!

Segundo aquela lei, este mundo esteve material e moralmente num estado inferior ao em que hoje se acha e se alçará sob esse duplo aspecto a um grau mais elevado. Ele há chegado a um dos seus períodos de transformação, em que, de orbe expiatório, mudar-se-á em planeta de regeneração, onde os homens serão ditosos, porque nele imperará a Lei de Deus.” (Santo Agostinho, Paris, 1862)

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A transformação, portanto, da Terra num mundo melhor não é tão somente possível, mas inevitável, atendendo à Lei Natural de progresso, conforme explicou Santo Agostinho.

E as descrições dos mundos adiantados fornecidas pelos benfeitores do plano espiritual servem, naturalmente, de estímulo para a dedicação aos estudos, para o empenho no aprimoramento dos pensamentos e atitudes.

A paz e a felicidade só se tornam duradouras quando se transformam num bem comum. “Amar ao próximo como a si mesmo” foi a atitude a que Jesus nos chamou, convidando-nos a participar na realização de um mundo melhor.

Noemi C. Carvalho

fonte: ‘O Evangelho Segundo o Espiritismo’ – Capítulo III – Há muitas moradas na casa de meu Pai

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