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Como você vai passar pelo umbral?

imagem de um homem olhado uma passagem de luz e entre eles uma conjunto de nuvens como piso passar pelo umbral

Os significados da palavra umbral.

A palavra umbral é muito comum nas conversas espíritas e muitos expressam a preocupação de como passar pelo umbral depois do desencarne, isto é, depois da morte do corpo físico.

Essa palavra de origem espanhola é muito conhecida, também, pelos engenheiros e arquitetos, pois ela designa a pedra que é instalada no piso entre os batentes de uma porta. Neste caso, o seu papel é delimitar e separar dois ambientes, e por aqui conhecemos essa peça como soleira.

Isso mesmo, toda vez que cruzamos alguma porta estamos passando pelo umbral.

O umbral, de acordo com o espiritismo.

No meio espírita, esta palavra foi usada pela primeira vez por André Luiz, através da psicografia de Chico Xavier, no livro inicial da série “Nosso Lar”.

Umbral é a palavra que André Luiz usou para designar uma condição, ou um lugar transitório, por onde passam as pessoas depois do desencarne rumo às esferas espirituais.

Não é exatamente um local ou uma região, mas uma passagem, uma dimensão espiritual por onde todos passarão.

As tenebrosas cenas descritas na obra de André Luiz e mostradas no filme são uma demonstração do poder do pensamento, pois são elas muito semelhantes ao que ensina a tradição católica sobre o purgatório e o inferno.

Muitos pessoas, ao desencarnar, carregam essa milenar conceituação. E, pela força do pensamento, criam essa dimensão onde passam a viver os martírios que acreditam merecer.

Assim, passar pelo umbral, essa passagem que tanto assusta e que traz tanta preocupação, será exatamente da forma que acreditamos que ela é.

O umbral manifesta a realidade de cada um.

No umbral, muitos espíritos infelizes se reúnem pela atração de suas afinidades, dos pensamentos cruéis e dos sentimentos tóxicos, fornecendo os elementos energéticos que tornam essa dimensão muito densa.

Mas aquela realidade expressa na história de André Luiz e a descrição do umbral que ele faz, é a realidade dele. O mundo de trevas onde ficou preso e sofrendo eram as suas trevas interiores que, na Terra, se manifestavam no desregramento e imoralidade.

E essa energia que movimentava André Luiz no mundo físico, quando liberta da matéria, ganhou muito mais força para envolver o seu criador.

Sabemos que não existem duas pessoas iguais em todo o planeta, e que cada um é um universo em si.

Portanto, não podemos pegar a história pessoal de algum espírito e transformá-la na história de todos, numa regra geral, deixando de pesquisar e alargar a compreensão.

A ideia de sofrimento eterno contraria a expressão amorosa de Deus.

É interessante essa questão de se associar essa dimensão da passagem espiritual aos modelos de punição moldados na aplicação de sofrimentos eternos por poderosas criaturas do mal.

Mas por tanto tempo essa pregação foi feita que essa mitologia ainda fornece muita energia para manter a sua manifestação.

Ora, Deus é a inteligência suprema do Universo e causa primária de todas as coisas, como respondem os espíritos de luz no início da primeira obra da reveladora doutrina que nos ensina, antes de mais nada, a termos uma fé forte e racional que nos guie através da sombra da ignorância até a consciência de luz.

Assim, não é possível acreditar que a expressão divina do amor que é Deus descartaria no eterno sofrimento um de seus filhos. Além disso, isso seria admitir que existe uma figura que pode antagonizar com Deus.

Então, como fazia Kardec, usemos a inteligência e o bom senso.

O que significa “espírito errante”.

Allan Kardec usou o controle universal dos ensinos dos espíritos para expressar todos os conceitos, as revelações e os ensinamentos que fazem parte do conjunto da codificação espírita. O seu controle era que ele apenas aceitava o que vinha de fontes diferentes e trouxessem o mesmo conteúdo.

Ao pesquisarmos em toda obra básica da revelação do espiritismo, não encontraremos uma só menção ao termo umbral.

As elevadas entidades que nos trouxeram os conhecimentos espirituais, no livro “O Céu e o Inferno” trazem luz sobre esse assunto:

“Questão 224 –  Que é a alma no intervalo das encarnações? Espírito errante, que aspira a novo destino que espera.”

O termo “errante”, na verdade, expressa um estado espiritual, ou uma condição de existência dos espíritos desencarnados enquanto estão no intervalo entre as encarnações. Ele são, então, denominados espíritos errantes, ou erráticos.

Portanto, todos aqueles que não estão encarnados, vivendo num corpo físico, isto é, não são espíritos encarnados, são chamados de espíritos errantes.

O que acontece quando desencarnamos?

Lembremos, então, que o nosso verdadeiro ser é espiritual, ou seja, nosso verdadeiro viver se dá na erraticidade. As encarnações são transitórias.

Então, ao retornar à espiritualidade, os espíritos levam um tempo menor ou maior nessa travessia. Existem espíritos que desconhecem que desencarnaram e acreditam ainda estarem vivos.

Há também aqueles que sabem o que lhes aconteceu mas não querem aceitar, se revoltam, ficam aflitos e sofrem muito. E outros estão tão conscientes que até auxiliam aqueles que vieram para lhe encaminhar no processo de desenlace.

Como vemos, cada um percebe do seu jeito e leva o seu tempo. Assim, o sofrimento após a morte pode levar alguns instantes para uns poucos. Outros, entretanto, vão precisar de horas, ou dias para passar pelo umbral. E tem também os que se prendem ao umbral por meses ou até por séculos.

A porta de entrada para o mundo espiritual.

No ambiente umbralino, portanto, se juntam os espíritos que ficaram desorientados pelo desencarne, os espíritos que estão transitando para o mundo dos espíritos. Todos eles são espíritos umbralinos, mas isso não significa que sejam trevosos. Eles são chamados de umbralinos porque estão na travessia.

Então observamos que, nesta travessia, os espíritos se reúnem no umbral, que não é, obrigatoriamente, uma região infernal.

A perturbação só ocorre caso os espíritos que vão passar pelo umbral estejam desequilibrados. Neste caso, esta região será sombria, formada por emoções cheias de remorsos, dores e aflições.

Notamos, portanto, que a forma como vivemos irá determinar como iremos passar pelo umbral, e que tipo de umbral conheceremos.

Lembre-se: o umbral é a porta de entrada ao mundo espiritual.

José Batista de Carvalho

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