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Compaixão e solidariedade: o papel no futuro da humanidade

5 mãos formando uma estrela com os dedos indicador e médio simbolizando compaixão e solidariedade

O momento atual exige adaptação e boa vontade.

A compaixão e a solidariedade estão ficando cada vez mais em evidência quando se buscam maneiras de resolver os problemas causados pela pandemia do coronavírus que despontou no mundo e invadiu nossas vidas.

Os nossos hábitos foram mudados repentinamente e assim não tivemos tempo para nos adaptar. As restrições de interação social foram necessárias para diminuir a propagação do coronavírus, mas nos obrigaram a muitas alterações na rotina.

E as mudanças, quando não são espontâneas nem partem de nossa própria iniciativa, podem nos fazer experimentar ansiedade, frustração, raiva e nos levar à exaustão na tentativa de conciliar e atender todas as necessidades da melhor forma possível.

Os períodos de distanciamento social separam pessoas da convivência normal e as conversas por vídeo não substituem o calor do abraço e do beijo. Por outro lado, as convivências forçadas aumentam o clima de animosidade nos relacionamentos que já eram difíceis. De todo modo, crianças irrequietas, adolescentes aborrecidos, pais ansiosos, avós saudosos, todos sentem saudades da liberdade que agora ficou restrita.

E as incertezas do momento só trazem uma certeza: é preciso preservar a vida. Fazer sacrifícios, mudar rotinas, adaptar-se a novos hábitos, superar o tédio e os temores, inventar, criar, recriar-se.

Como reinventar o futuro?

Um artigo da Global Compassion Initiative, da Universidade de Edimburgo, uma da mais antigas e renomadas universidades do Reino Unido, traz uma interessante observação: “É uma terrível ironia que um vírus, que prejudica a capacidade de respirar dos seres humanos, tenha demonstrado compaixão pelo planeta, fornecendo ar limpo para os ecossistemas naturais prosperarem.”

De fato, parece que foi preciso enclausurar a população com uma epidemia para frear os hábitos que estavam adoecendo o planeta. A natureza encontra formas de se manter em equilíbrio quando este começa a ficar seriamente comprometido, pondo em risco a existência da vida que está sob sua responsabilidade, que ela aquece, alimenta e acolhe.

Numa publicação no começo deste ano, fiz uma referência ao fato de podermos associar o período que então começava com a oportunidade de aprimorarmos a nossa visão interior, reavaliarmos nosso modo de viver e fortalecermos nossos valores, considerando profundamente a nossa vida como seres espirituais que somos.

A pandemia do coronavírus mostrou de forma brusca essa necessidade. Mostrou a fragilidade da vida, escancarou e amplificou os problemas das desigualdades sociais e econômicas, mas também fez multiplicar a prática de atos de bondade e compaixão, de solidariedade e compreensão.

No mesmo texto da Universidade de Edimburgo, surge um questionamento: “Como reinventamos o futuro e evitamos apenas retornar ao status quo? Com atos de compaixão, que são transformadores. Ao agir para aliviar o sofrimento, encontraremos, no caminho através dos desafios agudos e complexos dessa pandemia, lições de aprendizado que se constroem em direção a comunidades mais saudáveis, mais equilibradas e mais felizes em todo o mundo.”

Os problemas sociais e econômicos se amplificam com a pandemia do coronavírus.

Este seria, sem dúvida, o cenário ideal. Um mundo onde não houvesse abismos nas desigualdades, onde todos tivessem oportunidade de estudo e de trabalho, acesso aos cuidados com a saúde e bem-estar. Entretanto, vários estudos apontam previsões alarmantes no cenário mundial, junto a comunidades vulneráveis.

Em reunião virtual realizada em 28/05, o secretário-geral da ONU, António Guterres, frisou a necessidade dos países agirem em conjunto, através de suas lideranças políticas e econômicas, caso contrário a pandemia do coronavírus causará “devastação e sofrimento inimagináveis em todo o mundo, pois a fome atinge proporções históricas, uma vez que cerca de 1,6 bilhão de pessoas ficaram sem meios de subsistência.”

Além disso, as consequências econômicas da pandemia do coronavírus podem afetar seriamente as crianças. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) divulgou uma análise dia 28/05 onde destaca que “o número total de crianças vivendo abaixo da linha de pobreza nacional nos países de baixa e média renda poderia chegar a 672 milhões no final do ano. Os chocantes impactos da pobreza na pandemia de covid-19 afetarão duramente as crianças. As crianças são altamente vulneráveis a períodos curtos de fome e desnutrição, que as afetam potencialmente por toda a vida.”

Vários mundos coexistem no mesmo mundo.

Percebemos, assim, que este nosso mundo abriga vários mundos. Vivemos todos no mesmo pedaço de terra inserido no universo infinito, respiramos o mesmo ar, mas as condições de vida são diametralmente opostas.

Seria muito bom, mesmo, que a pandemia trouxesse uma nova visão de compaixão e solidariedade, onde o lucro pelo lucro, o acúmulo de posses, a ganância, pudessem se transformar em oportunidades de vida digna para todos os seres, protegendo culturas, preservando o ambiente, respeitando a natureza.

Se isso vai acontecer? O tempo nos dirá.

Noemi C. Carvalho

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