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Como renovar e equilibrar sua energia emocional

Mão feminina suavemente toca a superfície de um lago para equilibrar energia emocional

O que sentimos se manisfesta na forma como agimos.

Embora não prestemos muita atenção a este ponto, equilibrar a energia emocional é muito importante. Afinal, a nossa vida é guiada pelos nossos sentimentos. De acordo com o que estamos sentindo, nossas atitudes vão ser diferentes, ou seja, vou responder de forma diferente a um mesmo fato, dependendo do meu estado e ânimo.

Isto é bem simples de entender. É só procurar lembrar de coisas do dia-a-dia e você vai perceber a diferença. Por exemplo, digamos que você está se arrumando para sair de casa ou do trabalho e alguém chega só para bater um papo. Se você está atrasado – e nervoso por causa disso – não vai querer perder tempo e pode acabar demonstrando sua impaciência de um jeito não muito gentil. Mas se você estiver tranquilo, sem preocupações com horários ou compromissos, vai ficar para uns minutos de boa conversa.

Assim é o tempo todo, com todo o leque de sentimentos que vão passando por nós ao longo do dia: ansiedade, alegria, tristeza, empolgação, raiva, entre tantos outros. Nesse conjunto, temos os que chamamos de positivos ou agradáveis – que nos fazem sentir bem, leves e sorridentes – e aqueles negativos – que nos trazem sensações desagradáveis e de mal-estar.

Entender o que sentimos ajuda a ter uma mente tranquila.

Temos uma tendência a evitar nos aproximarmos dos sentimentos negativos, justamente por causa da sensação ruim que eles nos fazem sentir. Desse jeito, mesmo sabendo que não estamos bem, não queremos pensar sobre isso, porque achamos que podemos nos sentir pior.

Mas não é bem assim que funciona: o fato de ignorarmos e reprimirmos um sentimento desagradável não faz ele sumir. Podemos até nos acostumar a ele e por isso não o sentimos mais com tanta intensidade, e a qualquer momento, um fato qualquer e até sem importância, pode trazer ele de volta de forma bem expressiva.

Conforme explica Hammed, “sentimentos e emoções não são errados ou impróprios; são apenas energias emocionais, e não traços de personalidades. Não precisamos nos culpar por experimentá-los.

Os sentimentos e as emoções são o modo como percebemos, sentimos e vivemos cada uma de nossas experiências e rejeitá-los, portanto, significa viver em constante ilusão, não reconhecendo nossas carências e necessidades emocionais que procuram ser reequilibradas.

“Não somos o que os outros dizem que somos, nem somos o que pensamos que somos; somos o que sentimos.” Hammed

É por isso que entender o que querem nos dizer os nossos sentimentos e, assim, equilibrar a energia emocional, nos permite usar sua energia da melhor forma. É uma ação valiosa, porque vai nos permitir ficar com a mente tranquila e o coração sereno.

Como transformar e equilibrar a energia emocional negativa.

Para Thich Nhat Hanh¹, o melhor a fazer é se aproximar do sentimento negativo através da respiração, de maneira bem simples: “Inspirando, sei que há um sentimento desagradável em mim. Expirando, sei que há um sentimento desagradável em mim.”, ensina ele.

Ao mesmo tempo, identifique-o pelo seu nome: “raiva”, “tristeza”, “decepção”, “angústia”, o que deixa claro para você com o que você está lidando, enquanto cria uma “familiaridade” com esse sentimento.

Desta forma, você percebe que ele é “seu”, é a sua reação a algum fato. Isso também vai lhe dar a indicação de que é algo passageiro e que você tem a possibilidade de transformá-lo numa energia saudável e criativa.

Os cinco passos para transformar os sentimentos.

Segundo Thich Nhat Hanh, existe em nós temos um verdadeiro “rio de sentimentos, no qual cada gota d’água é um sentimento diferente e cada um depende de todos os outros para sua existência. Para observar esse rio, sentamo-nos à sua margem e identificamos cada sentimento à medida que ele vem à tona, passa por nós e desaparece.

E para nos ajudar nessa observação, ele nos dá cinco passos para conseguirmos transformar e equilibrar nossa energia emocional.

Primeiro passo – reconhecer

“O primeiro passo ao lidar com os sentimentos é reconhecer cada sentimento no instante em que surge.”, diz o monge Thich Nhat.

Quando você reconhece um sentimento, como por exemplo o medo, você olha para ele conscientemente, você afirma que ele está lá, não tenta disfarçá-lo, nem o rejeita.

Simplesmente, o reconhece e aceita, dizendo para você mesmo que você sabe que está se sentindo assim. “Você sabe que o medo brotou de você mesmo e que a plena consciência também brotou de você mesmo. Os dois estão em você, não em luta, mas um cuidando do outro.”, conclui.

O segundo passo – unificar

“O segundo passo consiste em se tornar uno com o sentimento.”, é a orientação de Thich Nhat.

Segundo ele, a melhor abordagem é conversar amigavelmente com o sentimento, dizendo algo como “Oi, Medo. Como é que você está hoje?”. Você cria, assim, um vínculo entre o sentimento e a sua consciência, o que leva você a sentir-se no controle, estabelecendo uma posição favorável nesse relacionamento.

Mantendo a sua mente alerta, você evita cair nas armadilhas dos sentimentos que fazem seus pensamentos ficarem conturbados e inquietos. A respiração consciente ajuda a manter esse estado de atenção e dessa forma , “contanto que a sua consciência esteja plena e presente, você não será submerso pelo medo.”

O terceiro passo – calma

“O terceiro passo é o de acalmar o sentimento. Como a consciência plena está cuidando bem do seu medo, ele começa a se acalmar.”, esclarece o mestre Thich Nhat.

Ele nos fornece uma imagem para que possamos estabelecer uma relação de fragilidade – com relação ao sentimento – e de maturidade – em relação a nós mesmos. Para Thich Nhat, o sentimento, seja qual for, ao sentir que está sendo visto e cuidado, se acalma assim como um bebê se acalma com a presença da mãe. “Você acalma seu sentimento só por estar com ele, como uma mãe segurando ternamente o filhinho que chora.”

Mas ele ressalta a importância de manter a atenção e a concentração, não se distraindo com outras coisas, o que pode ser feito através da respiração: “Inspirando, acalmo as atividades do corpo e da mente. Expirando, acalmo meu medo.”

O quarto passo – desapegar

“O quarto passo é largar o sentimento, soltá-lo.”, ensina o monge.

A respiração consciente mantém você calmo, você se sente seguro, firme e protegido. “Graças à sua calma, você está à vontade, mesmo em meio ao medo; e sabe que esse medo não vai crescer e se transformar em algo esmagador. Quando você se descobre capaz de tomar conta do seu medo, ele já está reduzido a um mínimo, tornando-se mais brando e menos desagradável.”

Este é o momento de você desapegar do seu sentimento, sentir que pode deixá-lo ir livremente, e conseguir equilibrar a sua energia emocional. A sua mente está tranquila, o seu coração está sereno, você se sente no comando.

Mas Thich Nhat faz uma ressalva: “Por favor não pare por aqui. Acalmar e largar um sentimento são apenas curas para os sintomas. Você agora tem a oportunidade de se aprofundar e trabalhar na transformação da raiz do seu medo.”

O quinto passo – o mergulho interior

“O quinto passo é olhar profundamente.”, é a conclusão de Thich Nhat Hanh.

Quando você está se sentindo bem, tranquilo e com a energia restaurada, já que o sentimento que incomodava se foi, é hora de procurar entender a causa, ou seja, porque ele surgiu, porque perturbou tanto você. Esse é um passo necessário para que você comece a transformar a emoção que está na raiz de tudo e desencadeia reações aos acontecimentos.

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Você pode perceber, ao examinar em profundidade as causas que dão origem a seus sentimentos, se existe um ou mais motivos que levaram você a sentir e reagir de determinada forma. Com um análise interior, você vai reconstituir várias situações nas quais vai perceber o mesmo sentimento se repetindo, e continuando atualmente, numa reação automática.

Hammed, diz que “tornamo-nos emocionalmente educados quando nos permitimos sentir todas as sensações energéticas que partem do nosso universo interno, livres de julgamentos precipitados e de qualquer condenação, pois os sentimentos são bússolas que nos norteiam os caminhos da vida.”

Evite críticas e julgamentos tanto em relação às pessoas e fatos ligados aos momentos que você identificou, bem como em relação ao que você sentiu e às atitudes que você tomou.

Esse material que está arquivado em sua memória emocional deve lhe servir só como um parâmetro para que você entenda de onde se originaram as reações que você tem hoje em dia, e consiga se desvincular, estabelecendo outras formas de conduta.

Noemi C. Carvalho

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Hammed¹ viveu por várias vezes no Oriente, e especificamente, na milenar Índia. Também viveu na França do século XVII, nas cercanias de Paris, como religioso e médico. É autor de diversas obras, psicografadas pelo médium paulista Francisco do Espírito Santo Neto, e se destaca dentre os autores espíritas pela abordagem com elementos da psicologia e da filosofia oriental.

Thich Nhat Hanh² O mestre zen é um líder espiritual global, poeta e ativista da paz, reverenciado em todo o mundo por seus ensinamentos pioneiros sobre atenção plena, ética global e paz.

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