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Cultivar relacionamentos é como cultivar uma flor

Uma bela flor rosa simbolizando o fruto de cultivar relacionamentos
Cultivar relacionamentos é como cultivar uma flor.

A vida é um vasto campo a cultivar, em todos os seus relacionamentos.

Cultivar uma flor exige cuidados e atenção. Cultivar relacionamentos também.

Aliás, não só os relacionamentos, mas tudo na vida precisa ser cultivado com carinho, respeito e consideração: a família, os amigos, colegas de estudo ou de trabalho, bichinhos de estimação, projetos, planos, sonhos.

Bem, acho que não é para menos que a agricultura é umas das mais antigas atividades, tendo se originado na pré-história, com seu surgimento estimado em 10.000 anos A.C., no período neolítico.

Aprender a cultivar a vida foi um dos primeiros aprendizados do ser humano.

Se o olhar não é límpido, o relacionamento se turva.

Ainda assim, cultivar relacionamentos para que cresçam saudáveis e vigorosos ainda não é uma especialidade que se pode distinguir entre tantas habilidades que evoluíram na história da humanidade. Desrespeito, traições, ganância, poder, guerras, dominação ainda mancham a trajetória moral e espiritual.

No que diz respeito aos relacionamentos amorosos, a questão também não é muito diferente.

Como disse a raposa ao Pequeno Príncipe, “a gente só conhece bem as coisas que cativou. Se queres um amigo, cativa-me! Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

E a raposa diz mais, nessa singela, mas tão profunda obra de Saint Exupéry: “Eis o meu segredo. Ele é muito simples: somente vemos bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.”

Mas muitas vezes olhamos, não só com os olhos, mas também com o viés do nosso modo de olhar. Ou seja, olhamos para aquilo que não gostamos, que não aprovamos, aquilo que “deveria ser”. Nos concentramos naquilo que para nós são falhas, naquilo que consideramos carências e esperamos – sinceramente e para o bem do relacionamento – que o outro mude.

Como viver bem, viver em paz, como se sentir feliz com esse clima que se forma? É um constante descontentamento, são desentendimentos por coisas banais, porque aí, então, tudo é motivo para desagrado e exigência de desagravo.

A imagem idealizada de alguém desbota com o tempo.

Quando a situação chega a esse ponto, é inegável que você não queria a pessoa que está ao seu lado, mas a imagem que você idealizou dela.

Esta imagem, entretanto, aos poucos foi perdendo o verniz e o brilho, desbotou sua lindas e vibrantes cores, tornando visível aos seus olhos a personalidade real.

Você pode até alegar que antes sua cara metade não era assim, mudou com o tempo, não foi você que se iludiu. De todo jeito, agora é como é.

E esperar que a outra parte mude, independentemente de você ter se iludido ou o outro ter mudado, não é uma solução viável para resolver esse conflito no relacionamento. Será que você teria essa disposição de mudar?

Não existe, talvez, solução fácil ou completamente satisfatória quando a expectativa sofre esse revés. É como um vaso que se quebra. Você pode colar os pedaços, mas as marcas vão ficar.

Acredito, entretanto, que numa relação madura e sólida, o diálogo é a melhor opção. Vou repetir, porque isso é importante: o diálogo, isto é, a troca de ideias, a interação, o falar e escutar, negociar, propor, ceder.

Cultivar os relacionamentos é aprimorar nossa existência.

Jeff Foster iniciou estudos espirituais buscando entendimento e alívio para uma grave depressão, tornou-se autor e professor espiritual na Inglaterra, seu país natal, e diz o seguinte sobre o diálogo como uma forma de cultivar os relacionamentos:

“Isso não é passividade, mas sim uma profunda conexão mágica, a fonte de toda inteligência, criatividade e clara ação, onde todas as decisões devem ser tomadas.

Não precisamos esperar pela mudança de amanhã, se podemos nos conectar profundamente hoje mesmo. É bem provável que mudança não ocorra à força ou sob pressão. É bem provável que não seja o encontro dos seus sonhos, mas que aconteça aqui mesmo.”

Afinal, será que existe a pessoa ideal, será que vale a pena esperar por aquela pessoa imaginada como perfeita? Parta do princípio que ninguém é perfeito e que estamos aprendendo, evoluindo e conquistando sabedoria ao longo de nossa vida.

E, além do mais, relacionamentos são a melhor forma de conseguir aprimorar muitas virtudes – como a compreensão, a paciência, o perdão. Assim como são a oportunidade de trabalhar os sentimentos exacerbados como impaciência, raiva, frustração, desejo de poder e manipulação.

Portanto, pare, reflita, sinta e faça as escolhas que podem manter você sempre no caminho do bem, da paz e da felicidade.

Noemi C. Carvalho

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