Home / Autoconhecimento / Controle ou confiança: a diferença que isso faz em nossa vida

Controle ou confiança: a diferença que isso faz em nossa vida

controle ou confiança

Querer ter controle sobre tudo pode nos levar para caminhos sombrios.

A ansiedade e o estresse, quando se fazem presentes, nos levam por um caminho estreito e sombrio, onde nos sentimos acuados, querendo encontrar uma saída, procurando pela claridade e pelo brilho da luz do sol. Queremos ter o controle sobre tudo e esquecemos de manter a confiança.

O apóstolo Paulo (Filipenses 4:6,7) nos diz para não ficarmos ansiosos com nada. E que, ao invés disso, devemos procurar pacificar as nossas emoções através da oração e dar graças a Deus mesmo durante as dificuldades a que somos chamados a superar.

Além disso, ele diz para mantermos sempre a alegria, mas como um sentimento sincero, desafiando até mesmo as provas mais difíceis a não nos tirarem a serenidade e o equilíbrio.

Quando somos gratos a Deus pelas situações problemáticas pelas quais passamos e as encaramos como um meio de progredirmos, conseguimos transformar as perspectivas derrotistas e reequilibramos a mente.

Por outro lado, quando mantemos um fluxo constante de pensamentos negativos, criamos um ambiente mental sombrio e pesado. Concentramos toda a nossa energia nos aprofundando em todas as possibilidades de futuros problemas e nos prendemos cada vez mais na densa vibração do medo.

Mas ao fixarmos nossa mente em Deus, com fé e confiança, sentimos que somos capazes de passar por qualquer dificuldade e encontrar as melhores soluções.

Assim, aliviamos a pesada carga que nos mantinha paralisados e inertes, e em vez de nos preocuparmos com o problema começamos a encontrar soluções.

O “e se” nos leva a percorrer labirintos intermináveis.

Mas devemos convir que nem sempre é fácil encontrar pensamentos positivos quando estamos passando por um tipo qualquer de dificuldade. Ou, mais especificamente, encontrar pensamentos que nos façam sentir que são verdadeiros.

Entretanto, se não acreditarmos neles, esses pensamentos não terão valor nem eficácia. Então, por exemplo, pensar “logo vou encontrar um bom emprego” pode ser melhor do que dizer “amanhã vai aparecer o trabalho dos meus sonhos”.

O apóstolo Paulo também disse para mantermos em nossa mente e em nossos pensamentos tudo o que é verdadeiro, justo e bom. (Filipenses 4:8).

Quando passamos horas pensando em possibilidades, em tudo de ruim que pode acontecer, estamos gastando tempo e energia e, além disso, impregnando a nossa mente com inverdades. Afinal, como saber se aquilo de fato vai acontecer, se vai se tornar realidade, se vai se concretizar como uma verdade?

Quando nós entramos no labirinto do “e se?”, enumeramos todas as hipóteses do que pode vir a acontecer. Mas, é bem verdade, só pensamos em tudo o que pode dar de errado. E acabamos nos perdendo e não encontrando a saída desse lugar cujos corredores se estreitam cada vez mais.

E, ainda mais, acabamos sentindo todos os efeitos de ansiedade, medo, preocupação, raiva como se aquela situação hipotética fosse verdadeira, como se estivesse de fato acontecendo.

É que ela está acontecendo na nossa mente. E de tantos pensarmos podemos atrair exatamente esse resultado, pois o pensamento tem poder de criação.

Portanto, é melhor procurar se concentrar naquilo que é, e não naquilo que pode ser. E como o amor de Deus por nós é verdadeiro, preencher então a nossa casa mental com essa verdade.

É preciso cuidado para não viver em ilusão.

Assim mantemos a ligação espiritual com os planos elevados que podem nos intuir para as melhores decisões, além de nos abençoar com a paz e a serenidade, aliviando a nossa angústia e aflição.

Existe um detalhe ao qual devemos atentar também, para não cairmos num engano, não nos prendermos a uma ilusão. Pensar positivamente sobre a vida não implica em reforçar para nós mesmos que estamos sempre a salvo de qualquer tipo de problema ou dificuldade.

As situações que se nos apresentam têm um motivo, um propósito, que é o desenvolvimento pessoal e o progresso espiritual, atendendo à jornada evolutiva do nosso espírito. É claro que não vamos ficar esperando que algo ruim aconteça, ou tentar imaginar quando isso vai ser.

Entretanto, seria ilusório pensar que ao mantermos atitudes corretas em relação aos nossos semelhantes, ao expressarmos nossa confiança e gratidão a Deus e ao alimentar só bons pensamentos estaremos imunes contra qualquer situação desafiadora.

Mas essas atitudes certamente nos dão a força necessária para ficarmos mais confiantes. E nesses momentos vale lembrar que, sem dúvida, já enfrentamos situações semelhantes ou até piores.

Devemos aceitar com tranquilidade se um problema aparece na nossa frente. Certamente já atravessamos os mares tempestuosos da vida em outros momentos. E, mesmo que nem sequer o tenhamos pedido, Deus e os seus benfeitores espirituais nos acompanharam e, através das orientações veladas e seguras, nos ajudaram a chegar aqui.

Por isso, ainda que algum de nossos medos se concretize, confiemos que novamente obteremos a força e os recursos necessários para atravessarmos com serenidade e confiança essa nova provação.

O controle não consegue coexistir com a confiança.

Jesus disse para não nos preocuparmos com o dia de amanhã, pois basta a cada dia os desafios que ele nos traz. (Mateus 6:34) O futuro é uma incógnita e, sem dúvida, cada pensamento e cada atitude que plantarmos hoje colheremos amanhã.

Por isso não é razoável contribuirmos, com os nossos próprios pensamentos, para criar um futuro que não desejamos. Seja qual for o problema que tivermos que enfrentar, não estaremos sós. Pois Deus e Seus anjos nos guiam da forma que é melhor para nós, para a nossa evolução.

E aí nos deparamos, muitas vezes, com uma outra questão: o controle. Queremos ter certeza de tudo, queremos manter o controle sobre tudo o que nos acontece e isso, sem dúvida, contribui para aumentar a ansiedade e o estresse.

É natural pensarmos nas possibilidades que podem acontecer em relação a algum evento, mas nem sempre poderemos controlar tudo ou estaremos preparados para qualquer que seja o desenrolar dos fatos.

É nossa decisão cultivar hábitos prejudiciais ou salutares.

Contudo, se não podemos ter o controle, podemos manter a confiança. São atitudes distintas, entretanto ambas se fortalecem pelo mesmo modo: através do hábito.

A necessidade de controle é algo que desenvolvemos ao longo do tempo, não nascemos com essa característica. Acreditamos, entretanto, que isso poderia nos trazer segurança e nos habituamos a exercer essa tentativa de manter o controle.

Com a confiança acontece a mesma coisa, isto é, quanto mais confiarmos na proteção e orientação de Deus e entregarmos em Suas mãos as questões que nos afligem, tanto mais vamos verificar que essa atitude traz mais serenidade e, em consequência, melhores resultados.

Dessa forma, a confiança também se tornará um hábito, assim como acontece com o controle, mas um hábito salutar. Ainda que, a princípio, tenhamos sentimentos de preocupação quando um fato desagradável acontece, logo que transferimos essa carga negativa e tóxica pedindo a Deus que a retire de nós e alivie o nosso fardo, reencontramos o equilíbrio das nossas emoções.

Ao final, para manter a confiança também precisamos exercer o controle.

Se pararmos para refletir sobre isso tudo, pode parecer estranho que para abrir mão do controle sobre as situações tenhamos que controlar o nosso pensamento.

Mas Buda já havia dito que os pensamentos são como cavalos selvagens, que se não forem domados destroem tudo em seu caminho. E é por isso que precisamos conduzi-los com firmeza, não permitindo, também, que tomem desvios e entrem em caminhos onde reina a escuridão.

Manter a mente concentrada no bem e no que é bom certamente faz muita diferença em nossa vida. Dalai Lama insiste que nós devemos exercer a nossa capacidade de gerir os nossos pensamentos e as nossas emoções.

São as emoções que vão dar força e direção ao pensamento, por isso precisamos nos esforçar para trocar todas as emoções negativas e destrutivas, como a raiva, o ciúme e o medo por outras que nos tragam sentimentos de paz e serenidade.

Assim, por exemplo, compreensão das limitações e das falhas de nossos semelhantes que porventura nos prejudicaram fazer brotar o perdão sincero, que nos liberta de uma energia extremamente prejudicial de raiva, de mágoa ou de vingança.

Nos bons sentimentos, nos bons pensamentos e nas boas atitudes sempre vamos nos deparar com a bondade e com os cuidados de Deus, que está sempre ao nosso lado, vibrando a cada passo vitorioso que conseguimos dar na jornada de nossa vida.

Noemi C. Carvalho

ASSINE GRATUITAMENTE NOSSA NEWSLETTER

1 – Insira o seu e-mail e cadastre-se.

2 – Autorize sua inscrição no e-mail de confirmação que você vai receber.
* Lembre-se de olhar as caixas de spam e de promoções.

Política de PrivacidadePolítica de Cookies Política Anti-Spam

LêAqui: a mensagem certa na hora certa.

Também nas redes sociais:

Facebook

Instagram

Pinterest

Twitter

YouTube

[themoneytizer id=”61382-19″]

Deixe o seu comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Receba nossas publicações por

e-mail

 Insira o seu e-mail para se cadastrar.

Você vai receber primeiro um e-mail para autorizar a inscrição.

Lembre-se de olhar as caixas de spam e de promoções.

Um e-mail vai ser enviado para você autorizar a sua inscrição. Lembre de olhar a caixa de spam.

%d blogueiros gostam disto: