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Como são os seres que moram em diferentes mundos

montagem fotográfica de uma mulher de perfil transparente exibindo galhos de uma árvore seres de diferentes mundos

Qual a aparência dos seres que vivem em outros globos?

Os ensinamentos que nos são passados pelas entidades espirituais através da psicografia esclarecem que a Terra não é o único planeta habitado no Universo. E eles também explicam como é a aparência física dos seres que moram em diferentes mundos.

Conforme é explicado em ‘O Livro dos Espíritos’, de Allan Kardec, os seres que vivem em outros mundos “têm corpos, porque o Espírito precisa estar revestido de matéria para atuar sobre a matéria. Esse envoltório, porém, é mais ou menos material, conforme o grau de pureza a que chegaram os Espíritos”. Portanto, seus corpos não serão semelhantes aos nossos.

E essa diferença que caracteriza os habitantes de cada globo reflete o caminho de evolução que temos a percorrer, “porquanto muitas moradas há na casa de nosso Pai, sendo, conseguintemente, de muitos graus essas moradas.”

A purificação do corpo acompanha a purificação da alma.

Allan Kardec nos ajuda a entender melhor como pode aquilo que conhecemos como corpo ter aspectos e consistências diferentes. Ele explica que “à medida que o Espírito se purifica, o corpo que o reveste se aproxima igualmente da natureza espírita.”

Assim, a matéria se torna menos densa e o ser mais espiritualizado não precisar se locomover rastejando “penosamente pela superfície do solo, menos grosseiras se lhe fazem as necessidades físicas, não mais sendo preciso que os seres vivos se destruam mutuamente para se nutrirem.”

Esse envoltório mais fluídico dá maior liberdade ao Espírito, sua percepção é mais refinada e, como diz Kardec, “vê com os olhos do corpo o que só pelo pensamento entrevemos.”

Essa transformação evolutiva não acontece só no nível físico. Este, na verdade, é consequência da transformação moral, isto é, da purificação do Espírito em sua existência enquanto está encarnado.

Nos mundos superiores, a convivência é pacífica e feliz.

Dessa forma, Kardec continua explicando, “as paixões animais se enfraquecem e o egoísmo cede lugar ao sentimento da fraternidade.

Assim é que, nos mundos superiores ao nosso, se desconhecem as guerras, carecendo de objeto os ódios e as discórdias, porque ninguém pensa em causar dano ao seu semelhante.

A intuição que seus habitantes têm do futuro, a segurança que uma consciência isenta de remorsos lhes dá, fazem que a morte nenhuma apreensão lhes cause. Encaram-na de frente, sem temor, como simples transformação.”

O objetivo da vida é a felicidade, e esta só encontra seu verdadeiro sentido quando a nossa vida é dedicada ao bem comum. Quando temos essa compreensão, deixamos de lado todas as atitudes guiadas pelo sentimento de preservação, vantagem e enriquecimento pessoal.

Nossos valores se transformam e se modificam nossas atitudes. Assim, a convivência entre todos os seres se torna mais digna e harmoniosa, levando a uma progressiva transformação de toda a sociedade.

Que mais podemos saber dos seres que habitam outros mundos?

Outro ponto interessante sobre a vida dos seres que habitam outros mundos é o que diz respeito à duração da vida.

Segundo Kardec, “a duração da vida nos diferentes mundos parece guardar proporção com o grau de superioridade física e moral de cada um, o que é perfeitamente racional”. Isto significa que quanto mais espiritualizado o ser e, portanto, menos material o corpo, menos sujeito este fica aos problemas que o acometem e prejudicam.

Além disso, esclarece Kardec, “quanto mais puro o Espírito, menos paixões a miná-lo. É essa ainda uma graça da Providência, que desse modo abrevia os sofrimentos.”

Liberto, portanto, dos sentimentos inferiores que conduzem a atitudes como irritação, agressividade, possessividade, a vida transcorre de forma mais harmoniosa, pacífica e feliz.

Nós podemos morar em mundos diferentes?

O mesmo Espírito pode habitar, em suas diferentes reencarnações, mundos também diferentes. Mas seja qual for o seu grau de adiantamento, o Espírito que está reencarnando sempre passa pela infância, pois ela é uma transição necessária para a nova existência que ele vai ter pela frente.

Dependendo do seu merecimento, o Espírito pode escolher o mundo em que vai reencarnar. Mas nem sempre o seu pedido é aceito, porque “a acessibilidade dos mundos, para os Espíritos, depende do grau da elevação destes”. Quando não existe um pedido expresso, é o grau de elevação do Espírito que determina o mundo que será sua próxima morada.

Entendemos, portanto, que podemos desde já começar a fazer os planos de nossa mudança de domicílio. Não sabemos quando ela vai acontecer. Mas certamente um dia, depois que este corpo que hoje nos serve não existir mais, teremos outro a revestir nosso Espírito. Talvez em outro mundo ou nesta mesma Terra, quem sabe então já melhorada pela evolução de seus habitantes.

As explicações que nos são dadas pelos benfeitores espirituais mostram que uma vida melhor, com mais felicidade e menos sofrimento, só pode ser conquistada por nós mesmos.

Mas essa conquista só se realiza e materializa de dentro para fora, externando no ambiente nossos valores cada vez mais próximos do que nos ensinam Jesus e seus emissários de luz.

Noemi C. Carvalho

Texto baseado em “O Livro dos Espíritos” – Allan Kardec (com trechos extraídos da mesma obra)

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