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Dalai Lama receita a compaixão para curar o coronavírus

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A entrevista de Dalai Lama ao Time Magazine.

Dalai Lama publicou, em sua página no Facebook, uma entrevista que concedeu à revista Time Magazine neste mês de Abril dizendo que, mais que orações, precisamos de compaixão, amor e fraternidade para passarmos por esta crise pandêmica do coronavírus. Todos nós estamos interconectados, formamos uma verdadeira rede de vidas interdependentes que se fortalecerá toda vez que um de nós estender as mãos.

“Sinceramente, espero que todos possam permanecer seguros e calmos. Neste momento de incerteza, é importante que não percam a esperança e a confiança nos esforços construtivos que muitos estão fazendo.” – Dalai Lama

Leia abaixo a entrevista de Dalai Lama.

“Os meus amigos ocasionalmente me pedem para ajudar em algum problema no mundo, usando alguns “poderes mágicos”. ” Eu sempre digo a eles que o Dalai Lama não tem poderes mágicos. Se os tivesse, não sentiria dor nas pernas ou dor de garganta. Somos todos iguais aos seres humanos e experimentamos os mesmos medos, as mesmas esperanças, as mesmas incertezas.

Do ponto de vista budista, todo ser senciente¹ está familiarizado com o sofrimento e as realidades das doenças, da velhice e da morte. Mas, como seres humanos, temos a capacidade de usar nossa mente para vencer a raiva, o pânico e a ganância.

Nos últimos anos, tenho enfatizado o amor, o “desarmamento emocional”: tentar ver as coisas de forma realista e clara, sem a confusão do medo ou raiva. Se um problema tem uma solução, precisamos trabalhar para encontrá-la; caso contrário, não precisamos nos preocupar pensando nele.

A compaixão é importante para superar a crise do coronavírus, diz Dalai Lama.

Nós, budistas, acreditamos que o mundo inteiro é interdependente, e por isso que falo frequentemente sobre responsabilidade universal. O flagelo deste terrível coronavírus mostra que o que acontece com uma pessoa pode em breve afetar todos os outros seres.

Mas também nos lembra que um ato amoroso, compassivo ou construtivo – seja trabalhando em hospitais ou apenas observando o distanciamento social – tem o potencial de ajudar a muitos.

Desde que surgiram as primeiras notícias sobre o coronavírus em Wuhan, tenho orado por meus irmãos e irmãs na China e em qualquer outro lugar. Agora podemos ver que ninguém está imune a esse vírus. Todos estamos preocupados com os entes queridos e com o futuro, tanto da economia global quanto das nossas necessidades locais.  Mas só a oração não é suficiente.

Esta crise mostra que todos precisamos assumir a nossa responsabilidade. Devemos combinar a coragem que médicos e enfermeiros estão demonstrando com os esforços da pesquisa científica para começar a mudar essa situação e proteger nosso futuro de mais ameaças desse tipo.

Neste momento de grande preocupação, é importante pensarmos nos desafios a longo prazo – e nas possibilidades – de todo o mundo. Fotografias do mundo a partir do espaço mostram claramente que não existem fronteiras reais em nosso planeta azul, portanto, todos nós devemos nos responsabilizar e trabalhar para evitar as mudanças climáticas e outras forças destrutivas.

A união, a esperança e a confiança vão vencer o desafio da pandemia.

Essa pandemia serve como um aviso de que somente nos unindo para construirmos uma resposta global e coordenada é que vamos conseguir enfrentar o imenso desafio sem precedentes que enfrentamos.

Também devemos lembrar que ninguém está livre do sofrimento e é preciso estender nossas mãos às pessoas que não têm lar, recursos ou família para protegê-los. Essa crise nos mostra que não estamos separados um do outro – mesmo quando estamos vivendo separados, portanto, todos temos a responsabilidade de praticar a compaixão e ajudar.

Como budista, acredito no princípio da impermanência. Eventualmente, esse vírus passará, como já vi passarem guerras e outras ameaças terríveis em minha vida, e teremos a oportunidade de reconstruir nossa comunidade global, como fizemos muitas vezes antes.

Sinceramente, espero que todos possam permanecer seguros e calmos. Neste momento de incerteza, é importante que não percam a esperança e a confiança nos esforços construtivos que muitos estão fazendo.”

Dalai Lama

Publicado pela Time Magazine – 14 de abril de 2020

1 – “Um ‘ser senciente’ é aquele que tem a capacidade de experimentar sentimentos: de dor, de prazer ou neutros. Por exemplo, todo ser senciente tem o direito de sobreviver e, para a sobrevivência, isso significa ter um desejo de felicidade ou conforto: é por isso que os seres sencientes se esforçam para sobreviver. Portanto, nossa sobrevivência é baseada na esperança – esperança de algo bom: felicidade.” – definição de Dalai Lama, constante no post Dalai Lama: “o propósito da vida é a felicidade”.

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Um comentário

  1. Só no amor encontraremos forças para superar este momentos difíceis… belo texto que nos ajuda a superar momentos tão cruciais para a humanidade. Em Dalai Lama respostas para nossas vidas. Uma braço fraterno do Poeta Carvoeiro….

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